DOU 31/03/2022 - Diário Oficial da União - Brasil 4

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Nº 62-A , quinta-feira, 31 de março de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1 - Edição Extra
quedas
significativas
em relação
à
tensão
nominal,
com
duração de
15s,
o
mototaxímetro, deve assumir a indicação anterior. Provocam-se duas interrupções e duas
quedas significativas, de duração 21 s. O mototaxímetro deve assumir a posição "LIVRE".
Provocam-se duas interrupções entre 16 s a 19 s. O mototaxímetro pode assumir o valor
anterior à falha, ou ir para a posição "LIVRE". Entende-se como queda significativa,
aquela em que o instrumento, interpreta como interrupção, isto é não tem condição de
funcionamento a partir daquela tensão de alimentação;
n) Ensaio de influência das descargas eletrostáticas: este ensaio utiliza como
referência a norma IEC 61000-4-2.
Aplicam-se dez descargas pelo ar, com intensidade de 8 kV e dez descargas
por contato (diretamente no corpo do instrumento), com intensidade de 6 kV, escolhidos
pontos do instrumento normalmente sujeitos às descargas (acessíveis ao operador),
sendo estas aplicadas com intervalos de 10s e não devendo o mototaxímetro apresentar
falha significativa em qualquer das aplicações (não deve alterar ou perder as funções e
indicações);
o) Ensaios de influência dos transientes elétricos na linha de alimentação
(quando utilizar bateria externa): este ensaio utiliza como referência a norma ISO 7637-
2.
- Ensaios 3a e 3b: aplicam-se na linha de alimentação um trem de pulsos
negativos e outro de pulsos positivos de amplitudes -100 V e +75 V, respectivamente,
cuja duração mínima de aplicação do ensaio deve ser de uma hora para cada tipo de
trem de pulso, não devendo o instrumento alterar ou perder suas indicações e funções,
na aplicação dos transientes.
- Ensaio pulso 4: (simulação da redução da fonte de alimentação - bateria do
veículo, causada pela energização do circuito de partida do motor).
Aplica-se um único pulso da seguinte forma: reduz-se a alimentação de 12 V
para um valor entre 5 V a 8 V, num período de tempo inferior a 5 ms, cujo tempo de
permanência nesse valor (entre 5 V a 8 V) estará compreendido, entre 15 ms a 40 ms
e após, a tensão de alimentação é aumentada para um valor entre 6 V a 9,5 V, num
intervalo de tempo inferior a 50 ms, permanecendo neste valor, entre 0,5 s a 20 s  e
ainda, após este período, retorna-se à tensão de alimentação nominal (12 V), num
período de tempo entre 5ms a 100 ms.
- Ensaio pulso 5:Aplica-se um único pulso com amplitude máxima de 86,5 V,
com tempo de subida entre 5 ms a 10 ms e com tempo de descida entre 30 ms a 390
ms.
p) Ensaio de influência de transientes elétricos na linha de sinal (quando
utilizar bateria externa): este ensaio utiliza como referência a norma ISO 7637-3.
- Ensaios 3a e 3b:
Aplicam-se na linha de sinal um trem de pulsos negativos e outro de pulsos
positivos de amplitudes -40 V e +30 V, respectivamente, cuja duração mínima de
aplicação do ensaio deve ser de dez minutos para cada tipo de trem de pulsos, não
devendo o instrumento alterar ou perder suas indicações e funções, na aplicação dos
transientes;
q) Ensaio de imunidade a campos eletromagnéticos radiados: este ensaio
utiliza como referência a norma IEC 61000-4-3.
Submete-se o instrumento a um campo eletromagnético de intensidade de 10
V/m, em freqüências de 80 MHz a 2000 MHz, com modulação em amplitude de 80 %
com 1 kHz, de onda senoidal, considerando-se falhas significativas, as reiniciações, o
bloqueio de funções (armazenamento de dados) e incremento de frações.
r) Ensaio de imunidade a campos eletromagnéticos conduzidos: este ensaio
utiliza como referência a norma IEC 61000-4-6.
Submete-se o instrumento a um campo eletromagnético de intensidade de 10
V, em freqüências de 150 kHz a 80 MHz, com modulação em amplitude de 80% com 1
kHz, de onda senoidal, considerando-se falhas significativas, as reiniciações, bloqueio de
funções (armazenamento de dados) e incremento de frações.
s) Ensaio de vibração mecânica: este ensaio utiliza como referência a norma
IEC 60068-2-36, ensaio Fdb.
A faixa de frequências será de 10 Hz a 500 Hz e entre 10 Hz a 20 Hz, a
densidade espectral de aceleração será de 4,8 m².s-3 (0,05 g²/Hz) e, ainda, entre 20 Hz
até 500 Hz, será aplicada atenuação de -3 dB por oitava.
- Este ensaio deve ser realizado nos três eixos principais do mototaxímetro,
com uma duração de 30 min para cada eixo e o mototaxímetro será montado numa
estrutura rígida e em posição similar a normalmente de uso, que durante o ensaio deve-
se observar o comportamento do instrumento, o qual deverá funcionar no modo
horário.
- Ao final do ensaio, verifica-se o desempenho do instrumento, sua operação,
funções e determinação dos erros;
t) Ensaio de água: este ensaio utiliza como referência a norma IEC 60068-2-
18 - submete-se o instrumento a um fluxo de 0,07 L/min durante 10 min.
- O mototaxímetro será montado em uma estrutura rígida vazada com ângulo
de inclinação de ±180° em relação ao fluxo de água (fluxo direcionado à parte traseira
do instrumento), não podendo existir acúmulo da água resultante do ensaio.
- Durante o ensaio deve-se observar o comportamento do instrumento, que
deverá estar funcionando no modo horário e ao final do ensaio, verifica-se o
desempenho do instrumento, sua operação, funções e determinação dos erros;
u) Ensaio de areia e poeira: este ensaio utiliza como referência a norma IEC
60512-11-8.
Submete-se o instrumento a uma variação de temperatura de 30 °C a 65 °C,
com as seguintes condições: umidade relativa menor que 25 %, velocidade do ar de 3
m/s, concentração de partículas de 5 g/m³ e composição das partículas de acordo com
o item 3.2.1 da norma IEC 60512-11-8.
- O mototaxímetro será montado em uma estrutura rígida vazada com o fluxo
de partículas atingindo sua parte frontal.
- Durante o ensaio deve-se observar o comportamento do instrumento, que
deverá estar funcionando no modo horário e ao final do ensaio, verifica-se o
desempenho do instrumento, sua operação, funções e determinação dos erros;
v) Ensaio de baixa voltagem da bateria interna (quando utilizar bateria
interna):
O ensaio consiste em expor o instrumento para a condição especificada da
bateria(s) por um período suficiente para atingir a estabilidade da temperatura e para a
realização das medições.
w) Se uma fonte de energia alternativa (fonte de alimentação padrão com
capacidade de corrente suficiente) é utilizada em testes de bancada para simular a
bateria, é importante que a impedância interna do tipo especificado de bateria também
seja simulada, cuja impedância máxima interna da bateria deve ser especificada pelo
fabricante do instrumento.
Sequência de teste:
- Estabilizar o fornecimento de energia a uma tensão dentro dos limites
definidos e realizar a medição e/ou condições de carga e gravar os seguintes dados:
i) data e hora;
ii) temperatura;
iii) tensão de alimentação;
iv) o modo funcional;
v) medidas e/ou condição de carga;
vi) indicações;
vii) erros;
viii) o desempenho funcional.
- Reduzir a tensão de alimentação do mototaxímetro até que o equipamento
claramente deixa de funcionar corretamente de acordo com as especificações e requisitos
metrológicos, e observe os seguintes dados:
ix) tensão de alimentação;
x) indicações;
xi) erros;
xii) outras respostas relevantes do instrumento.
7.2 Verificação Inicial.
7.2.1 Conformidade ao modelo aprovado:
Observa-se se o instrumento conserva todas as características do modelo
aprovado, através de exames visual e operacional, e ainda:
a) A perfeita legibilidade e correção
das legendas e simbologia do
mostrador;
b) Se as inscrições obrigatórias estão corretas;
c) A nitidez, clareza e as dimensões dos caracteres das indicações;
d) O perfeito funcionamento dos dispositivos operacionais e suas funções:
- sequência correta do dispositivo de comando associado as suas posições e
funções;
- teste dos segmentos dos dígitos;
- correta operação de teclas e interruptores.
7.2.2 Verificação da integridade do software.
a) o mototaxímetro deve ser colocado em modo de verificação;
b) confirmar se o software instalado no mototaxímetro corresponde ao
aprovado.
7.2.3 Ensaio de determinação dos erros em função do tempo decorrido.
Para se proceder ao ensaio, o mototaxímetro é alimentado através de fonte
de alimentação ou bateria externa ou interna, cujo ensaio deve ser executado para uma
fração, utilizando o modo de verificação e o dispositivo simulador externo.
7.2.4 Ensaio de determinação dos erros em função da distância percorrida.
Para se proceder ao ensaio, utiliza-se o dispositivo simulador externo, cujo
ensaio deve contemplar todas as tarifas que o mototaxímetro irá utilizar e será
executado para a distância nominal de 5.000 metros.
7.2.5 Marca de verificação inicial.
Nos mototaxímetros aprovados em verificação inicial devem ser apostas as
respectivas marcas de verificação inicial.
7.3 Verificações subsequentes.
7.3.1 Exame da documentação:
a) Verificar se a documentação do mototaxímetro está atualizada e de acordo
com o instrumento e a motocicleta na qual está instalado.
7.3.2 Inspeção geral, exame visual, operacional e da instalação.
a) Verificar se o mototaxímetro
está adequadamente posicionado na
motocicleta;
b) Verificar se as inscrições obrigatórias, legendas, símbolos, encontram-se em
condições normais;
c) Verificar se os dispositivos indicadores estão legíveis, permitindo leitura
clara e não ambígua;
d) Verificar se as marcas de verificação e selagem permanecem em condições
normais;
e) 
Verificar 
se 
as 
teclas,
interruptores, 
chaves, 
estão 
operando
normalmente;
f) Verificar se o instrumento executa corretamente o teste de segmentos;
g) Constatar a correta sequência do dispositivo de comando;
h) Verificar se as demais funções e operações estão de acordo com o modelo
aprovado;
i) Verificar as dimensões, pressão e estado de uso dos pneus, que fornecem
a informação ao mototaxímetro;
j) Verificar as ligações elétricas e mecânicas do instrumento, incluindo o
transdutor, se houver;
k) Constatar, no modo de verificação, se a constante "k" programada no
mototaxímetro é igual ou maior que 12.000 pulsos/km;
l) Verificar a integridade do software instalado;
7.3.3 Ensaio de determinação do erro em função do tempo decorrido.
a) Este ensaio é efetuado com o veículo parado (modo quilométrico
desativado);
b) Determina-se o erro em função do tempo decorrido em três frações
consecutivas, utilizando o modo de verificação e o dispositivo simulador externo.
7.3.4 Ensaio de determinação do erro em função da distância percorrida.
a) Este ensaio é efetuado em pista real reduzida, observando-se as condições
de referência de 6.3.1;
b) Determina-se o erro em função da distância percorrida, para um percurso
simulado não inferior a 3.000 metros;
c) Utiliza-se um número inteiro
de frações, obtendo-se a distância
correspondente à indicação resultante (bandeirada mais valor das frações);
d) Determina-se o valor do coeficiente "w" "padrão" percorrendo a pista
reduzida de 12,5 metros, utilizando a indicação do mototaxímetro no "MODO DE
V E R I F I C AÇ ÃO " ;
e) Para cada tarifa, deve ser simulado o percurso de 3.000 metros utilizando
o dispositivo simulador conectado ao mototaxímetro.
7.3.5 A utilização de equipamentos em substituição à pista real deve
considerar todos os fatores de correção aplicáveis, de maneira a assegurar-se que o
resultado da medição seja o mesmo que se obteria nas condições de referência.
8. CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
8.1
Todo mototaxímetro
deve
manter
as características
construtivas,
operacionais e
metrológicas do
modelo aprovado
e estar
com seus
elementos,
dispositivos e funções, em perfeitas condições de conservação e funcionamento.
8.2 Todas as inscrições obrigatórias, unidades, símbolos, legendas e indicações
devem se apresentar clara e facilmente legíveis.
8.2.1 
Os
caracteres 
das 
indicações 
devem
permanecer 
alinhados,
perfeitamente legíveis e não apresentar falhas parciais ou totais.
8.3 O mototaxímetro deve ser operado sempre à vista do passageiro,
permitindo a este acompanhar todo o ciclo de medição, desde a posição "LIVRE" até a
posição "A PAGAR".
8.4 O mototaxímetro deve ser, obrigatoriamente, posicionado próximo ao
painel 
de 
instrumentos 
da 
motocicleta, 
de
tal 
forma 
que 
permita 
o 
fácil
acompanhamento da operação e medição pelo passageiro.
8.5 A
instalação do
mototaxímetro não pode
impedir ou
dificultar a
visualização e o acionamento dos demais instrumentos da motocicleta pelo condutor.
9. DISPOSIÇÕES GERAIS
9.1 Todo mototaxímetro novo deve ser submetido à primeira verificação
periódica, quando da instalação no veículo mototáxi.
9.2 São de responsabilidade da oficina permissionária pelo serviço de
instalação do mototaxímetro, fornecer o valor do coeficiente característico "w", a
designação de tipo, dimensões e pressão dos pneumáticos para qual o instrumento foi
ajustado.
9.3 Na substituição ou reparo de pneus ou rodas, deverão ser mantidas as
características para as quais o mototaxímetro foi verificado, a fim de não alterar o valor
do coeficiente característico "w".
9.4 A utilização do mototaxímetro com pneus ou rodas diferentes das
constantes no certificado de verificação do instrumento sujeita o detentor do mesmo à
autuação, independentemente se a medição encontrar-se dentro dos valores dos erros
máximos admissíveis.
9.5 São de responsabilidade do detentor do mototaxímetro, zelar pela correta
manutenção do mesmo através das firmas permissionárias do serviço de instalação e
conserto, de forma a assegurar o perfeito funcionamento do instrumento, ensejando
medições corretas, confiáveis, seguras e de acordo com as prescrições regulamentares.
9.6 O mototaxista, sempre que solicitado pelo Órgão Metrológico competente,
deve
apresentar 
o
mototaxímetro
para
exame, 
acompanhado
da
respectiva
documentação atualizada.
9.7 Os mototaxímetros somente devem ser utilizados quando instalados em
motocicletas de aluguel, não sendo admitido seu uso em outros veículos.

                            

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