DOU 14/04/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 72, quinta-feira, 14 de abril de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
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Gráfico 2. Geração per capita de RSU (kg/hab/dia) nas regiões e Brasil, 2010 a 2018.
NORTE
1,300
0,975
0,650
0,325
0,000
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
BRASIL
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, 2011 a 2019 (ano-base 2010 a 2018).
Observando-se a contribuição de cada uma das regiões brasileiras na massa total de RSU gerado entre os anos de
2010 e 2018, observa-se que as regiões Sudeste e Nordeste foram aquelas que mais contribuíram, respondendo,
respectivamente, por 50% e 25% da geração total do país em 2018.
1.1.3. COMPOSIÇÃO
Tratar e dar um destino adequado à grande quantidade de resíduos tem sido um enorme desafio às autoridades
públicas e setor privado. Para que haja melhor gestão e gerenciamento de resíduos é preciso conhecer qual a
quantidade e que tipo de material é descartado, pois a partir desses dados é possível definir melhor a política
municipal dos resíduos e, eventualmente, estimar a energia que poderá ser gerada a partir da recuperação
energética dos resíduos, quanto de material poderá ser reciclado e qual será a redução de massa nos aterros.
(FRICKE et al., 2015)
A composição gravimétrica dos resíduos diz respeito ao percentual da massa de cada componente em relação
à massa total. Sua identificação permite o adequado planejamento do setor por meio de políticas públicas,
estratégias e soluções que assegurem a destinação ambientalmente adequada preconizada pela PNRS, levando-
se em consideração as melhores alternativas disponíveis e aplicáveis, de acordo com os tipos e quantidades de
resíduos existentes.
De acordo com os dados disponíveis, nota-se que a fração orgânica, abrangendo sobras e perdas de alimentos,
resíduos verdes e madeiras, é a principal componente dos RSU, com 45,3%. Os resíduos recicláveis secos somam
33,6%, sendo compostos principalmente pelos plásticos (16,8%), papel e papelão (10,4%), vidros (2,7%), metais
(2,3%), e embalagens multicamadas (1,4%). Outros resíduos somam 21,1%, dentre os quais resíduos têxteis, couros
e borrachas representam 5,6% e rejeitos, estes compostos principalmente por resíduos sanitários, somam 15,5%,
conforme Gráfico 3.
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