DOU 09/08/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 150, terça-feira, 9 de agosto de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
 
Receita Líquida (em número índice de mil R$ atualizados) 
[CONFIDENCIAL]/[RESTRITO] 
 
Receita 
Total 
Mercado Interno 
Mercado Externo 
Valor 
% total 
Valor 
% total 
P1 
[CONF] 
100,0 
[CONF] 
- 
[CONF] 
P2 
[CONF] 
98,8 
[CONF] 
100,0 
[CONF] 
P3 
[CONF] 
115,9 
[CONF] 
25,5 
[CONF] 
P4 
[CONF] 
120,6 
[CONF] 
100,7 
[CONF] 
P5 
[CONF] 
49,0 
[CONF] 
112,7 
[CONF] 
 
681. A receita líquida referente às vendas destinadas ao mercado interno 
apresentou o seguinte comportamento: diminuição de 1,2 % de P1 a P2, aumentos de 
17,3% e de 4,1% de P2 a P3 e de P3 a P4, respectivamente, e diminuição de 59,3% de P4 a 
P5. Ao se considerarem os extremos da série, identifica-se diminuição de 51,0% da receita 
líquida de vendas no mercado interno. 
682. A receita líquida obtida com as vendas no mercado externo diminuiu 74,5% de 
P2 a P3 e aumentou 294,8% de P3 a P4 e 11,9% de P4 a P5. Reitera-se que não houve 
vendas de soda cáustica ao mercado externo em P1. Ao se analisar o período de P2 a P5, a 
receita líquida obtida com as vendas no mercado externo aumentou 12,7%. 
683. Por fim, a receita líquida total apresentou o seguinte comportamento: queda 
de 0,03% de P1 a P2, aumentos de 16,1% e de 4,9% de P2 a P3 e de P3 a P4, 
respectivamente, e queda de 58,6% de P4 a P5. Ao se considerar o período sob análise 
como um todo (P1-P5), a receita total da indústria doméstica diminuiu 49,5%. 
6.1.6.2. Dos preços médios ponderados 
684. Os preços médios ponderados de venda, apresentados na tabela a seguir, 
foram obtidos pela razão entre as receitas líquidas e as quantidades vendidas 
apresentadas, respectivamente, nos itens 6.1.6.1 e 6.1.1 deste documento. Deve-se 
ressaltar que os preços médios de venda no mercado interno apresentados se referem 
exclusivamente às vendas de fabricação própria. 
 
Preço Médio de Venda da Indústria Doméstica (em número índice de R$ atualizados/t) 
[CONFIDENCIAL]/[RESTRITO] 
 
Preço 
(mercado interno) 
Preço 
(mercado externo) 
P1 
100,0 
- 
P2 
99,8 
100,0 
P3 
129,1 
126,4 
P4 
139,8 
84,6 
P5 
93,1 
86,0 
 
685. Observou-se que de P1 para P2, o preço médio de soda cáustica de fabricação 
própria vendida no mercado interno diminuiu 0,2%, de P2 a P3, cresceu 29,3%, de P3 a P4 
e 8,3% de P4 a P5 e diminuiu 33,4 %. Assim, de P1 para P5, o preço médio de venda de 
soda cáustica da indústria doméstica no mercado interno diminuiu 6,9%. 
686. Já o preço médio do produto vendido ao mercado externo aumentou 26,4% 
de P2 a P3 e diminuiu 33,1% de P3 a P4 e aumentou 1,7% de P4 a P5. 
6.1.6.3. Dos resultados e margens 
687. A tabela a seguir apresenta o demonstrativo de resultado obtido com a venda 
de soda cáustica de fabricação própria no mercado interno. 
688. Com o propósito de identificar os valores referentes à venda de soda cáustica, 
as despesas e receitas operacionais foram calculadas por meio de rateio, de acordo com a 
participação da receita operacional líquida obtida com as vendas ou revendas de soda 
cáustica sobre a receita operacional líquida total da empresa. 
 
Demonstração de resultados (em número índice de mil R$ atualizados) 
[CONFIDENCIAL]/[RESTRITO] 
 
P1 
P2 
P3 
P4 
P5 
Receita Líquida 
100,0 
98,8 
115,9 
120,6 
49,0 
CPV 
100,0 
97,4 
98,4 
93,5 
53,9 
Resultado Bruto 
100,0 
100,2 
133,6 
148,2 
44,1 
Despesas Operacionais 
100,0 
39,0 
69,9 
82,3 
133,5 
Despesas gerais e administrativas 
100,0 
111,5 
81,9 
113,2 
89,1 
Despesas com vendas 
100,0 
111,6 
151,5 
135,5 
69,7 
Resultado financeiro (RF) 
100,0 
125,4 
104,7 
117,1 
25,7 
Outras despesas (receitas) operacionais (OD) 
100,0 
(802,1) 
(216,5) 
(281,4) 
934,0 
Resultado Operacional 
100,0 
135,1 
169,9 
185,8 
(6,9) 
Resultado Operacional (exceto RF) 
100,0 
133,2 
157,1 
172,3 
(0,5) 
Resultado Operacional (exceto RF e OD) 
100,0 
97,7 
143,0 
155,2 
34,9 
 
689. O resultado bruto da indústria doméstica auferido com a venda de soda 
cáustica no mercado interno apresentou o seguinte comportamento: aumentos de 0,2%, 
de 33,4% e de 10,9% de P1 a P2, de P2 a P3 e de P3 a P4, respectivamente, e queda de 
70,2% de P4 a P5. Considerando o período como um todo, de P1 a P5, o resultado bruto 
registrou queda de 55,9%. 
690. O resultado operacional apresentou o seguinte comportamento: aumentos de 
35,1%, 25,8% e 9,4% de P1 a P2, de P2 a P3 e de P3 a P4, respectivamente, e queda de 
103,7% de P4 a P5. Considerando o período como um todo, de P1 a P5, o resultado 
operacional registrou queda de 106,8%. 
691. Já o resultado operacional sem resultado financeiro apresentou o seguinte 
comportamento: aumentos de 33,2%, 18,0% e 9,7% de P1 a P2, de P2 a P3 e de P3 a P4, 
respectivamente, e queda de 100,3% de P4 a P5. Considerando o período como um todo, 
de P1 para P5, o resultado operacional sem resultado financeiro registrou queda de 
100,5%. 
692. O resultado operacional sem resultado financeiro e outras despesas e receitas 
operacionais apresentou o seguinte comportamento: diminuição de 2,3% de P1 a P2, 
aumento de 46,3% de P2 a P3 e de 8,5% de P3 a P4 e diminuição de 77,5% de P4 a P5. 
Considerando o período como um todo, de P1 a P5, o resultado operacional sem resultado 
financeiro e outras despesas e receitas registrou diminuição de 65,1%. 
693. A partir da análise dos dados constantes da tabela acima, observou-se 
variação significativa na rubrica “outras despesas (receitas) operacionais”. Ao serem 
questionadas pela autoridade investigadora, as peticionárias informaram que as principais 
causas do crescimento desses valores estariam relacionadas à empresa [CONFIDENCIAL]. 
De acordo com o informado, os valores elevados em P5 se devem a [CONFIDENCIAL]. Foi 
apresentado, ainda, planilha contendo os principais componentes desta rubrica, quais 
sejam: [CONFIDENCIAL].  
694. Informaram, ainda, que as razões para a variação significativa dessa rubrica ao 
longo do período de investigação, decorreram de: (i) de P1 para P2: [CONFIDENCIAL] (ii) de 
P2 para P3: [CONFIDENCIAL] (iii) de P3 para P4: [CONFIDENCIAL] (iv) de P4 para P5: 
[CONFIDENCIAL].  
695. Ainda a esse respeito, ressalta-se que a Braskem esclareceu que o aumento 
expressivo das despesas operacionais em P5 [CONFIDENCIAL].  
696. Ressalta-se que, em que pese a representatividade desses dados para fins de 
apuração dos resultados operacionais da indústria doméstica, observou-se diminuição das 
margens de lucro, mesmo quando desconsideradas as despesas mencionadas. Como 
pode-se verificar abaixo, quando se analisa a margem operacional exclusive o resultado 
financeiro e outras despesas operacionais, a qual reflete diretamente a operação da 
indústria doméstica em relação ao produto similar, constata-se diminuição de sua 
lucratividade tanto de P4 para P5 quanto de P1 a P5.  
697. Encontram-se apresentadas, na tabela a seguir, as margens de lucro 
associadas aos resultados detalhados anteriormente. 
 
Margens de Lucro (em número índice de %) 
[CONFIDENCIAL] 
 
P1 
P2 
P3 
P4 
P5 
Margem Bruta 
100,0 
101,4 
115,3 
122,8 
89,9 
Margem Operacional 
100,0 
136,7 
146,5 
153,8 
(13,9) 
Margem Operacional (exceto RF) 
100,0 
134,6 
135,4 
142,7 
(1,0) 
Margem Operacional (exceto RF e OD) 
100,0 
99,0 
123,3 
128,7 
71,3 
 
698. A margem bruta da indústria doméstica apresentou o seguinte 
comportamento: aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 a P2, [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 a 
P3 e [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 a P4 e diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 a P5. Ao se 
analisarem os extremos da série, constatou-se que a margem bruta da indústria doméstica 
apresentou queda de [CONFIDENCIAL] p.p. 
699. Observou-se que a margem operacional, por sua vez, apresentou o seguinte 
comportamento: aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 a P2, [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 a 
P3 e [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 a P4, e diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 a P5. A piora 
acumulada de P1 a P5 na margem operacional foi de [CONFIDENCIAL] p.p. 
700. A margem operacional sem o resultado financeiro apresentou o seguinte 
comportamento: aumentou [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 a P2, [CONFIDENCIAL] p.p. de P2 a 
P3 e [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 a P4, e diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P4 a P5. De P1 a 
P5, a margem operacional sem o resultado financeiro diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. 
701. A margem operacional sem resultado financeiro e outras despesas apresentou 
o seguinte comportamento: diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. de P1 a P2, aumentou 
[CONFIDENCIAL] p.p. de P2 a P3, [CONFIDENCIAL] p.p. de P3 a P4 e diminuiu 
[CONFIDENCIAL] p.p. de P4 a P5. De P1 a P5, a margem operacional sem o resultado 
financeiro e outras despesas diminuiu [CONFIDENCIAL] p.p. 
702. A tabela a seguir, por sua vez, apresenta o demonstrativo de resultados obtido 
com a venda do produto similar no mercado interno, por tonelada vendida. 
 
Demonstração de resultados unitária (em número índice de R$ atualizados/t) 
[RESTRITO]/[CONFIDENCIAL] 
 
P1 
P2 
P3 
P4 
P5 
Receita Líquida 
100,0 
99,8 
129,1 
139,8 
93,1 
CPV 
100,0 
98,4 
109,7 
108,4 
102,3 
Resultado Bruto 
100,0 
101,3 
148,9 
171,7 
83,7 
Despesas Operacionais 
100,0 
39,4 
78,0 
95,3 
253,4 
Despesas gerais e administrativas 
100,0 
112,7 
91,3 
131,2 
169,2 
Despesas com vendas 
100,0 
112,8 
168,9 
157,0 
132,4 
Resultado financeiro (RF) 
100,0 
126,7 
116,7 
135,7 
48,9 
Outras despesas (receitas) operacionais 
(OD) 
100,0 
(811,0) 
(241,3) 
(326,1) 
1.773,2 
Resultado Operacional 
100,0 
136,5 
189,3 
215,3 
(13,0) 
Resultado Operacional (exceto RF) 
100,0 
134,6 
175,1 
199,7 
(0,9) 
Resultado Operacional (exceto RF e OD) 
100,0 
98,8 
159,3 
179,8 
66,3 
 
703. O CPV unitário apresentou o seguinte comportamento: queda de 1,6% de P1 a 
P2, aumento de 11,4% de P2 a P3, queda de 1,2% de P3 a P4 e de 5,6% de P4 a P5. 
Considerando todo o período de análise (P1-P5), houve aumento de 2,3%. 
704. O resultado bruto unitário auferido com a venda do produto similar doméstico 
no mercado brasileiro apresentou o seguinte comportamento: aumento de 1,3% de P1 a 
P2, de 47,0% de P2 a P3 e de 15,3% de P3 a P4 e diminuição de 51,2% de P4 a P5. Na 
análise do período como um todo, o resultado bruto unitário apresentou queda de 16,3%. 
705. O resultado operacional unitário apresentou o seguinte comportamento: 
aumento de 36,5% de P1 a P2, de 38,6% de P2 a P3 e de 13,7% de P3 a P4 e queda de 
106,0% de P4 a P5. De P1 a P5, tal indicador diminuiu 113,0%. 
706. O resultado operacional sem resultado financeiro por unidade apresentou o 
seguinte comportamento: aumento de 34,6% de P1 a P2, de 30,1% de P2 a P3 e de 14,0% 
de P3 a P4 e diminuição de 100,4% de P4 a P5. Ao se considerarem os extremos da série 
(P1-P5), a diminuição desse indicador foi equivalente a 100,9%. 
707. Por fim, o resultado operacional unitário da indústria doméstica, exceto 
resultado financeiro e outras despesas, apresentou o seguinte comportamento: diminuição 
de 1,2% de P1 a P2, aumento de 61,2% de P2 a P3 e de 12,8% de P3 a P4 e diminuição de 
63,1% de P4 a P5. Ao se considerarem os extremos da série (P1-P5), a diminuição desse 
indicador foi equivalente a 33,7%. 
6.1.7. Dos fatores que afetam os preços domésticos 
6.1.7.1. Dos custos 
708. A tabela a seguir apresenta o custo de produção associado à fabricação de 
soda cáustica pela indústria doméstica. 
 
Evolução do custo de produção (em número índice de R$ atualizados/t) 
[CONFIDENCIAL] 
 
P1 
P2 
P3 
P4 
P5 
Matéria-prima1 
100,0 
99,6 
100,9 
95,4 
112,8 
Outros insumos2 
100,0 
145,8 
155,4 
288,1 
181,6 

                            

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