DOU 09/08/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 150, terça-feira, 9 de agosto de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
A receita operacional líquida da Controladora no 2T17 foi de R$ 239,2 milhões, em 
linha ao 1T17, explicada principalmente pelo aumento dos preços médios de venda, 
influenciados pelo aumento no preço de soda no mercado internacional, compensado pela 
pelo menor volume de vendas. Na comparação com o 2T16, foi 9% superior, explicado pelo 
aumento dos preços médios de venda, influenciados pelo aumento no preço de soda no 
mercado internacional e compensados pela desvalorização do Real frente ao Dólar no 
período. (grifou-se)  
A Receita Operacional Líquida da Controladora no 3T17 foi de R$ 247,5 milhões, 3% 
superior ao 2T17, explicada principalmente pelo aumento no volume de vendas (3% 
superior) e pelo aumento no preço de soda no mercado internacional (4% superior). 
Quando comparada ao 3T16, foi 11% superior, explicada principalmente pelo aumento do 
preço da soda no mercado internacional (52% superior), compensado pelo volume de 
vendas ter se mantido em linha. (grifou-se)  
A Receita Operacional Líquida da Controladora no 4T17 foi de R$ 259,2 milhões, 5% 
superior ao 3T17, explicada principalmente pelo aumento dos preços médios de venda 
influenciados pelo aumento no preço de soda no mercado internacional. (grifou-se)  
[...]Quando comparado ao 2T17 a receita foi 20% superior, variação explicada 
principalmente pelo aumento de 44% no preço da soda. No 1S18 foi registrada a receita de 
R$ 582,8 milhões, 22% superior ao 1S17, influenciada sobretudo pelo aumento de 51% no 
preço de soda. (grifou-se)  
A Receita Operacional Líquida da Controladora no 4T18 foi de R$ 259,2 milhões, em 
linha com o 4T17, enquanto que, em 2018, a receita foi de R$ 1.145,5 milhões (+16,4%), 
influenciada sobretudo pelo incremento no preço médio da soda no ano de 2018. 
(grifou-se) 
999. Mencionou também o relatório financeiro do segundo trimestre de 2020 da 
Unipar, em que se teria registrado aumento de 12% em sua receita operacional líquida em 
razão do aumento de 49% dos preços internacionais. Além disso, destacou que esse 
relatório teria apontado, ainda, que o resultado foi tão positivo que compensou a 
diminuição das vendas de PVC.  
1000. Em seguida, a ABAL mencionou o aumento de receitas e lucros da Unipar em 
2020, em relação a 2019 e, ainda, citou entrevista concedida pelo presidente da empresa 
em março de 2021, em que foram comemorados os bons resultados em 2020: “a Unipar 
registrou lucro líquido de R$ 367,7 milhões em 2020, mais do que o dobro do lucro de 
2019” 
1001. Assim, a ABAL resumiu os principais indicadores da Unipar de 2019 e 2020, 
em que restaria demonstrado a “ausência de causalidade e total descolamento entre as 
importações e as respectivas receitas/lucros”. 
 
 
(A) 
2019 
(B) 
2020 
(C)= 
(B)/(A) 
Receita 
Líquida Grupo 
Unipar 
(em 
mil R$) 
3.048.730 
3.868.223 
+26,9% 
Lucro 
Bruto 
Grupo Unipar 
(em mil R$) 
816.854 
1.334.567 
+53,4% 
Receita 
Líquida Unipar 
(em mil R$) 
1.043.565 
1.124.217 
+7,7% 
Lucro 
Bruto 
Unipar 
(em 
mil R$) 
447.362 
493.906 
+10,4% 
Receita 
Operacional 
Soda Cáustica 
(em mil R$) 
1.064.006 (3.048.730 * 34,9%) 
1.148.862 (3.868.223 * 29,7%) 
+8% 
Volume 
de 
Soda Cáustica 
Importada dos 
EUA (t) 
2.182.886 
2.481.437 
+13,7% 
 
1002. Acrescentou, com base no release financeiro da Unipar do primeiro trimestre 
de 2021, que a situação se repete em 2021: 
1003. A ABAL atestou, então, haver indícios robustos de ausência de relação do 
preço, da receita e do lucro da indústria doméstica com as importações e evidenciou, 
ainda, o aumento de quase 7% do volume importado dos EUA no primeiro trimestre de 
2021, quando comparado com o primeiro trimestre de 2020. 
 
 
(A) 1T20 
(B) 1T21 
(C) = (B)/(A) 
Receita Operacional Unipar (em mil R$) 
247.834 
301.216 
+21,5% 
Lucro Bruto Unipar (em mil R$) 
93.387 
138.317 
+13,2% 
Exportações dos EUA para o Brasil (em t) 
689.114 
736.432 
+6,9% 
 
1004. A ABAL apresentou, ainda, em anexo à manifestação, anúncio da Unipar com 
relação ao processo de compra da planta de cloro-soda da Compass Minerals por R$ 300 
milhões e a esse respeito, afirmou que “Caso a Unipar estivesse realmente em situação de 
dano material, não haveria nenhuma justificativa econômica para que adquirisse outro 
produtor local, muito menos de soda cáustica.” 
1005. No tocante aos fatores relacionados à demanda por cloro/cloroderivados e 
consumo cativo de soda cáustica, a Abal reproduziu trecho do release financeiro da Unipar 
referente ao segundo trimestre de 2020, em que a Unipar correlacionaria o grau de 
utilização registrado no período para a planta cloro-soda de Santo André ao impacto da 
diminuição da demanda do PVC:  
Em Santo André e Bahía Blanca, a utilização média sda capacidade de produção 
(cloro/soda + PVC) no 2T20 foi de 56% e 43%, respectivamente. Esta queda acentuada em 
relação ao 1T20 em ambas as plantas foi decorrente da redução da demanda por PVC. 
(grifou-se)  
1006. Reproduziu, ainda, trecho do release financeiro – 2T2020, em que a Unipar 
teria relacionado a diminuição na ocupação média de suas plantas à redução da demanda 
do PVC: 
Conforme dados recentemente divulgados pela Abiclor, a indústria de cloro/álcalis 
no Brasil registrou um índice de ocupação da capacidade instalada de 49% no 2T20, 
recuando frente ao índice de 55% registrado no 1T20, em função dos efeitos da crise sobre 
a demanda em importantes segmentos consumidores de cloro/derivados, como o da 
construção civil. (consumidor de PVC). No acumulado do 1S20, a utilização de capacidade 
atingiu cerca de 52%, também inferior a igual período de 2019, quando o índice 
apresentado foi de 63,6%, também refletindo o efeito da pandemia sobre a demanda 
interna no 2T20. (grifou-se) 
1007. A ABAL destacou a planta da Unipar de Cubatão, que não produz PVC e que 
teria tido uma performance melhor, mantendo o grau de utilização da capacidade 
instalada em 81%, seguindo tendência dos trimestres anteriores. Considerou que se a 
diminuição dos indicadores fosse relacionada às importações investigadas, a planta de 
Cubatão também apresentaria uma queda em seu grau de utilização. 
1008. Segundo a ABAL, portanto, oscilações na taxa de utilização de plantas de 
cloro-soda seriam típicas de plantas localizadas próximas a instalações de fabricação de 
PVC. E mais, informou que a Braskem, em apresentação na revisão de final de período do 
antidumping aplicado às importações de PVC-S originárias da China e da Coreia, concluída 
em agosto de 2020, teria esclarecido, na Resolução CAMEX nº 73/2020, Anexo II, item 
2.1.4., que um dos motivos da existência de poucos produtores de PVC no Brasil [Braskem 
e Unipar] seria a falta de disponibilidade de cloro, o que exigiria investimentos na produção 
do insumo em conjunto com a produção de PVC. 
1009. Em seguida, a ABAL apresentou tabela em que se evidenciaria que o grau de 
utilização da planta de Cubatão não teria apresentado tanta flutuação conforme a 
demanda do PVC, como as plantas de Santo André e Bahia Blanca (Argentina), já que o 
produto não é produzido naquela planta.  
1010. A ABAL reiterou ser imprescindível conhecer a dinâmica das empresas Unipar 
Indupa (planta de Santo André) e Unipar Carbocloro (planta Cubatão) e as especificidades 
da operação de cada planta/empresa.  
1011. Quanto a isso, a ABAL sustentou que os fatores determinantes para a 
produção de determinado produto seriam demanda e viabilidade operacional, e que, no 
caso da soda cáustica, haveria apenas a demanda do mercado brasileiro, “inclusive muito 
superior à própria capacidade instalada para produzir soda cáustica no país.” Portanto, por 
se tratar de co-produto, a ABAL refutou posicionamentos da Unipar e da Braskem de que 
as plantas brasileiras poderiam estar utilizando 100% de sua capacidade de produção de 
soda cáustica caso não tivesse ocorrido o aumento das importações brasileiras de soda 
cáustica líquida dos EUA. 
1012. Além disso, reiterou que o grau de utilização da planta de Santo André teria 
sido impactado não somente pela dinâmica/demanda da produção do PVC, mas também 
pelas obras de modernização da planta – de acordo com release financeiro da Unipar do 
2T2019, de P4 a P5, a Unipar teria reduzido a sua produção de PVC na planta de Santo 
André devido ao ramp up da centralização/modernização da produção do PVC, além de ter 
realizado parada programada para manutenção. A planta de Santo André teria registrado, 
então, no segundo trimestre de 2019, o menor grau de ocupação (61%) ao longo de todo o 
período de análise de dano “exatamente por essa centralização/modernização na planta, 
que se tornou completamente operacional no primeiro trimestre de 2020. “ 
1013. Ainda com relação ao mercado de cloro, de acordo com a ABAL, a Braskem 
teria omitido informações importantes a esse mercado, cujo consumo cativo teria 
registrado queda em decorrência da queda da demanda de PVC, que utiliza um derivado 
do cloro na produção. Informações essas que constariam de documentos citados pela 
própria Braskem, tais como os relatórios anuais da Abiclor com dados da produção e 
mercado de cloro-soda. 
1014. A abordagem utilizada pela Braskem, de tratar somente da taxa de ocupação 
da capacidade de soda cáustica líquida, seria, segundo a ABAL, contrária à explicação sobre 
a indústria de cloro/soda e utilização da capacidade instalada nos relatórios da Abiclor, 
“que inclusive a inclui no quadro de produção de cloro (e não em produção de soda 
cáustica)”. A ABAL defendeu que os dados oficiais da Abiclor, em nível nacional, 
corroborariam para a análise de que a disponibilidade de soda cáustica no mercado interno 
seria determinada por mudanças no nível de produção de cloro e nas condições do 
mercado de cloro em geral (“basicamente consumo cativo para a produção de derivados 
de cloro”).  
1015. A ABAL apresentou tabela, com base nos Relatórios Anuais da Abiclor, em 
que estão classificados os dados da Abiclor nos períodos investigados. 
1016. Em seguida, a ABAL reiterou, conforme manifestação apresentada 
anteriormente, que o aumento das importações brasileiras de soda cáustica originárias dos 
EUA entre P4 e P5 teria decorrido principalmente de dois fatores relevantes: (i) a retomada 
da produção total de alumina da Alunorte em P5; e (ii) a paralisação da produção de 
cloro-soda pela Braskem em Alagoas em P5.  
1017. A esse respeito, a Associação defendeu que esses fatores devem ser isolados 
das comparações relacionadas à quantidade (por exemplo, análise do volume de 
importação em termos absolutos e relativos à produção ou consumo) e ser consideradas 
como uma mudança temporária no padrão de consumo nos termos do inciso III, § 4º do 
Artigo 32 do Regulamento Brasileiro. 
1018. A ABAL considerou a retomada da produção de alumina pela Alunorte como 
o principal motivo do aumento das importações dos EUA em P5. 
1019. Já com relação à completa paralisação das atividades das fábricas de 
cloro-soda e dicloretano da Braskem, localizadas em Maceió/AL, em maio de 2019, a ABAL 
registrou que essas atividades somente foram retomadas em fevereiro de 2021. A 
Braskem, então, em praticamente todo P5, teria atendido os seus clientes a partir das 
importações investigadas. 
1020. Sobre isso, segundo a ABAL, a Braskem precisa disponibilizar o volume de 
importação de soda cáustica líquida em P5, ainda que tenha divulgado o volume de 
revenda do produto importado. E destacou o “altíssimo nível de estoque” mantido pela 
Braskem em P5, equivalente a mais de 30% do volume de soda cáustica revendida pela 
empresa no mesmo período. 
1021. Por fim, a ABAL reforçou os questionamentos realizados em manifestação 
apresentada anteriormente, a serem, conforme solicitado, esclarecidos, seja mediante 
ofício suplementar, verificação, reunião, audiência ou qualquer outro método que se 
considere apropriado. 
1022. Em manifestação protocolada em 5 de agosto de 2021, a Braskem analisou o 
comportamento das importações investigadas ao longo do período investigado, as quais, a 
seu ver, teriam sido as responsáveis pela perda de participação das vendas da indústria 
doméstica no mercado brasileiro. 
1023. Nesse sentido, mencionou a tendência de queda da participação das vendas 
da indústria doméstica no mercado brasileiro em P4 e destacou que em P3 o volume 
importado, pela primeira vez e antes de qualquer paralisação, teria sido mais relevante que 
as vendas da indústria doméstica.  

                            

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