DOU 10/08/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 151, quarta-feira, 10 de agosto de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
Para o salário mínimo, considerou-se a manutenção de seu valor real a partir da 
correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE), tendo em vista o previsto no inciso IV do art. 7º da 
Constituição Federal.  
Quanto às projeções de inflação, estima-se que a inflação medida pelo IPCA (Índice 
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, apurado pelo IBGE) mostre trajetória de 
convergência aos níveis compatíveis com as metas fixadas pelo CMN, amparadas no 
regime de metas de inflação.  
Em 2021 e início de 2022, os choques altistas do IPCA e em outros importantes 
índices de preços - INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, apurado também 
pelo IBGE) e IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, apurado pela 
Fundação Getúlio Vargas) refletem fatores externos ligados às condições financeiras 
internacionais mais adversas, derivadas tanto dos impactos da pandemia quanto dos 
conflitos recentes no continente europeu.  
Os resultados deste contexto adverso podem ser observados no aumento das 
taxas de juros internacionais e na alta do preço de commodities, sobretudo as 
energéticas e as agropecuárias. Fatores adicionais que estão impactando os índices de 
preços estão relacionados às dificuldades de regularização das cadeias globais de 
insumos, além de fatores internos, como a crise hídrica que gerou escassez de energia 
e reduziu a safra brasileira.  
Espera-se que a safra brasileira se normalize ao longo de 2022. Ademais, com a 
esperada dissipação dos riscos no cenário internacional também se acomodarão as 
condições financeiras internacionais, refletindo-se em menores custos para controle da 
inflação no País, o que permite projetar a convergência para o centro da meta de 
inflação nos próximos anos.  
Nesse ambiente, também se prevê recuo gradual da taxa Selic a partir de 2023. No 
setor externo, conforme as projeções de mercado coletadas no Boletim Focus do Banco 
Central, considera-se a tendência à apreciação da taxa de câmbio na média anual, ainda 
que com volatilidade no curto prazo.  
As hipóteses prováveis referem-se à normalização das condições financeiras 
internacionais, tendo em vista, inclusive, os reflexos dos ajustes das políticas de estímulo 
que foram adotadas em nível mundial para combater os efeitos econômicos da 
pandemia, taxa de juros global em patamar satisfatório e os efeitos positivos das 
reformas estruturais no Brasil.  
No que se refere ao preço médio do barril do petróleo Brent, segundo os contratos 
futuros negociados em bolsa, espera-se que haja recuo na cotação em dólares em 
relação aos patamares do início de 2022. Cabe ressaltar que o cenário macroeconômico 
embute a continuidade do andamento da agenda das reformas estruturais, a busca do 
aumento da produtividade e a manutenção do compromisso do governo com a 
consolidação fiscal. 

                            

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