DOU 10/08/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 151, quarta-feira, 10 de agosto de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
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3 ANÁLISE DOS RISCOS MACROECONÔMICOS (GERAIS) 
Nesta seção são analisados os riscos fiscais gerados a partir da variabilidade dos 
parâmetros macroeconômicos utilizados para as previsões de receitas administradas pela RFB, 
despesas primárias e resultado primário do governo, assim como da dívida pública federal. Observa-se 
a sensibilidade de cada um destes itens das contas públicas às variações da taxa de crescimento do PIB, 
da inflação, da taxa de câmbio, da massa salarial e da taxa de juros da economia. Na subseção que trata 
da dívida pública, também são abordados os riscos de mercado que afetam o perfil de maturação da 
dívida e os riscos de refinanciamento. 
3.1 
SENSIBILIDADE DAS RECEITAS ADMINISTRADAS PELA RFB 
Esse item está subdividido em duas partes. A subseção 3.1.1 tem o objetivo de 
apresentar a diferença entre os valores previstos das receitas administradas pela RFB para 2021 e os 
valores efetivamente arrecadados. Já a subseção 3.1.2 apresenta a análise de sensibilidade das receitas 
administradas pela RFB em relação aos parâmetros macroeconômicos usados para a elaboração da Lei 
Orçamentária Anual (LOA). 
3.1.1 Receitas Administradas pela RFB 
Como referência para a projeção das receitas do governo, considera-se o cenário base 
de parâmetros macroeconômicos estimados apresentado no Anexo de Metas Fiscais e as receitas 
realizadas no exercício anterior. Note-se, no entanto, que as projeções de receitas experimentam 
variações entre a elaboração da lei orçamentária e o início do exercício fiscal, bem como durante o 
próprio exercício. Essas variações decorrem de alterações no cenário macroeconômico, que pode ser 
significativamente diferente entre uma projeção e outra, além de fatores que não são conhecidos no 
momento das estimativas, como alterações da legislação tributária e eventos econômicos 
extraordinários. 
É sabido que o ano de 2020 foi desafiador para a arrecadação federal, diante da recessão 
econômica e das demandas sociais decorrentes da pandemia de Covid-19. Todavia, em 2021, verificou-
se melhora significativa nas receitas. De fato, a recuperação da arrecadação do Governo Central em 
2021 foi mais do que suficiente para contrabalançar a queda generalizada do ano anterior, resultando, 
inclusive, no maior resultado da Receita Total e Líquida de toda a série do RTN, que se inicia em 1997. 
Essa arrecadação inédita se deve preponderantemente ao desempenho da Receita Administrada, 
puxada pelo resultado recorde do IR – principalmente em sua parcela do IRPJ – e da CSLL. Esse 
desempenho se deve principalmente ao resultado das empresas, que apresentaram um aumento 
substancial de seus lucros em 2021. Também contribui para esse resultado a combinação de uma 
inflação maior com uma estrutura inalterada de alíquotas progressivas da tributação sobre a renda, o 
que, tudo o mais constante, resulta em uma tributação real proporcionalmente maior. 
Tabela 2 - Previsão das Receitas Administradas pela RFB em 2020 
Em R$ milhões
Receitas 
Legislativo
LOA 
2021 
Executivo 
Arrecadação
Efetiva 
2021 
DEC. Nº 
10.699/21
DEC. Nº 
10.709/21
DEC. Nº 
10.760/21
DEC. Nº 
10.826/21 
DEC. Nº 
10.874/21
Imposto sobre a Importação 
43.983
59.393
62.145
63.328
60.816 
61.931
61.970
Imposto sobre Produtos Industrializados 
61.594
74.032
80.825
81.171
74.965 
73.746
71.286
Imposto sobre a Renda 
426.459
409.868
443.412
481.656
495.644 
510.232
518.525
Imposto s/ Operações Financeiras (IOF) 
47.425
41.476
42.675
42.011
43.954 
47.622
49.128

                            

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