DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
4.56 Fachada sudoeste
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 225° em
sentido horário a partir do norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de -22,4°
a +22,5° em relação a essa orientação serão consideradas como fachada sudoeste.
4.57 Fachada oeste
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 270° em
sentido horário a partir do norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de -22,4°
a +22,5° em relação a essa orientação serão consideradas como fachada oeste.
4.58 Fachada noroeste
Fachada cuja normal à superfície está voltada para a direção de 315° em
sentido horário a partir do norte geográfico. Fachadas cuja orientação variarem de -22,4°
a +22,5° em relação a essa orientação serão consideradas como fachada noroeste.
4.59 Fator de forma - FF
É o índice que representa as proporções da edificação, sendo calculado por
meio da razão entre a área da envoltória (ver definição 4.4) e o volume total da
edificação (ver definição 4.106). Para o cálculo do fator de forma, não devem ser
considerados: i) ambientes de permanência transitória localizados acima da laje de
cobertura, como a casa de máquinas e os depósitos; ii) reservatórios de água; iii)
pavimentos de garagem, sem hall condicionado; iv) subsolos.
4.60 Fator da área da escada (adimensional)
Relação entre a área de circulação vertical e a área total do edifício. Para este
fator, não devem ser considerados os elevadores e as escadas enclausuradas.
4.61 Fator de correção do vento
Fator de correção da velocidade do ar externo, levando em consideração o
entorno de implantação da edificação, podendo ser: i) centros urbanos; ii) áreas urbanas,
suburbanas, industriais ou florestas; iii) áreas rurais planas; e, iv) regiões expostas aos
ventos vindos do oceano.
4.62 Fator de projeção - FP
Relação entre a profundidade horizontal da projeção do sombreamento
externo, dividido pela soma da altura da abertura, mais a distância do topo da abertura
até a parte inferior do ponto mais distante da projeção do sombreamento externo, em
metros.
4.63 Fator solar - FS
Razão entre o ganho de calor que entra em um ambiente por uma abertura
e a radiação solar incidente nesta mesma abertura, a qual inclui o calor radiante
transmitido pelo vidro e a radiação solar absorvida, que é transmitida ao ambiente por
condução ou convecção.
Nota: O fator solar considerado é relativo à incidência de radiação solar
ortogonal à abertura. É também conhecido internacionalmente como "g" (solar factor -
ISO 9050) e SHGC (Solar Heat Gain Coefficient - ASHRAE fundamentals ou ANSI/NFRC
200).
4.64 Fontes alternativas de água não potável
Fonte de água não potável, podendo ser utilizada em usos não potáveis da
edificação em alternativa à água potável fornecida pela empresa prestadora de serviços
de saneamento. Para fins da INI-C, considera-se como fontes alternativas de água não
potável a água da chuva, água pluvial, água clara e reuso de água, conforme definidos
na ABNT NBR 16783, em sua versão vigente.
4.65 Fração solar
Parcela de energia requerida para o aquecimento da água que é suprida pela
energia solar.
4.66 Geração local de energia renovável
Geração de energia proveniente de recursos naturais renováveis, como a
hídrica, solar, eólica, geotérmica e cogeração qualificada proveniente de fontes
renováveis, instalada nos limites da edificação ou do lote em que a edificação está
inserida.
4.67 Heating seasonal performance factor - HSPF
Razão entre o calor fornecido por uma bomba de calor durante o período em
uso ao longo de um ano e a energia elétrica total durante o mesmo período.
4.68 Horas de ocupação
Número de horas em que um determinado ambiente é ocupado por pessoas,
considerando a dinâmica de uso da edificação ao longo do ano (dias de semana e final
de semana).
4.69 Hora não atendida de conforto
Hora na qual a temperatura de uma ou mais zonas térmicas condicionadas
artificialmente não atinge o valor do seu respectivo setpoint + 0,2 °C, durante o processo
de simulação. O valor pode ser fracionário de acordo com o intervalo de tempo
empregado na simulação.
4.70 Índice de desempenho de resfriamento sazonal - IDRS
Razão entre a quantidade anual total de calor que o equipamento pode
remover do ar interno, quando operado para refrigeração no modo ativo, e a quantidade
anual total de energia consumida pelo equipamento durante o mesmo período. O IDRS
permite considerar o desempenho da máquina em 50% e 100% da carga, para um clima
brasileiro médio, conforme definido pela Portaria Inmetro nº 269, de 22 de junho de
2021.
4.71 Iluminação decorativa
Iluminação puramente ornamental e instalada para efeito estético.
4.72 Iluminação de emergência
Iluminação obrigatória destinada ao uso em ocasiões de emergência.
4.73 Iluminação de tarefa
Fontes
de luz
direcionadas a
uma
superfície ou
área específica,
que
proporciona o nível de iluminamento adequado e sem ofuscamento para a realização de
tarefas visuais específicas. A iluminação de tarefa é diferenciada da iluminação geral por
não abranger todas as superfícies, devendo ter um controle independente.
4.74 Iluminação geral
Iluminação geral que produz um nível uniforme de iluminação ao longo de
uma área. A iluminação geral não inclui a iluminação decorativa, de tarefa ou de
emergência.
4.75 Inércia térmica
Em edificações, trata-se da sua capacidade de reduzir a transferência ou a
transmissão
de
calor por
meio
do
acúmulo
do
mesmo em
seus
elementos
construtivos.
4.76 Integrated part-load value - IPLV
O índice IPLV (Valor Integrado de Carga Parcial) é definido pela ANSI/AHRI
Standard 550/590 (IP) e ANSI/AHRI Standard 551/591 (SI) como o valor que expressa a
eficiência de um chiller, considerando não apenas o seu desempenho em 100% de carga,
mas a média ponderada considerando a sua operação em cargas parciais ao longo do
ano. A equação do IPLV.SI para o ANSI/AHRI Standard 551/591 (SI) é expressa de
acordo:
IPLV.SI = 0,01¸A+0,42¸B+0,45¸C+0,12¸D
onde:
A é o valor da eficiência energética do chiller (expresso em kW/ton),
operando em 100% de carga, nas condições definidas pela ANSI/AHRI Standard 551/591
(SI) 2015;
B é o valor da eficiência energética do chiller (expresso em kW/ton),
operando em 75% de carga, nas condições definidas pela ANSI/AHRI Standard 551/591
(SI) 2015;
C é o valor da eficiência energética do chiller (expresso em kW/ton),
operando em 50% de carga, nas condições definidas pela ANSI/AHRI Standard 551/591
(SI) 2015;
D é o valor da eficiência energética do chiller (expresso em kW/ton),
operando em 25% de carga, nas condições definidas pela ANSI/AHRI Standard 551/591
(SI) 2015.
4.77 Isolamento do piso
Piso que não apresenta ligação entre a capacidade térmica do elemento e o
ar do ambiente (ex.: pisos elevados e pisos com carpete).
4.78 Janelas que permitem a ventilação
Janelas que possuem a possibilidade de ventilação por meio da passagem de
ar. Para o cômputo do aproveitamento da ventilação natural (Anexo B, item B.I.2.3),
deve-se considerar a área de toda a abertura (tipo de janela para ventilação).
4.79 Obstáculos do entorno
Obstáculos do entorno relativos à ventilação natural, podendo ser: i) sem
proteção local ou obstruções; ii) proteção local leve com poucas obstruções; iii) proteção
densa com muitas obstruções; iv) proteção muito densa com muitas obstruções grandes;
e, v) proteção completa.
4.80 Ocupação (m²/pessoa)
Razão entre a área de uma edificação e o número de pessoas que a
ocupam.
4.81 Paredes externas
Superfícies opacas que delimitam o interior do exterior da edificação. Esta
definição exclui as aberturas.
4.82 Pé-direito - PD (m)
Distância vertical entre o piso e a parte inferior do teto ou forro de um
ambiente.
4.83 Percentual de abertura zenital - PAZ (%)
Percentual de área de abertura zenital na cobertura. Refere-se exclusivamente
às aberturas em superfícies com inclinação igual ou inferior a 60° em relação ao plano
horizontal. Deve-se calcular a projeção horizontal da abertura considerando a área de
projeção da cobertura. Acima desta inclinação, adotar o percentual de área de abertura
na fachada na zona a que este se refere (PAF).
4.84 Percentual de área de abertura na fachada da zona térmica - PAF (%)
Razão entre a soma das áreas de abertura envidraçada, ou com fechamento
transparente ou translúcido, de cada fachada de uma zona térmica e a área total de
fachada da mesma zona térmica. Refere-se exclusivamente às aberturas com inclinação
superior a 60° em relação ao plano horizontal, tais como as janelas tradicionais, portas
de vidro ou sheds, mesmo sendo estes últimos localizados na cobertura. Para a entrada
do dado na interface do metamodelo a partir do uso do método simplificado, deve-se
adotar o valor na forma decimal (exemplo: 30% = 0,30).
4.85 Percentual de área de abertura na fachada total - PAFT (%)
Razão entre a soma das áreas de abertura para ventilação de cada fachada e
a área total de fachada da edificação. Refere-se exclusivamente às aberturas com
inclinação superior a 60° em relação ao plano horizontal, tais como as janelas
tradicionais, portas de vidro ou sheds, mesmo sendo estes últimos localizados na
cobertura. Para a entrada do dado na interface do metamodelo a partir do uso do
método simplificado, deve-se adotar o valor na forma adimensional (exemplo: 30% =
0,30).
4.86 Percentual de horas ocupadas em conforto térmico quando ventilada
naturalmente - PHOCT (%)
Razão entre as horas ocupadas que comprovadamente atendem aos requisitos
de conforto térmico quando ventiladas naturalmente e o total de horas ocupadas da
edificação.
4.87 Pilotis
Pavimento vazado, delimitado pela projeção do perímetro correspondente ao
pavimento logo acima.
4.88 Potência instalada de iluminação - PI (W)
Potência instalada do sistema de iluminação, sem controle automatizado.
4.89 Potencial de integração entre o sistema de iluminação e a luz natural
disponível (%)
Percentual da área da edificação, ou de uma parcela da edificação, com
potencial para o aproveitamento da luz natural e, assim, passível de economizar energia
elétrica por meio da instalação de dispositivos de controle do sistema de iluminação.
4.90 Potência instalada de iluminação em uso - PIU (W)
Potência instalada do sistema de
iluminação com uso de controles
automatizados.
4.91 Potência instalada total - PIT (W)
Somatório de todas as potências instaladas de iluminação, incluindo-se a
potência instalada controlada e a potência instalada em uso (PIU).
4.92 Sistema solar de aquecimento
Sistema composto de coletor solar
e outros componentes para o
fornecimento de energia térmica.
4.93 Sistema fotovoltaico
Conjunto de elementos que geram e fornecem eletricidade a partir da
conversão da energia solar.
4.94 System part-load value - SPLV
Indicador numérico de desempenho do sistema de condicionamento de ar,
com método de definição similar ao IPLV, mas que, diferentemente, trata-se de uma
média ponderada da eficiência energética de todo sistema operando em cargas parciais
ao longo do ano, em uma instalação real, com perfil operacional específico (definidos em
projeto) e nos horários de funcionamento do sistema em uma determinada localidade,
com suas condições climáticas próprias ao longo do ano. O SPLV é aplicado não apenas
em sistemas de água gelada (que inclui chillers, bombas, torres de resfriamento, fancoils
e demais ventiladores), mas também em sistemas com expansão direta (como por
exemplo, VRF, split, splitão, self contained), incluindo os demais componentes necessários
ao funcionamento completo do sistema de condicionamento de ar (bombas, torres de
resfriamento, ventiladores).
4.95 Sistema de condicionamento de ar
Processo de tratamento de ar destinado a alterar/influenciar simultaneamente
a temperatura, a umidade, a pureza e a distribuição de ar de um ambiente.
4.96 Sistema de fluxo de refrigerante variável - VRF
Sistema de condicionamento de ar do tipo expansão direta com múltiplas
unidades evaporadoras, no qual pelo menos um compressor possui capacidade variável,
que distribui gás refrigerante por meio de uma rede de tubulações para as diversas
unidades evaporadoras com capacidade de controlar a temperatura individual da zona
térmica por meio de dispositivos de controle de temperatura e de uma rede de
comunicação comum.
4.97 Situação da cobertura
Indica se a cobertura da zona térmica está em contato com o exterior da
edificação, ou em contato com o piso de outra zona térmica. Nos casos em que exista
o sombreamento da cobertura, e deseja-se considerar esta interferência no ganho
térmico, deve-se utilizar o método de simulação.
4.98 Situação do piso
Indica se o piso da zona térmica está em contato com o solo ou sobre
pilotis.
4.99 Temperatura de setpoint (°C)
Temperatura pré-estabelecida que um sistema de controle automático tentará
alcançar quando acionado.
4.100 Tarefas visuais
Designa as atividades que necessitam identificar detalhes e objetos para o
desenvolvimento de certa atividade, o que inclui o entorno imediato destes detalhes ou
objetos.
4.101 Tipologia da edificação
Principal atividade desenvolvida na edificação avaliada.
4.102 Transmissão visível do vidro (%)
Quantidade de luz na parte visível do espectro que passa pelo vidro.
4.103 Transmitância térmica - U (W/(m².K))
Transmissão de calor em unidade de tempo e através de uma área unitária de
um elemento ou componente construtivo; neste caso, dos vidros e dos componentes
opacos das paredes externas e coberturas, incluindo as resistências superficiais interna e
externa, induzida
pela diferença
de temperatura
entre dois
ambientes. Para
a
transmitância térmica de paredes externas, adota-se o termo Upar; para a transmitância
térmica de coberturas, adota-se o termo Ucob; e, para a transmitância térmica do vidro,
Uvid.
4.104 Taxa de ocupação (%)
Relação percentual entre a projeção horizontal da área construída e a área do
terreno em que se implanta a edificação.
4.105 Ventilação híbrida
Modo de operação de um ambiente que combina a ventilação natural por
meio de janelas operáveis aos sistemas mecânicos que incluem a refrigeração e a
distribuição de ar.
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