DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
Nota 1: São consideradas exceções os sistemas perimetrais projetados para
atuar apenas sobre a carga proveniente do envelope da edificação. Os sistemas
perimetrais podem atender a uma ou mais zonas servidas por um sistema interno, desde
que:
a) O sistema perimetral inclua pelo menos um termostato de controle para
cada fração de parede externa da edificação, com comprimento maior ou igual a 15
metros, exposta a uma mesma orientação;
b) O sistema perimetral de aquecimento e refrigeração seja controlado por um
termostato de controle localizado dentro da zona servida pelo sistema.
Nota 2: Paredes externas são consideradas com diferentes orientações se as
direções para as quais estão voltadas diferirem em mais de 22,5°.
7.1.2.2.1. Cálculo da altura manométrica das bombas
Para ser elegível à classificação A, devem ser apresentados os dados utilizados
para o cálculo da altura manométrica de projeto para dimensionamento das bombas, bem
como os resultados obtidos.
7.1.2.2.2. Controle de temperatura por zona
Para ser elegível à classificação A, o aquecimento ou refrigeração de ar de cada
zona térmica deve ser controlado, individualmente, por termostatos respondendo à
temperatura do ar da referida zona.
7.1.2.2.3. Faixa de temperatura de controle
Para ser elegível à classificação A, os termostatos de controle que atuam sobre
o aquecimento e a refrigeração devem ser capazes de prover uma faixa de temperatura do
ar (deadband) de pelo menos 3 °C, no qual o suprimento da energia para aquecimento e
refrigeração seja desligado ou reduzido para o mínimo.
São consideradas exceções:
a) Termostatos que requeiram acionamento manual para a alteração entre os
modos de aquecimento e refrigeração;
b) Aplicações especiais onde não é aceitável uma faixa de temperatura de
controle tão ampla, tais como os centros de processamento de dados, museus,
consultórios, postos de saúde; e, no condicionamento de ar de certos processos industriais,
desde que devidamente justificado.
7.1.2.2.4. Aquecimento suplementar
Para ser elegível à classificação A, os sistemas que apresentam bombas de calor
com aquecedor auxiliar por meio de resistência elétrica devem ser dotados de sistema de
controle que evite a operação do aquecimento suplementar quando a carga de
aquecimento possa ser atendida apenas pela bomba de calor. A operação do aquecimento
suplementar é permitida durante os ciclos de degelo da serpentina externa. Para atender
a este critério, recomenda-se:
a) Um termostato eletrônico ou digital, projetado para o uso em bomba de
calor, que ative o aquecimento auxiliar somente quando a bomba de calor obter
capacidade insuficiente para manter o setpoint ou para aquecer o ambiente a uma taxa
suficiente;
b) Um termostato multi-estágio no ambiente e um termostato no ambiente
externo conectado para permitir o acionamento do aquecimento auxiliar somente no
último estágio do termostato no ambiente, e quando a temperatura externa é inferior a 4
°C.
7.1.2.2.5. Aquecimento e refrigeração simultâneo
Para ser elegível à classificação A, quando aplicável, os controles do sistema de
condicionamento de ar devem impedir o reaquecimento ou qualquer outra forma de
aquecimento e refrigeração simultâneo para controle de umidade.
Nos locais onde há equipamentos distintos para aquecimento e refrigeração,
servindo a uma mesma zona, os termostatos devem ser interconectados para impedir o
aquecimento e a refrigeração simultâneos.
São consideradas exceções:
a) Edificações com a função de abrigar acervos para exposição (exemplo:
museus);
b) Emprego de reaquecimento para o controle de umidade em uma pequena
área da edificação cuja capacidade de refrigeração seja inferior a 35 kW, e que represente
no máximo 10% da capacidade total de refrigeração da edificação (exemplo: laboratórios
de metrologia).
7.1.2.2.6. Sistema de desligamento automático
Para ser elegível à classificação A, todo o sistema de condicionamento de ar
deve ser equipado com no mínimo um dos sistemas de desligamento automático descritos
abaixo:
a) Controles que podem acionar e desativar o sistema sob diferentes condições
de rotina de operação, para sete tipos de dias diferentes por semana; capazes de reter a
programação e ajustes durante a falta de energia por pelo menos 10 horas, incluindo um
controle manual que permita a operação temporária do sistema por até duas horas;
b) Um sensor de ocupação que desligue o sistema quando nenhum ocupante é
detectado por um período de até 30 minutos;
c) Um temporizador de acionamento manual capaz de ser ajustado para operar
o sistema por até duas horas;
d) Integração com o sistema de segurança e alarmes da edificação que desligue
o sistema de condicionamento de ar quando o sistema de segurança é ativado.
7.1.2.2.7. Agrupamento de zonas
No caso de sistemas de condicionamento de ar que atendem as zonas
destinadas à operação ou ocupação não simultânea, estas devem ser divididas em grupos
para ser elegíveis à classificação A. A área total atendida por um grupo de zonas não deve
ultrapassar 2.300 m² de área condicionada, e não deve incluir mais do que um
pavimento.
Cada grupo de zonas deve ser equipado com dispositivos de fechamento
capazes de desativar automaticamente o suprimento de ar condicionado, ar externo e ar
de exaustão. Cada grupo de zonas deve ser dotado de dispositivo programável
independente que atenda ao subitem 7.1.2.2.6, sistema de desligamento automático.
O sistema de condicionamento central que atende aos grupos de zonas deve
ter controles e dispositivos que permitam a operação estável do sistema, além de
equipamentos
para
atender 
ao
menor
grupo
de
zonas 
servido
por
eles
permanentemente.
Os dispositivos de fechamento dos grupos de zonas e os controles não são
requeridos nas seguintes condições:
a) Exaustão de ar e tomada de ar externo em cujos sistemas que estejam
conectados possuam vazão de ar menor ou igual a 2.400 l/s;
b) Exaustão de ar de um grupo de zonas com vazão menor do que 10% da
vazão nominal do sistema de exaustão ao qual está conectado;
c) Zonas destinadas à operação
contínua ou planejadas para estarem
inoperantes apenas quando todas as demais zonas estiverem inoperantes.
Nota: Zonas
de operação
contínua -
em edificações
com sistema
de
condicionamento de ar central, zonas térmicas com necessidade de condicionamento de ar
contínuo, durante 24 horas por dia e por pelo menos 5 dias da semana, devem ser
atendidas por um sistema de condicionamento de ar exclusivo, ou demonstrar que o
sistema central foi projetado para atender a esta área com eficiência igual ou superior ao
sistema exclusivo.
7.1.2.2.8. Controles e dimensionamento dos ventiladores do sistema de
ventilação
Para ser elegível à classificação A, cada sistema de condicionamento de ar com
a potência total dos ventiladores do sistema de ventilação superior a 3,7 kW deve atender
aos limites de potência para uma das opções:
a) Opção 1: a potência nominal total de cada sistema de ventilação não deve
exceder o valor máximo aceitável para a potência nominal (de placa) em kW, apresentada
na Tabela 7.9. Este valor inclui os ventiladores de insuflamento, os ventiladores de
retorno/alívio, os ventiladores de exaustão, o ventilador de ar externo (ou parcela
proporcional, quando atendem a mais de um sistema) e os ventiladores de caixas
terminais;
b) Opção 2: a potência de entrada total de cada sistema de ventilação não
deve exceder o valor máximo aceitável para potência de entrada em kW apresentada na
Tabela 7.9. Este valor inclui os ventiladores de insuflamento, os ventiladores de
retorno/alívio, o ventilador de ar externo (ou parcela proporcional quando atendem a mais
de um sistema) e os ventiladores de exaustão e os ventiladores de caixas terminais.
Para ser elegível à classificação A, sistemas com volume de ar variável (VAV) de
zona simples devem respeitar ao limite de potência para volume constante. São
consideradas exceções:
a) Postos de saúde, biotérios e laboratórios que utilizam dispositivos de
controle de vazão na exaustão e/ou no retorno para manter diferenciais de pressão entre
ambientes, necessários à saúde e segurança dos ocupantes ou ao controle ambiental; estes
podem utilizar os limites de potência para volume variável;
b) Ventiladores de exaustão individuais com potência nominal igual ou inferior
a 0,75 kW.
1_MECON_12_013
1_MECON_12_014
7.1.2.2.9. Controles de sistemas de ventilação para áreas com altas taxas de
ocupação
Para ser elegível à classificação A, os sistemas com taxa de insuflamento de
ar externo nominal superior a 1.400 L/s, servindo áreas maiores que 50 m2 e com
densidade de ocupação superior a 25 pessoas por 100 m², devem incluir meios de se
reduzir automaticamente a tomada de ar externo abaixo dos níveis de projeto quando
os espaços estão parcialmente ocupados.
7.1.2.2.10. Controle do ventilador do climatizador para sistemas VAV
Para as cargas parciais em sistemas com sistema de ventiladores de
insuflamento e de retorno com VAV com potências maiores do que 7,5 kW, o
acionamento deve permitir a variação de rotação do motor para manter a pressão
estática nos dutos constante.
7.1.2.2.11. Posicionamento do sensor de pressão para o controle da rotação
do ventilador
O sensor de pressão estática deve ser posicionado na rede de dutos na
posição em que o ponto de ajuste da pressão de funcionamento seja menor do que
um terço da pressão estática total do ventilador.
7.1.2.2.12. Controles e dimensionamento dos sistemas hidrônicos
Para ser elegível à classificação A, sistemas de condicionamento de ar com
um sistema hidrônico servido por um sistema de bombeamento com potência superior
a 7,5 kW devem atender aos critérios estabelecidos entre os itens 7.1.2.2.12.1 a
7.1.2.2.12.3.
7.1.2.2.12.1. Sistemas de vazão de líquido variável
Para ser elegível a classificação A, os sistemas de refrigeração indireta com
bombeamento de líquido (água gelada ou outro fluido secundário, ex.: soluções
aquosas) integrantes do sistema de condicionamento de ar, com circuitos hidrônicos

                            

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