DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
Nota 3: Este método se aplica à edificação completa. A avaliação de apenas
uma parcela da edificação ventilada naturalmente deve ser realizada pelo método de
simulação do Anexo C.
O metamodelo disponibilizado é sensível às regiões de clima quente (CDD18
> 2267 K.dia) e ameno (CDD18 < 2267 K.dia), de acordo com os limites para 80% de
aceitabilidade térmica do modelo adaptativo da ASHRAE 55, em sua versão vigente.
Nota 4: A aplicação do metamodelo é considerada suficientemente precisa
em edificações escolares e de escritórios. Demais tipologias, além dos casos não
compreendidos nos limites definidos abaixo, devem ser analisados pelo método de
simulação do Anexo C.
O metamodelo é aplicável nas seguintes condições:
a) A edificação deve possuir, obrigatoriamente, espaços internos com divisão
e metragem quadrada similares (salas/espaços de tamanhos similares; a variação na
metragem quadrada das APPs da edificação avaliada não deve superar 10%);
b) Os parâmetros de entrada da edificação devem estar inseridos nos
intervalos de aplicação, conforme previamente disposto na Tabela 6.2;
c) A edificação deve ter formato quadrado ou retangular, não excedendo 16
metros de altura;
d) A edificação deve possuir aberturas para ventilação em todos os
ambientes de permanência prolongada; e
e) O metamodelo deve ser utilizado somente para as edificações escolares
e de escritórios, seguindo os horários de ocupação em concordância com a referida
tipologia das tabelas do Anexo A.
Os parâmetros de entrada para o cálculo da fração de horas excedentes por
calor são dados referentes à edificação em análise, e estão listados abaixo:
a) Comprimento total (m): maior dimensão entre os lados da edificação;
b) Profundidade total (m): menor dimensão entre os lados da edificação;
d) Pé-direito (m);
e) Número de pavimentos, excluindo pavimentos de garagens, áreas técnicas
e subsolos enterrados.
f) Área das APPs (m²): média das áreas de permanência prolongada;
g) Fator da área da escada (adimensional);
h) Percentual de área de abertura na fachada total (PAFT);
i) Ângulo vertical de sombreamento (AVS): média ponderada entre a área
das aberturas e o AVS;
j) Absortância solar da cobertura
e paredes externas, ver subitem
B.I.2.2.2.3;
l) 
Transmitância 
térmica 
do 
vidro,
cobertura 
e 
paredes 
externas
(W/(m².K));
m) Capacidade térmica da cobertura e paredes externas (kJ/(m².K)).
n) Fator solar do vidro;
o) Fator de correção do vento, ver subitem B.I.2.3.1;
p) Obstáculos do entorno, ver subitem B.I.2.3.2; e
q) Forma das janelas para ventilação: razão entre a largura e a altura das
janelas para ventilação.
r) Tipo de janela para ventilação: se "janela basculante" ou "janela de
correr";
s) Ventilador: "com ventilador" se as salas ocupadas possuem incremento da
velocidade do ar por meio do uso de ventiladores de teto; "sem ventilador" se as salas
ocupadas não possuem incremento da velocidade do ar por meio do uso de
ventiladores de teto.
B.I.2.3.1 Fator de correção do vento
Deve-se adotar para a entrada no metamodelo as seguintes definições para
cada uma das opções oferecidas no campo "fator de correção do vento" na
interface:
a) Centros urbanos: relativos aos grandes centros urbanos, onde pelo menos
50% das edificações têm altura superior a 25 metros, por uma distância de pelo menos
0,8 km ou 10 vezes a altura da estrutura (o maior entre os dois valores);
b) Áreas urbanas, suburbanas, industriais e florestas: áreas urbanas e
suburbanas, áreas
florestadas, ou
outros terrenos
com obstruções
separadas
proximamente;
c) Áreas rurais planas: terreno aberto com obstruções espalhadas de alturas
inferiores a 9 metros, incluindo terrenos planos típicos de estações meteorológicas;
d) Regiões expostas aos ventos vindos dos oceanos: áreas planas, sem
obstruções expostas aos ventos fluindo sobre a água por pelo menos 1,6 km, a uma
distância de 460 metros ou 10 vezes a altura da estrutura (o maior entre os dois
valores).
B.I.2.3.2. Obstáculos do entorno
Os obstáculos relativos ao entorno da edificação devem ser definidos em
função da taxa de ocupação (TO) do local onde a edificação se encontra. A taxa de
ocupação pode ser definida por meio de cálculo, devendo-se neste caso considerar
todos os obstáculos que estão contidos dentro de 2 vezes a altura da edificação de
interesse; ou, determinada a partir do plano diretor da cidade em que a edificação se
encontra, quando existente.
A partir da definição da taxa de ocupação, define-se também em qual classe
esta se encontra e qual campo selecionar no item "obstáculos do entorno" da interface
do metamodelo. Assim, se:
1_MECON_12_065
ANEXO B.II - SISTEMA CONDICIONAMENTO DE AR
Neste Anexo estão descritos os procedimentos de avaliação do sistema de
condicionamento de ar, que baseia-se no percentual de redução do consumo de
refrigeração (RedCR) de edificações comerciais, de serviços e públicas, comparando-se
a condição real com a condição de referência.
São descritos, ainda, os procedimentos para a determinação do consumo de
refrigeração dos sistemas de condicionamento de ar, bem como do coeficiente de
eficiência energética do sistema de condicionamento de ar para refrigeração (CEER). Os
critérios de equipamentos e de sistemas de condicionamento de ar para elegibilidade
à classificação A estão apresentados no item 7, subitem 7.1.
B.II.1.
Determinação 
do
percentual
de
redução 
do
consumo
de
refrigeração
A determinação do percentual de redução do consumo de refrigeração
(RedCR) deve ser realizada a partir dos valores do consumo de refrigeração do sistema
de ar condicionado da edificação na sua condição real (CR,real), e condição de referência
(CR,ref), seguindo a Equação B.II.1.
1_MECON_12_066
B.II.2. Determinação do consumo de refrigeração
Para calcular o consumo de refrigeração da edificação real (CR,real), é
necessário obter a carga térmica total anual da edificação real (CgTTreal), conforme
apresentado no Anexo B.I, e o coeficiente de eficiência energética do sistema de
condicionamento de ar para refrigeração (CEER), conforme apresentado no item B.II.4.
O cálculo do consumo de refrigeração da edificação real (CR,real) é descrito pela
Equação B.II.2.
1_MECON_12_067
A carga térmica total anual da edificação em sua condição de referência
(CgTTrefD) deve ser utilizada para o cálculo do consumo de refrigeração da edificação
na condição de referência (CR,refD), juntamente com o consumo do equipamento de
renovação de ar, conforme descrito na Equação B.II.3.
1_MECON_12_068
B.II.3. Condições gerais
Os
sistemas
de
condicionamento de
ar,
independentemente
de
sua
capacidade de refrigeração e aplicação, devem proporcionar adequada qualidade do ar
interior, conforme norma ABNT NBR 16401 - Parte 3, em sua versão vigente.
Os ambientes destinados aos "Estabelecimentos Assistenciais de Saúde,
(EAS)" devem proporcionar adequada qualidade do ar interior, conforme norma ABNT
NBR 7256, em sua versão vigente, e quando por ela regidos.
A vazão de ar externo deve ser dimensionada para que a geração interna
de CO2 atinja no máximo a elevação de 700 PPM sobre a concentração de CO2 do ar
externo.
Os filtros de ar da vazão do ar externo e da insuflação devem ser
selecionados de forma a manter a concentração máxima de material particulado PM2,5
a um valor máximo de 30 µg/m3, média de 24 horas.

                            

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