DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
b) A iluminância alvo dos sensores de iluminação natural deve ser a mesma
adotada no projeto luminotécnico e na calibração dos sensores;
c) O acionamento do sistema de iluminação deve se dar da mesma forma
que o especificado no projeto luminotécnico (por exemplo, se por dimmer, sensor por
passos, etc); e
d) A potência instalada controlada pelos respectivos sensores de iluminação
natural deve ser a mesma do projeto luminotécnico.
A área de análise deve corresponder aos ambientes que possuam sistema de
controle visando o aproveitamento da luz natural.
C.II.3.3. Procedimentos de modelagem exclusivos
para a avaliação do
potencial de integração entre o sistema de iluminação e a luz natural disponível
A modelagem, além de atender ao item C.II.3.1, deve:
a) Considerar o período de ocupação para o qual a luz natural é disponível,
considerado um período de 10h, durante os 365 dias do ano, totalizando em
3.650h/ano, independentemente da tipologia da edificação;
b) A iluminância alvo deve ser de 300 lux; e
c) Toda a área de piso da edificação avaliada deve ser analisada.
C.II.4. Determinação
da malha de pontos
mínima para o
plano de
referência
O plano de análise é onde as iluminâncias devem ser mapeadas por meio
de uma malha de pontos contínua, localizada a 0,75 m acima do piso acabado. A
distância máxima entre os pontos da malha deve ser de 0,50 m, aplicando-se um
afastamento de 0,30 m a 0,50 m das paredes. Recomenda-se utilizar o mesmo
afastamento entre os pontos de análise da malha para todos os ambientes de uma
mesma edificação.
Nota: As malhas devem ter um mínimo de 25 pontos. No caso das
simulações em que seja possível separar o processamento das componentes solar e
difusa, considerar: i) pelo menos 25 pontos para a avaliação da componente solar; ii)
no mínimo 9 pontos para a componente difusa.
C.II.5. Modelagem e operação das persianas ou cortinas
Todas as janelas voltadas para o exteior, de ambientes cuja atividade visual
exija controle de ofuscamento, devem ser modeladas com persianas ou cortinas
operadas de forma a bloquear a luz direta do sol. Atividades que exigem o controle de
ofuscamento são atividades de desempenho visual significativo, tais como: ler, escrever
e utilizar o computador. As janelas devem ser agrupadas e operadas com base em
avaliação horária, de forma que atendam aos critérios de Exposição Anual à Luz Solar
Direta.
Exceções:
a) Janelas em que não há previsão de instalação de persianas por razões
relacionadas ao seu uso; e
b) Quando a simulação da exposição anual à luz solar direta mostrar que o
plano de análise associado a determinado grupo de janelas atende aos critérios de
exposição anual à luz solar direta máxima, conforme os critérios de operação de
persianas da IES LM-83, em sua versão mais recente.
Os grupos de janelas podem ser fechados em qualquer combinação, desde
que os critérios associados ao recebimento de luz solar direta sejam atendidos.
Um grupo de janelas é definido como um grupo de janelas coplanares, com
características de sombreamento, referentes à própria edificação ou ao entorno,
semelhantes. As janelas devem pertencer à mesma orientação e os dispositivos de
sombreamento,
quando 
houverem,
devem 
ser
semelhantes
e 
com
operação
semelhante. Os grupos de janelas devem ser definidos associados com uma área de
análise.
Quando não houver informações sobre a previsão de instalação de persianas
ou cortinas, devem ser consideradas persianas hipotéticas com operação, modelagem e
propriedades ópticas de acordo com o protocolo da IES LM-83, em sua versão mais
recente.
Caso sejam especificadas persianas ou cortinas automatizadas, o protocolo
de operação do fabricante deve ser utilizado. Da mesma forma, caso hajam vidros com
propriedades dinâmicas, como os eletrocrômicos, o protocolo de controle da
transmissão visível horária deve ser adotado.
Para a modelagem das persianas e cortinas, bem como de suas propriedades
ópticas, deve-se adotar Bidirectional Scattering Distribution Function (BSDF) ou dados
do modelo geométrico, quando existirem. A posição e o ângulo das aletas das persianas
ou das cortinas, devem ser modelados assumindo-se que bloqueiam a luz solar direta
do menor ângulo solar recebido pela fachada, segundo a sua orientação, baseada em
dados do arquivo climático, para o período de análise de 10 horas.
Caso não seja possível a utilização de Bidirectional Scattering Distribution
Function (BSDF), as propriedades ópticas das persianas e cortinas devem ser modeladas
de acordo com o protocolo da versão mais atual da IES LM 83.
C.II.6. Cálculo do consumo do sistema de iluminação total considerando a
redução proveniente do uso da iluminação natural
Para computar o potencial de integração entre o sistema de iluminação e a
luz natural disponível em ambientes em que dispositivos de controle do sistema de
iluminação artificial sejam instalados, deve-se estimar o padrão de uso da potência
instalada, resultante da operação desses controles. O padrão de uso anual do sistema
controlado gerado pela simulação pode ser utilizado para calcular o consumo de
iluminação ou a potência de iluminação em uso (PIU)
Os dados gerados pela simulação de iluminação natural podem ser utilizados
em combinação, tanto com o método simplificado dos Anexos B.I e B.III, subitens
B.I.2.2.2.2 e B.III.2, quanto com o método de simulação termoenergética da edificação,
conforme descrito no item C.I.
C.II.6.1. Utilização da iluminação natural para a redução do consumo de
energia
Os resultados da simulação da iluminação natural podem ser utilizados para
a classificação do sistema de iluminação, item 8.2.3, e para o cálculo da carga térmica
da edificação, conforme descrito no item B.I.2.
C.II.6.1.1. Determinação do consumo de iluminação por meio da simulação
da iluminação natural
Para a simulação, a disposição dos fotossensores deve ser a mesma do
projeto. Uma vez não sendo possível a disposição exata por conta do posicionamento
dos pontos na malha, deve-se adotar o ponto mais próximo possível dos fotossensores
e de maior afastamento em relação a fonte de luz natural. O cálculo da potência
instalada de iluminação considerando a redução da potência controlada pelos sensores
deve ser a mesma definida em projeto.
O consumo da parcela controlada por sensores deve ser obtido em base
anual horária, considerando-se o padrão de ocupação de acordo com a tipologia da
edificação conforme as tabelas do Anexo A.
A simulação pode ser realizada apenas nos ambientes em que serão
instalados os sensores, ou de forma completa. Caso todo o sistema de iluminação seja
incluído na simulação, o resultado desta será o valor utilizado para a classificação do
sistema. Quando a simulação incluir apenas os conjuntos de iluminação controlados
pelo fotossensor, o resultado da simulação deve ser somado à parcela do sistema de
iluminação não controlado por fotossensores.
C.II.6.1.2. Determinação da PIU para cálculo da carga térmica
Os resultados da simulação de iluminação natural podem ser utilizados para
o cálculo do desempenho térmico da edificação, sendo contabilizado como carga
interna. Para a combinação dos resultados da simulação de iluminação natural com o
método simplificado para a estimativa da carga térmica (Anexo B.I.2), é necessário
calcular a potência de iluminação e convertê-la em densidade de potência de
iluminação em uso (DPIU), conforme Equação C.II.3.
Para as simulações com o resultado em consumo (kWh/ano), deve-se
transformá-lo primeiramente em potência, em função da ocupação adotada na
simulação, conforme Equação C.II.3.
1_MECON_12_104
C.II.6.2. Utilização da iluminação natural
no método de simulação
termoenergético
Caso a edificação for avaliada pelo método da simulação termoenergética
(Anexo C.I), pode-se utilizar os resultados da simulação de iluminação natural nesta
avaliação.
Assim, deve-se utilizar o arquivo de padrão de uso (schedule) do sistema de
iluminação gerado pela simulação de iluminação natural como dado de entrada para a
simulação anual termoenergética. Esse arquivo será utilizado em substituição ao padrão
de uso (schedule) que seria adotado caso não houvesse o aproveitamento da luz
natural. A adoção do padrão de uso gerado restringe-se ao conjunto de luminárias e
respectiva potência instalada, controlada pelos sensores de luz natural, que deve ser
especificado na simulação.
ANEXO D - GERAÇÃO LOCAL DE ENERGIA RENOVÁVEL
A avaliação do uso de sistemas de geração de energia local por meio de
fontes de energia renováveis em edificações comerciais, de serviços e públicas, bem
como a avaliação de Edificações de Energia Quase Zero (NZEBs) e Edificações de
Energia Positiva (EEPs) devem ser realizadas conforme estabelecido neste Anexo.
O sistema de geração local de energia renovável deve estar instalado na
edificação avaliada ou no mesmo lote em que ela se encontra. Os sistemas devem
estar conectados ao relógio medidor de energia da edificação ou parcela da edificação
a qual atendem.
A energia gerada por meio do uso de fontes renováveis ao longo do ano
(GEE) deve ser estimada por laudo técnico do projetista.
O potencial de geração de energia (PG) pelo uso de fontes locais de energia
renovável é obtido por meio da Equação D.1. Este representa o percentual da energia
primária consumida pela edificação atendido pela energia gerada por meio de fontes
locais renováveis.
1_MECON_12_105
Quando o potencial de geração de energia for maior ou igual a 50%, a
edificação é considerada edificação de energia quase zero (NZEB).
Quando o potencial de geração de energia for maior que 100%, a edificação
é considerada edificação de energia positiva (EEP).
ANEXO E - EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO
Neste Anexo são estabelecidos os
critérios para a determinação do
percentual de redução ou acréscimo das emissões de dióxido de carbono (CO2)
provenientes dos sistemas de edificações comerciais, de serviços e públicas. Esta
avaliação tem caráter informativo nesta INI-C, e não altera a classificação de eficiência
energética da edificação. Sua determinação baseia-se na comparação entre as emissões
de dióxido de carbono da edificação real e sua condição de referência, e o resultado
final encontrado deve ser declarado.
E.1 Determinação do percentual de redução ou acréscimo da emissão de
dióxido de carbono devido ao consumo energético
O percentual de redução ou acréscimo das emissões de dióxido de carbono
(PCO 2 ) devido ao consumo energético deve ser obtido por meio da Equação E.1. Caso
o resultado da equação seja negativo, há uma redução nas emissões de CO2. Caso o
resultado seja positivo, há um aumento nas emissões de dióxido de carbono em
relação à edificação de referência.
1_MECON_12_106

                            

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