DOU 08/12/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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81
Nº 230, quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
. Rochedo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Santa Rita Do Pardo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. São Gabriel Do Oeste
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Selvíria
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sete Quedas
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sidrolândia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sonora
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Tacuru
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Taquarussu
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Terenos
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Três Lagoas
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Vicentina
11 a 16
11 a 16
11 a 16
.
MUNICÍPIOS
PERÍODOS DE SEMEADURA PARA CULTIVARES DE GRUPO III
.
SOLO 1
SOLO 2
SOLO 3
.
R I S CO
DE 20%
R I S CO
DE 30%
R I S CO
DE 40%
R I S CO
DE 20%
R I S CO
DE 30%
R I S CO
DE 40%
R I S CO
DE 20%
R I S CO
DE 30%
R I S CO
DE 40%
. Água Clara
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Alcinópolis
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Amambai
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Anaurilândia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Angélica
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Antônio João
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Aparecida Do Taboado
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Aral Moreira
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Bandeirantes
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Bataguassu
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Batayporã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Bonito
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Brasilândia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Caarapó
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Camapuã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Campo Grande
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Cassilândia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Chapadão Do Sul
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Corguinho
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Coronel Sapucaia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Costa Rica
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Coxim
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Deodápolis
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Dois Irmãos Do Buriti
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Douradina
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Dourados
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Eldorado
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Fátima Do Sul
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Figueirão
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Glória De Dourados
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Guia Lopes Da Laguna
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Iguatemi
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Inocência
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Itaporã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Itaquiraí
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Ivinhema
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Japorã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Jaraguari
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Jardim
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Jateí
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Juti
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Laguna Carapã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Maracaju
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Mundo Novo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Naviraí
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Nioaque
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Nova Alvorada Do Sul
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Nova Andradina
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Novo Horizonte Do Sul
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Paraíso Das Águas
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Paranaíba
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Paranhos
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Pedro Gomes
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Ponta Porã
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Ribas Do Rio Pardo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Rio Brilhante
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Rio Negro
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Rio
Verde
De
Mato
Grosso
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Rochedo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Santa Rita Do Pardo
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. São Gabriel Do Oeste
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Selvíria
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sete Quedas
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sidrolândia
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Sonora
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Tacuru
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Taquarussu
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Terenos
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Três Lagoas
11 a 16
11 a 16
11 a 16
. Vicentina
11 a 16
11 a 16
11 a 16
PORTARIA SPA/MAPA Nº 391, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2022
Aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático -
ZARC para a cultura do trigo irrigado, no estado da
Bahia, ano-safra 2022/2023.
O SECRETÁRIO DE POLÍTICA AGRÍCOLA, no uso de suas atribuições e
competências estabelecidas pelo Decreto nº 11.231, de 10 de outubro de 2022, e
observado, no que couber, o contido no Decreto nº 9.841 de 18 de junho de 2019, na
Portaria nº 412 de 30 de dezembro de 2020, na Instrução Normativa nº 3, de 14 de
outubro de 2008, publicada no Diário Oficial da União de 15 de outubro de 2008, na
Instrução Normativa nº 2, de 9 de novembro de 2021, publicada no Diário Oficial da União
de 11 de novembro de 2021, da Secretaria de Política Agrícola, e na Instrução Normativa
nº 16, de 9 de abril de 2018, publicada no Diário Oficial da União de 12 de abril de 2018,
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, resolve:
Art. 1º Aprovar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do
trigo irrigado no estado da Bahia, ano-safra 2022/2023, conforme anexo.
Art. 2º Fica revogada a Portaria SPA/MAPA nº 615 de 16 de dezembro de 2021,
publicada no Diário Oficial da União de 20 de dezembro de 2021, seção 1, que aprovou o
Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do trigo irrigado no estado da
Bahia, ano-safra 2021/2022.
Art. 3º Esta Portaria tem vigência específica para o ano-safra definido no art. 1º
e entra em vigor em 2 de janeiro de 2023.
JOSÉ ANGELO MAZILLO JÚNIOR
ANEXO
1. NOTA TÉCNICA
O trigo (Triticum aestivum L.) é cultivado no Brasil desde o extremo sul até o
norte do País. Nesta ampla região estão contempladas zonas climáticas temperadas,
subtropicais e tropicais, ocupando solos com e sem alumínio trocável, de classes texturais
e com aptidão para usos agrícolas distintos, fazendo com que seja fundamental o
entendimento das relações entre as necessidades da cultura e a disponibilidade de
recursos do ambiente para a produção desse cereal em bases competitivas e sustentáveis
no País.
Temperatura (incluindo efeitos vernalizantes) e fotoperíodo são as principais
variáveis do ambiente que afetam o desenvolvimento do trigo. A vernalização, em
princípio, afeta apenas a fase vegetativa. A temperatura afeta a taxa de desenvolvimento
do cultivo desde a emergência até a maturação fisiológica. Temperaturas mais elevadas
aceleram o desenvolvimento, com efeitos, por exemplo, na antecipação da data de
floração. Há ainda, a questão das respostas ao fotoperíodo (tipo quantitativa) e à
vernalização (na etapa vegetativa); além de aspectos relacionados com características de
precocidade intrínseca do genótipo.
Na zona tradicional de cultivo, Região Sul, que não possui estação seca definida,
o excesso de umidade, cria um ambiente favorável à ocorrência de doenças. Geadas
tardias (na primavera, coincidido com o espigamento do trigo) e precipitações de granizo
(localizadas) e chuvas excessivas no período da colheita, são os principais entraves de
natureza climática. Vendavais, especialmente na primavera, causam acamamento da
cultura, dependendo do estádio de desenvolvimento, podem causar grandes perdas no
rendimento da cultura. As principais doenças que atacam a cultura, nessa zona, são oídio,
viroses, ferrugem da folha, manchas foliares, e giberela (doença de espiga de difícil
controle).
Na região tropical, deficiência hídrica e excesso de calor (temperaturas
elevadas, causando esterilidade na espiga) são os principais limitantes. Em termos de
sanidade vegetal, pela dificuldade de controle, a brusone, tanto no sistema de cultivo de
sequeiro quanto irrigado, é a doença mais problemática para a produção de trigo no
centro do País.
Objetivou-se, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, identificar os
municípios aptos e o período de semeadura, para o cultivo do trigo irrigado, em três níveis
de risco: 20% (80% dos anos atendidos), 30% (70% dos anos atendidos), 40% (60% dos
anos atendidos).
Essa identificação foi realizada com a aplicação de um modelo de balanço
hídrico da cultura. Neste modelo são consideradas as exigências hídrica e térmica, duração
do ciclo, fases fenológicas e reserva útil de água dos solos para o cultivo desta espécie,
bem como dados de precipitação pluvial e evapotranspiração de referência de séries,
preferencialmente, com 30 anos de dados. Somente em algumas regiões com escassez
dessas séries de longa duração, foram usadas séries com um mínimo de 15 anos de dados
diários, chegando a uma totalização de 3.500 séries pluviométricas aproveitáveis para o
trabalho.
Ressalta-se que por se tratar de um modelo agroclimático, parte-se do
pressuposto de que não ocorrerão limitações quanto à fertilidade dos solos ou danos às
plantas devido à ocorrência de plantas daninhas, pragas e doenças.
Para delimitação das áreas aptas ao cultivo do trigo irrigado, em condições de
baixo risco, foram adotados os seguintes parâmetros e variáveis:
I. Temperatura:
Foi considerado o risco de geada foi estimado pela análise da frequência de
ocorrência de temperaturas do ar igual ou menor a 1,0 °C, com base na temperatura do
ar em abrigo meteorológico. O diagnóstico de risco de geada foi considerado em dois
decêndios (20 dias) ao redor do espigamento, incluindo o decêndio imediatamente anterior
(n-1) e no decêndio do espigamento (n).
II.
Ciclo
e
Fases
fenológicas:
Fase
I:
Estabelecimento
da
cultura
(semeadura/emergência);
Fase
II:
Crescimento
Vegetativo;
Fase
III:
Espigamento/floração/enchimento de grãos; Fase IV: Maturação. As cultivares de trigo
foram classificadas em três grupos conforme a região homogênea de adaptação de
cultivares:
Região 4: Grupo I (n £ 110 dias); Grupo II (111 dias £ n £ 130 dias); e Grupo
III (n > 130 dias), onde n expressa o número de dias da emergência à maturação ponto de
colheita.
III. Critérios Auxiliares:
Adicionalmente, como estratégia para melhor posicionamento da cultura,
adotou-se o início e término dos períodos de semeadura dos sistemas de produção de
grãos consolidados em cada zona de produção para definir as delimitações regionais,
utilizando resultados de experimentação conduzida em 144 locais no País, entre 2000 e
2020.
Os ambientes, considerados com aptidão para o cultivo de trigo em sistemas de
cultivo irrigados, foram definidos pelo critério de altitude preferencialmente acima de 500
m e com estação de estação de crescimento da cultura caracterizada por ausência ou
pouca chuva.
Considerou-se apto para o cultivo do trigo os municípios que apresentaram, em
no mínimo
20%
de
sua área,
com condições
climáticas dentro
dos critérios
considerados.
Notas:
Os resultados do Zarc são gerados considerando um manejo agronômico
adequado para o bom desenvolvimento, crescimento e produtividade da cultura,
compatível com as condições de cada localidade. Falhas ou deficiências de manejo de
diversos tipos, desde a fertilidade do solo até o manejo de pragas e doenças; ou escolha
de cultivares inadequados para o ambiente edafoclimático, podem resultar em perdas
graves de produtividade ou agravar perdas geradas por eventos meteorológicos adversos.
Portanto, é indispensável: utilizar tecnologia de produção adequada para a condição
edafoclimática; controlar efetivamente as plantas daninhas, pragas e doenças durante o
cultivo; adotar práticas de manejo e conservação de solos.
A gestão de riscos de natureza climática na cultura de trigo pode ser melhorada
pela assistência técnica local, via a diluição de riscos, quando são associadas, ao calendário
de semeadura preconizado nas Portarias de ZARC, práticas de manejo de cultivos que
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