DOU 24/04/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

                            Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001,
que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico
http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05302023042400024
24
Nº 77, segunda-feira, 24 de abril de 2023
ISSN 1677-7069
Seção 3
FUNDAÇÃO ANTONIO PRUDENTE
CNPJ Nº 60.961.968/0001-06
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
a Fundação figura em 16 processos de natureza cível com probabilidade de perda “provável”. 
Processos possíveis: Em 31 de dezembro de 2022, a Fundação figura em 324 processos com 
contingência possível, com montante de R$ 34.766 (em 2021 figuramos 216 processos com 
montante de R$ 10.073), sendo: trabalhista R$ 14.494 (R$ 8.142 em 2021) e cível R$ 20.272 (R$ 
1.931 em 2021). 19. Filantropia: a) Atendimento ao SUS (Sistema Único de Saúde): A Institui-
ção manteve o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (CE-
BAS), concedido pelo Ministério da Saúde à pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrati-
vos, reconhecida como Entidade Beneficente de Assistência Social, até a data de 31 de 
dezembro de 2018, ocasião em que deliberou por não prosseguir com a sua renovação. A deci-
são de alterar o modelo social do A.C.Camargo foi tomada considerando os seguintes aspectos: 
(i) Uso adequado da estrutura de alta complexidade e dos recursos públicos; (ii) Foco no aten-
dimento a pacientes SUS com indicação de tratamento em centro de alta complexidade, com 
possibilidades terapêuticas, possibilitando tratamento mais eficaz e com maior qualidade; e (iii) 
O melhor equilíbrio econômico-financeiro. O novo convênio firmado com a Secretaria de Saúde 
do Município de São Paulo passou a ter vigência pelo período de doze meses, sendo que no re-
ferido instrumento foram considerado os critérios acima informados. Importante ressaltar que 
a partir do exercício de 2019 não há mais a obrigatoriedade de atendimento de 60% de atendi-
mentos advindos do SUS. Nesse sentido, o A.C.Camargo mantém sua vocação filantrópica com 
atendimento a pacientes SUS por meio de contrato com a Secretaria Municipal de Saúde, garan-
tindo também a continuidade ao tratamento dos pacientes SUS atuais até as respectivas altas 
oncológicas. b) Aspecto societário: Com a decisão de não renovar o CEBAS, passou a ser devido 
o recolhimento da contribuição previdenciária patronal incidente sobre a folha de pagamento, 
mantendo a imunidade do ISS, IR e outros impostos. Paralelamente, deliberou-se pelo ajuiza-
mento de ação ordinária (Processo 5002300 91.2019.4.036100 - 4a vara Federal de São Paulo) 
com objetivo de perseguir a tutela judicial para reconhecimento da imunidade estabelecida pela 
Constituição Federal. Deferida a liminar para afastamento da referida contribuição. Com a publi-
cação da Lei Complementar no 187 em dezembro de 2021, em fevereiro de 2022 a Fundação 
impetrou o Mandado de Segurança (Processo 5003726-36.2022.4.03.6100, em trâmite perante 
a 4a Vara Cível Federal de São Paulo), sendo proferida decisão deferindo a medida liminar para 
suspender a exigibilidade das contribuições à seguridade social de que trata o § 7o do art. 195 
da Constituição Federal até que seja editado o regulamento posterior à Lei Complementar no 
187/2021 atinente à certificação das entidades beneficentes de saúde, sendo que até a data de 
31/12/2022 a regulamentação da lei não foi publicada. Em 2020, quando a Administração revi-
sou a provisão constituída devido a novas informações e experiência adquirida no processo, foi 
feita uma revisão da análise com os advogados internos e suportada pela jurisprudência obser-
vada no ano de 2020,consubstanciada na Opinião Legal de advogados externos que consideram 
as chances de êxito como possível, bem como levando em conta recentes posicionamentos fa-
voráveis dos Tribunais Superiores acerca de tese similar àquela discutida pela Fundação no pro-
cesso 5002300-91.2019.4.036100 - 4o vara Federal de São Paulo, o que fundamentou a revisão 
quanto a necessidade de provisão do INSS Patronal, sendo portanto efetuada a reversão da 
provisão. No que se refere à deliberação por parte do Conselho Curador,  no sentido de cessar a 
continuidade dos depósitos em juízo do valor correspondente à contribuição previdenciária  pa-
tronal (Processo no 5002300-91.2019.4.03.6100 - 4a Vara Federal de São Paulo), esclareceu-se 
que a liminar concedida nos processos não condiciona a suspensão da exigibilidade ao depósito 
em juízo do valor correspondente. Desta forma, com base em parecer dos assessores legais so-
bre o risco, propiciados por consultores jurídicos externos, concluiu-se que existem boas chan-
ces de êxito, motivo pelo qual o Conselho Curador deliberou pela suspensão dos depósitos em 
juízo a partir da competência junho de 2021. Também foi impetrado o Mandado de Segurança, 
Processo no 5002382-91.2019.4.03.6100 - 25o Vara Federal de São Paulo, para afastar a exigibi-
lidade quanto a contribuição social devida aos Terceiros (Sistema S). Deferida a liminar para 
afastamento da referida contribuição, a Fundação depositou em juízo os valores corresponden-
tes no período das competências janeiro de 2019 a dezembro de 2022. Em 31 de dezembro de 
2022, o saldo registrado no balanço de depósitos judiciais previdenciário corresponde a R$ 
181.275. (Em 2021 R$ 153.436). A Fundação é imune a impostos de acordo com o artigo 150, 
inciso VI, “c” da Constituição Federal do Brasil em razão de cumprir os requisitos legais previstos 
no artigo 14 do Código Tributário Nacional. Em atendimento ao item 27, letra “c” da ITG 2002 
(R1) - Entidade sem Finalidade de Lucros, a Fundação apresenta a seguir a relação dos tributos 
objetos da renúncia fiscal. Para isso, consideramos os seguintes impostos e contribuições e res-
pectivas alíquotas. A Fundação não possui a obrigação de escrituração fiscal, tal como escritura-
ção do LALUR, em função de sua natureza de entidade sem fins lucrativos.• Incidentes sobre a 
receita (ISS 2% sobre receita hospitalar e 5% sobre receita de ensino, PIS 0,65% e Cofins 3,0% - 
regime cumulativo); e • Incidentes sobre o superávit do exercício (IRPJ e CSSL 34%). O montante 
faturado para o SUS em dezembro de 2022 foi de R$ 18.688, com estimativa de custo de R$ 
103.029 (em dezembro 2021 o montante faturado foi de R$23.578, com estimativa de custo de 
R$110.921). Adicionalmente, a Fundação prestou serviços de ensino a título de gratuidade refe-
rente às bolsas de estudo, as quais beneficiaram 147 alunos, sendo 76 doutorandos, 63 mes-
trandos acadêmicos, 2 mestrandos profissionais e 6 pós doutorandos, no montante de R$ 6.028 
em 2022 (Em 2021: R$ 6.054). A Fundação continua mantendo escrituração contábil regular e 
registra receitas, despesas e aplicação de recursos em gratuidade de forma segregada por ativi-
dade, assistencial e ensino, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de 
Contabilidade. Também mantém em boa ordem e à disposição da Secretaria da Receita Federal 
do Brasil, pelo prazo mínimo de 10 anos, contado da data de emissão, os documentos que 
comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações que im-
pliquem modificação da situação patrimonial, assim como cumpre as obrigações acessórias es-
tabelecidas pela legislação tributária e filantrópica. A Fundação manteve regularmente sua ins-
crição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, como principal atividade a área da saúde, assim 
como aplicou suas rendas, seus recursos e o superávit integralmente no território nacional, na 
manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais. Também manteve a certi-
dão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos admi-
nistrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Apresenta, anualmente, todas as suas declarações, em 
conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal de acordo com as suas 
características. Recolhe regularmente os tributos retidos sobre os rendimentos por ela pagos ou 
creditados e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem assim cum-
pre as obrigações acessórias daí decorrentes. Consigna em seu estatuto a destinação de seu 
patrimônio a outra instituição pública ou entidade congênere, em caso de encerramento de 
suas atividades. Os atendimentos foram realizados na Instituição, ao seu público-alvo, sem qual-
quer discriminação ou preconceito de clientela, quer seja por religião, etnia, sexo, condição so-
cial, gênero, idade ou qualquer outra característica. Todas as informações estiveram e estão 
disponíveis a qualquer momento para checagem das autoridades legais, fiscais, agentes públi-
cos investidos e auditores. c) Remuneração da Administração: O Estatuto da Fundação define 
como pessoas chave da Administração os membros do Conselho Curador, que, por atuarem 
como voluntários, não recebem salário, destinação de resultados, dividendos, bonificações, par-
ticipações ou parcelas do seu patrimônio, em razão das competências, funções ou atividades 
que lhes foram atribuídas pelos respectivos atos constitutivos. 
20. Patrimônio líquido: O patrimônio líquido representa o patrimônio inicial da Fundação, 
acrescido dos superávits apurados anualmente desde a data de sua constituição, bem como 
de doação de imóveis. A Fundação, como pessoa jurídica de duração indeterminada, não tem 
prazo nem condições de extinção, mas se, por circunstância de força maior, ficar impossibilitada 
de realizar seus objetivos, havendo sua extinção ou dissolução, seu eventual patrimônio rema-
nescente será destinado a uma instituição pública ou a uma entidade congênere, registrada no 
Conselho Nacional de Assistência Social, mediante deliberação por maioria absoluta de votos 
do Conselho Curador, em sua derradeira reunião, referendada pelo órgão competente do Minis-
tério Público. Igual destino terá o patrimônio em caso de extinção compulsória, nos termos da 
legislação em vigor, conforme definido no Artigo 31 do Estatuto da Fundação. Reserva de reava-
liação: Constituída em decorrência das reavaliações de bens do ativo imobilizado nos exercícios 
de 2006 e 2007 com base em laudo de avaliação elaborado por avaliadores independentes. A 
realização ocorre pela depreciação ou baixa dos bens reavaliados em contrapartida superávits 
acumulados. Na adoção das normas internacionais de contabilidade em 2010, a Fundação op-
tou por manter o saldo da reserva de reavaliação até sua efetiva realização. 
21. Receita operacional: Abaixo apresentamos a conciliação entre a receita bruta e as receitas 
apresentadas na demonstração do resultado do período.
Atividade hospitalar 
31/12/2022 
31/12/2021
Convênios 
1.453.748 
1.275.453
Glosas - Provisão e baixas (a) 
(90.892) 
(208.830)
Cancelamentos 
(2.275) 
(4.163)
Total 
1.360.581 
1.062.360
Particulares 
64.188 
58.644
Cancelamentos 
(334) 
(280)
Descontos e abatimentos 
(1.677) 
(2.024)
Total 
62.177 
56.340
SUS (Sistema Único de Saúde) 
18.688 
23.578
Total 
18.688 
23.578
Total receita com atividade hospitalar 
1.441.446 
1.142.278
Atividade de ensino 
Ensino 
1.408 
1.018
Gratuidade ensino 
6.028 
6.054
Total receita com atividade de ensino 
7.436 
7.072
Atividade de Pesquisa 
Pesquisa (c) 
1.105 
885
Total receita com atividade de Pesquisa 
1.105 
885
Trabalho Voluntariado 
Voluntariado (d) 
2.397 
2.200
Total receita com trabalho voluntariado 
2.397 
2.200
Doações Recebidas (b) 
13.983 
144.650
Total receita com doações 
13.983 
144.650
(a) A Administração aprimorou os processos de faturamento e contas a receber em 2022, au-
mentando o nível do recebimento e consequentemente reduzindo os valores de provisão de 
glosas que atualmente atende a política da instituição. (b) Em dezembro de 2021 o principal 
impacto de doação no valor de R$ 130.662 relacionado a um espolio e direcionado em 2022 
para o fundo exclusivo de ensino e pesquisa. (c) Atividades de pesquisa referem-se a valores 
faturados para aos patrocinadores que buscam evidenciar através de estudos conduzidos em 
pacientes que direcionam as novas práticas clínicas. (d) O montante de receita e despesa de 
voluntariado compreende a participação de membros da diretoria estatutária, conselho de ad-
ministração e uma equipe multifuncional de entretenimento, que atua diariamente junto com 
aos pacientes. O valor de trabalho voluntário foi reconhecido com base em estimativas de valor 
justo correspondentes a cada um dos serviços recebidos.
22. Custos atividade hospitalar:  
31/12/2022 
31/12/2021
Serviços médicos 
(272.162) 
(271.678)
Medicamentos 
(320.942) 
(269.514)
Materiais 
(159.690) 
(143.899)
Pessoal e encargos 
(264.322) 
(251.017)
Serviços de terceiros 
(54.040) 
(53.409)
Consumo 
(30.127) 
(23.787)
Depreciação e amortização 
(66.356) 
(60.367)
Depreciação do direito de uso 
(14.290) 
(11.216)
Outros 
(12.483) 
(4.715)
Total 
(1.194.412) 
(1.089.602)
23. Outras receitas operacionais: 
31/12/2022 
31/12/2021
Incentivo SUS (a) 
13.754 
12.460
Receitas com aluguel de imóveis 
1.348 
570
Receita Pronon 
665 
1.956
Receitas diversas (b)  
10.796 
3.208
Total 
26.563 
18.194
(a) Novo incentivo municipal no valor de R$ 1.928, que gerou incremento no ano. (b) Em 2022 
maior impacto por recuperação de títulos baixados por PECLD e glosa R$ 4.662.
24. Despesas administrativas e gerais: 
31/12/2022 
31/12/2021
Pessoal e encargos sociais  
(90.552) 
(80.698)
Perda esperada com crédito de liquidação duvidosa (Nota 5) 
(17.266) 
(17.418)
Serviços de terceiros  
(36.319) 
(29.913)
Despesas com marketing 
(15.158) 
(11.636)
Consumo e utilidades  
(5.617) 
(8.341)
Constituição de provisão para contingências 
(2.579) 
(1.906)
Depreciação 
(5.213) 
(5.747)
Amortização 
(516) 
(393)
Outras despesas  
(4.223) 
(4.989)
Total 
(177.443) 
(161.041)
25. Outras despesas operacionais: 
31/12/2022 
31/12/2021
Despesas com estrutura 
(305) 
(990)
Custo da venda imobilizado 
(530) 
(1.631)
Resultado com valor justo de propriedade de investimento 
- 
(3.321)
Outras despesas 
(1.086) 
(1.368)
Outras despesas operacionais (a) 
(4.049) 
(10.207)
Total 
(5.970) 
(17.517)
(a) Em 2021 despesas motivadas pela implantação do sistema Tasy.
26. Custo atividade pesquisa:  
31/12/2022 
31/12/2021
Serviços médicos 
(1.719) 
(1.402)
Medicamentos/Materiais 
(111) 
(83)
Pessoal e encargos 
(11.126) 
(10.354)
Depreciação e amortização 
(1.414) 
(1.479)
Serviços de terceiros 
(229) 
(1.198)
Consumo e outros 
(660) 
(1.976)
Total 
(15.259) 
(16.492)
27. Resultado financeiro líquido:  
31/12/2022 
31/12/2021
Receitas financeiras 
Receitas sobre aplicações financeiras 
18.796 
6.514
Receitas sobre aplicações financeiras - fundos exclusivos (a) 
 163.547 
53.941
Juros e descontos obtidos 
4.239 
2.942
Variação cambial  
2.808 
3.759
Ações e Dividendos 
1.153 
-
Variações monetárias (b) 
24.610 
43
Total 
215.153 
67.199
Despesas financeiras 
Juros sobre financiamentos 
(1.595) 
(2.723)
Juros e multas sobre contratos e impostos (c) 
(199) 
(15.867)
Variação cambial  
(3.806) 
(4.408)
Variações monetárias (b) 
(20.261) 
(1.016)
Encargos sobre contratos de arrendamento 
(10.231) 
(10.378)
Desconto concedido a cliente 
(475) 
(4.339)
Outras despesas financeiras 
(1.408) 
(567)
Total 
(37.975) 
(39.298)
Total 
177.178 
27.901
(a) Principal variação de rendimentos aconteceu devido ao aumento da taxa básica (Selic/CDI) 
no ano de 2022 que triplicou a taxa média de remuneração das aplicações financeiras em rela-
ção a 2021. (b) As linhas destacadas sofreram variação de 2021 para 2022 em função da varia-
ção das ações recebidas por doação através do espolio reconhecido em 2021 (Nota 9). (c) Em 31 
de dezembro de 2021 a Fundação reconheceu a provisão de multa em decorrência da rescisão 
de contrato de locação de prédio localizado no bairro Tatuapé no valor de R$15.681. Os demais 
R$ 186 referem-se a outros juros e multas pulverizadas.
28. Instrumentos financeiros: Classificação contábil e valores justos: Os valores justos dos ati-
vos e passivos financeiros, quando comparados aos valores contábeis apresentados na demons-
tração da posição financeira, não apresentam variações.
 
31/12/2022 
31/12/2021
  
 
Saldo 
Valor 
Saldo 
Valor
Ativos mensurados pelo valor justo 
Notas 
contábil 
justo 
contábil 
justo
 por meio do resultado 
Aplicações financeiras 
4 
198.104 
198.104 
144.191 144.191
Fundo Cambial 
4 
10.269 
10.269 
19.628 
19.628
Títulos e valores mobiliários 
4 
1.502.344 1.502.344 1.274.305 1.274.305
Total 
 
1.710.717 1.710.717 1.438.124 1.438.124
  
31/12/2022 
31/12/2021
  
 
Saldo 
Valor 
Saldo 
Valor
 
 
Contábil 
Justo 
Contábil 
Justo
Ativos financeiros (circulantes e não circulantes) 
Caixa e equivalentes de caixa 
 
3.140 
3.140 
1.114 
1.114
Contas a receber de clientes 
5 
244.776 
244.776 
200.341 200.341
Outras contas a receber 
 
401 
401 
1.881 
1.881
Doação por espólio 
9 
- 
- 
124.012 124.012
Total 
 
248.317 
248.317 
327.348 327.348
Passivos mensurados pelo custo amortizado 
Fornecedores 
14 
178.287 
178.287 
149.176 149.176
Financiamentos 
16 
8.572 
8.572 
17.188 
17.188
Outras contas a pagar 
17 
32.377 
32.377 
47.039 
47.039
Total 
 
219.236 
219.236 
213.403 213.403
Hierarquia de valores justos: As aplicações financeiras e o Fundo de Reserva Estratégica foram 
mensurados pelo valor justo por meio do resultado e estão classificados como Nível 1 (preços 
cotados em mercados ativos para ativos idênticos). Os saldos contábeis das contas a receber de 
clientes, menos a provisão para devedores duvidosos, outros créditos, fornecedores, emprésti-
mos e financiamentos e outras obrigações estão mensurados próximos aos seus valores justos. 
Visão geral: A Fundação mantém políticas de gerenciamento de riscos com o objetivo de monito-
rar riscos e estabelecer limites e controles apropriados. As políticas e sistemas de gerenciamen-
to de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e 
nas atividades da Fundação. Os principais riscos que a Fundação apresenta exposição no curso 
de suas operações e uso de instrumentos financeiros são: • Risco de crédito; • Risco de taxa de 
juros; • Risco de liquidez; e • Risco de mercado. Risco de crédito: O risco de crédito da Institui-
ção está relacionado aos seus clientes ou às instituições financeiras com as quais mantém seus 
recursos depositados e/ou investidos. A política financeira estabelece que a Fundação mante-
nha relacionamento somente com instituições financeiras avaliadas pelas agências de rating 
como de baixo risco, e que os recursos sejam investidos em títulos de renda fixa. Para mitigar ris-
cos relacionado aos créditos concedidos aos clientes, a Fundação avalia a situação patrimonial 
e financeira dos seus principais clientes, quando necessário. Monitora os recebíveis e constitui 
provisão para perdas com créditos de liquidação duvidosas e provisão para glosas realizadas 
pelas operadoras de convênio, quando necessário. Este monitoramento permite revisar o limite 
de crédito dos clientes convênios tempestivamente. Os recebíveis do SUS estão expostos a um 
risco menor devido a sua natureza e contratos vigentes. Em 31 de dezembro de 2022 e 2021, a 
exposição máxima de crédito estão a seguir apresentadas:  Notas 
31/12/2022 31/12/2021
Caixa e equivalente de caixa 
 
3.140 
1.114
Aplicações financeiras e Fundo de Reserva Estratégica  
4 
1.710.717 
1.438.124
Contas a receber de cliente 
5 
244.776 
200.341
Direitos de prestação de serviços 
6 
61.685 
63.657
Adiantamentos diversos 
8 
14.966 
9.159
Outras contas a receber 
 
401 
125.893
Total 
 
2.035.685 
1.838.288
Risco de taxa de juros: Em 31 de dezembro de 2021 e 31 de dezembro de 2022, o perfil dos 
instrumentos financeiros remunerados por juros seguem abaixo:
Instrumentos de taxa variável 
31/12/2022 31/12/2021
Ativos financeiros - CDI 
Aplicações financeiras  
1.710.717 
1.438.124
Passivos financeiros - TJLP 
Financiamentos 
8.572 
17.188
Análise de sensibilidade de variações das taxas de juros: Para efeito de análise de sensibili-
dade, a Fundação adotou taxas vigentes em datas próximas à da apresentação das referidas 
informações contábeis, na projeção do cenário provável. Dessa forma, mantidas as demais va-
riáveis constantes, o quadro a seguir demostra simulação do efeito da variação das taxas de 
juros no patrimônio líquido e no resultado futuro de 12 meses (consolidado) considerando os 
saldos em 31 de dezembro de 2022: Análise de sensibilidade: Os instrumentos financeiros, 
podem sofrer variações de valor justo em decorrência da flutuação das taxas de juros, índi-
ces de preços, e outras variáveis. As avaliações da sensibilidade dos instrumentos financeiros 
a essas variáveis são apresentadas abaixo: Seleção dos riscos: Em 31 de dezembro de 2022 e 
2021, os principais riscos que podem afetar o valor dos instrumentos financeiros da Funda-
ção são: a) Taxa de inflação CDI; e b) Taxa de juros TJLP. c) Taxa de Inflação - IPCA; Exposição: 
As taxas de juros flutuantes as quais a Fundação está exposta CDI, TJLP e IPCA, remuneram 
suas aplicações financeiras em Fundos Exclusivos atrelados a títulos públicos e Certificado 
de Depósito Bancário, com rendimentos diários e atualizam, empréstimos e financiamentos.  
A exposição líquida consolidada das aplicações financeiras em 31 de dezembro de 2022 foi de 
R$ 1.710.717 (R$ 1.438.124 em 31 de dezembro de 2021), vide Nota 4 e de seus passivos em  
31 de dezembro de 2022 foram de R$ 8.572 (R$ 17.188 em 31 de dezembro de 2021) vide  
Nota 16. Seleção de Cenários: c.i) Cenário provável: O cenário provável da taxa de juros CDI e 
da taxa de juros IPCA, levou em conta a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central do Brasil 
(“BACEN”), tomado como base a data de 31 de dezembro de 2022. c.ii) Cenário razoavelmente 
provável e possível: A Fundação Antonio Prudente tem baixa alavancagem, por isso sua expo-
sição é somente na variação do CDI em suas aplicações financeiras. Premissas: Como descrito 
anteriormente, a Fundação entende que está exposta principalmente ao risco de variação do 
CDI, base para atualização de parte substancial das aplicações financeiras. Nesse sentido, a se-
guir estão demonstrados os índices e as taxas utilizados nos cálculos de análise de sensibilidade: 
Os métodos e pressupostos utilizados para divulgação da análise de sensibilidade estão sendo 
apresentados a partir dos requisitos do pronunciamento técnico CPC 40 (R1) - Instrumentos Fi-
nanceiros: Evidenciação. O cenário-base apresentado pela Fundação está composto pelos juros 
estimados para o período de 12 meses. A Administração da Instituição entende que os riscos 
de mercado originados dos demais instrumentos financeiros não são relevantes. Os valores de 
sensibilidade na tabela abaixo são de variações do valor dos instrumentos financeiros sob cada 
cenário, com efeito no resultado e patrimônio líquido por meio das “receitas financeiras bruta” 
e “despesas financeiras bruta”, conforme apropriado, não levando em consideração a incidência 
de tributos sobre os tais resultados avaliados: Cenário razoavelmente provável
Operação 
Risco 
Taxa Média Projetada Ganho/(perda)
Aplicações financeiras 
CDI 
13,36% 
211.066
Empréstimo linha de investimentos 
TJLP 
7,38% 
(143)
Empréstimo linha de investimentos 
IPCA 
5,74% 
(207)
Impacto no resultado e patrimônio líquido 
  
  
210.716
Risco de liquidez: A abordagem da Fundação na administração do risco de liquidez visa garantir, 
o máximo possível, que sempre tenha recurso suficiente para cumprir com suas obrigações nas 
respectivas datas de vencimento sob condições normais e de estresse, de forma a evitar per-
das financeiras ou prejudicar a reputação da Fundação. As maturidades contratuais de passivos 
financeiros, incluindo pagamentos de juros estimados e excluindo o impacto de acordos de 
negociação de moedas pela posição líquida está demonstrada abaixo:
  
 
 
 31/12/2022
  
Fluxo de 
6 meses 
6 - 12 
1 - 2 
2 - 5 
5 - 8
 
Caixa ou menos 
meses 
anos 
anos 
anos
Financiamentos 
8.572 
7.245 
1.327 
- 
- 
-
Arrendamentos 
92.724 
6.978 
6.979 
38.313 
31.873 
8.581
Fornecedores 
178.287 
178.234 
53 
- 
- 
-
Total 
279.583 
192.457 
8.359 
38.313 
31.873 
8.581
 
 
 
 31/12/2021
  
Fluxo de 
6 meses 
6 - 12 
1 - 2 
2 - 5 
5 - 8
 
Caixa ou menos 
Meses 
anos 
anos 
Anos
Financiamentos 
17.188 
5.306 
5.306 
6.576 
- 
-
Arrendamentos 
95.035 
5.905 
5.904 
16.453 
30.935 
35.838
Fornecedores 
149.176 
149.176 
- 
- 
- 
-
Total 
261.399 
160.387 
11.210 
23.029 
30.935 
35.838
Risco de mercado: Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como 
as taxas de câmbio e taxas de juros têm nos ganhos da Fundação, no valor de suas participa-
ções em instrumentos financeiros ou na possibilidade de oscilação dos preços de mercado dos 
serviços prestados pela Fundação e dos demais insumos utilizados no processo de prestação do 
serviço. Essas oscilações de preços e taxas podem provocar alterações nas receitas e nos custos 
da Fundação. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as ex-
posições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo otimizar o 
retorno. Esse risco é mitigado uma vez que os principais componentes do custo se referem a ser-
viços médicos, insumos em sua maioria de procedência nacional e custo de pessoal, fixado em 
moeda nacional e de acordo com o dissídio da cateCom relação às taxas de juros, visando à mi-
tigação desse tipo de risco, a Fundação centraliza seus investimentos em operações com taxas 
de rentabilidade que acompanham a variação do CDI em certificado de depósito interbancário 
e papéis do Tesouro Nacional. Nas taxas de câmbio o risco sobre as compras de estoque e equi-
pamentos é mitigado através da constituição de um fundo cambial, conforme política específica. 
Gestão de capital: A política da Administração da Fundação é manter uma sólida base de capital 
para manter a confiança do credor e mercado e manter o desenvolvimento futuro do negócio.
Os objetivos da Fundação ao administrar o seu capital são de salvaguardar a capacidade de 
continuidade dos seus negócios e garantir a segurança proporcionada por uma sólida posição 
financeira, para isso busca retornos adequados dos seus investimentos e o nível adequado de 
endividamento. Os índices de alavancagem financeira estão abaixo apresentados:
 
31/12/2022 31/12/2021
Caixa e equivalentes de caixa 
3.140 
1.114
Aplicações financeiras  
198.104 
145.059
Total 
201.244 
146.173
Financiamentos 
(8.572) 
(17.188)
Arrendamentos 
(92.724) 
(92.545)
Total 
(101.296) 
(109.733)
Total ativo líquido 
99.948 
36.440
Patrimônio líquido 
2.793.359 
2.527.970
Total do ativo líquido e patrimônio líquido 
2.893.307 
2.564.410
Índice de alavancagem 
0,034 
0,014
29. Cobertura de seguros: O escopo de trabalho dos auditores externos contratados pela Fun-
dação não inclui a revisão da suficiência da cobertura de seguros das apólices de seguro. Em 31 
de dezembro de 2022, as coberturas de seguro a seguir apresentadas foram consideradas sufi-
cientes pela Administração da Fundação: (i) Predial, R$547.112; (ii) Equipamentos, R$167.711; 
(iii) Estoques, R$79.786; (iv) Responsabilidade Civil Geral, R$30.000; (v) Cyber R$20.000; (vi) 
D&O R$85.000; e (vii) Transportes R$600. 
Victor Piana de Andrade - Diretor Geral
Maron Marcel Guimarães - Diretor Corporativo
Edalmo Pacífico Araújo Júnior - Gerente de Controladoria Sr.
Rosangela Fernandes Melo - Contador CRC-1SP311265/0-6
RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Aos Administradores e Conselheiros da Fundação Antônio Prudente. São Paulo – SP. Opinião: 
Examinamos as demonstrações financeiras da Fundação Antônio Prudente (“Fundação”), que 
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2022 e as respectivas demonstra-
ções do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adiciona-
do para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo 
o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras 
acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patri-
monial e financeira da Fundação Antônio Prudente em 31 de dezembro de 2022, o desempenho 
de suas operações, dos seus fluxos de caixa e do valor adicionado, para o exercício findo nessa 
data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades sem finali-
dades de lucros – ITG 2022 (R1). Base para opinião: Nossa auditoria foi conduzida de acordo 
com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em confor-
midade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do 
auditor pela auditoria das demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação à Fun-
dação, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do 
Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cum-
primos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que 
a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Ou-
tros assuntos: Auditoria dos valores correspondentes comparativos: As demonstrações finan-
ceiras referentes da Fundação correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2021, 
apresentadas para fins comparativos, foram auditadas por outro auditor independente, cujo 
relatório, datado de 25 de abril de 2022, foi emitido sem modificação de opinião. Demonstra-
ções do valor adicionado: As demonstrações do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício 
findo em 31 de dezembro de 2022, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da 
Fundação e apresentadas como informação suplementar, foram submetidas a procedimentos 
de auditoria executados em conjunto com nossa auditoria das demonstrações financeiras da 
Fundação. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão concilia-
das com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua for-
ma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos na NBC TG 09 – Demonstração do 
Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequa-
damente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nessa 
Norma e são consistentes em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Ou-
tras informações que acompanham as demonstrações financeiras e o relatório do auditor: A 
administração da Fundação é responsável por essas outras informações que compreendem o 
Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras não abrange o 
Relatório da Administração e não expressamos ou expressaremos qualquer forma de conclusão 
de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras, 
nossa responsabilidade é ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse rela-
tório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso 
conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparentam estar distorcidas de forma 
relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Rela-
tório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a 
este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações fi-
nanceiras: A administração da Fundação é responsável pela elaboração e adequada apresenta-
ção das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil 
aplicáveis às entidades sem finalidade de lucros – ITG 2002 (R1) e pelos controles internos que 
ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras li-
vres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração 
das demonstrações financeiras, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de 
a Fundação continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a 
sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações fi-
nanceiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Fundação ou cessar suas opera-
ções, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.  Os 
responsáveis pela administração da Fundação são aqueles com responsabilidade pela supervi-
são do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor 
pela auditoria das demonstrações financeiras: Nossos objetivos são obter segurança razoável 
de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, 
independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo 
nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que 
a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre 
detectam as eventuais distorções relevantes existentes.  As distorções podem ser decorrentes 
de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, pos-
sam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários to-
madas com base nas referidas demonstrações financeiras.  Como parte da auditoria realizada de 
acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profis-
sional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e 
avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente 
se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em res-
posta a tais riscos, bem como obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para 
fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de frau-
de é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os con-
troles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais; • Obtive-
mos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos 
procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expres-
sarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Fundação; • Avaliamos a adequação 
das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divul-
gações feitas pela administração; • Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, 
da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, 
se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida 
significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Fundação. Se concluirmos 
que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para 
as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras ou incluir modificação em nossa opi-
nião, se as divulgações forem inadequadas. • Nossas conclusões estão fundamentadas nas evi-
dências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futu-
ras podem levar a Fundação a não mais se manter em continuidade operacional. • Avaliamos a 
apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divul-
gações e se as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações e os 
eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos 
com a administração a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da audi-
toria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significa-
tivas 
nos 
controles 
internos 
que 
identificamos 
durante 
nossos 
trabalhos.
 São Paulo, 15 de março de 2023.
Grant Thornton Auditores Independentes Ltda. - CRC 2SP-025.583/O 
Jefferson Coelho Diniz - Contador CRC 1SP-277.007/O-8
Continuação

                            

Fechar