DOU 25/04/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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62
Nº 78, terça-feira, 25 de abril de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
EMPRESA GERENCIAL DE PROJETOS NAVAIS
3_MD_25_M1_001
3_MD_25_M1_002
3_MD_25_M1_003
O ano de 2022 revestiu-se de significativa importância para a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). 
Há 40 anos, era publicada, em 09 de junho de 1982, a Lei nº 7.000, criando a EMGEPRON, à luz da necessidade de se 
constituir uma empresa pública não dependente do orçamento federal destinada a contribuir para a renovação dos 
meios do Poder Naval e atender à Marinha do Brasil em suas demandas por serviços e materiais.
Ao longo desses quarenta anos, uma legião de colaboradores, militares e civis, nos diversos níveis da estrutura 
organizacional, empenhou-se com competência e dedicação para a consolidação de uma Empresa cada vez 
mais atualizada nas melhores práticas de governança e gestão, com constante preocupação com as questões 
socioambientais, respeitada e distinguida como uma referência no seu ambiente de negócios.
Nessa constante trajetória de desenvolvimento, a EMGEPRON, tendo a Marinha do Brasil e o Poder Marítimo como 
os seus principais propósitos, em alinhamento com seu objeto social, tornou-se uma Empresa Estratégica de Defesa 
(EED) e direcionou o seu foco de interesse no sentido do estabelecimento de três eixos estratégicos de negócios: 
i) Programas Estratégicos da Marinha do Brasil; ii) Plataforma de Exportações da Base Industrial de Defesa; e iii) 
Agente para o Desenvolvimento da Economia do Mar. Tal movimento de diversificação ampliou os horizontes da 
Empresa, possibilitou maior inserção nos mercados em que atua, alavancou a busca por novos mercados, promoveu 
a inovação em seus processos administrativos e operacionais e permitiu traçar um curso mais equilibrado e estável 
em face das inúmeras restrições impostas ao nosso segmento de atuação nessas últimas quatro décadas.
O ano de 2022 também nos reservou desafios e caracterizou-se por extrema mutação nos cenários doméstico e 
internacional, evidenciando rupturas em relações, outrora, relativamente estáveis, conjugada com tentativas de 
retornar ao equilíbrio econômico e social após a fase mais aguda da pandemia por Covid-19.
Do exposto, diante de um ano desafiador, com nuances peculiares que impactaram fortemente nas cadeias 
globais de suprimento e na condução da gestão das empresas, tornaram-se imperiosas as ações para contornar as 
dificuldades e identificar as oportunidades de negócios que despontaram como desafios que a Diretoria Executiva 
e a força de trabalho da Empresa, orientadas pelo Conselho de Administração, se empenharam para superar, com 
vistas a alcançar as metas estabelecidas e manter-se firme no cumprimento de sua missão.
Nesse sentido, vale destacar que as oportunidades surgem diante de ambientes de mudança e, neste diapasão, 
conseguimos avanços importantes ao longo de 2022. No âmbito dos programas estratégicos da Marinha, 
gerenciados pela EMGEPRON, o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) segue em pleno execução, junto 
à Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis. Foi realizada a apresentação da Seção de Qualificação 
das Fragatas Classe Tamandaré (FCT), em 21 de junho de 2022, no Estaleiro Brasil Sul, localizado em Itajaí, Santa 
Catarina. A construção do primeiro navio, de um total de quatro, foi iniciada em setembro de 2022 e a junção dos 
dois primeiros blocos de construção, previsto para março de 2023, é o próximo passo importante do programa. 
Em paralelo, encontram-se em desenvolvimento, pela empresa Atlas em parceria com a empresa brasileira 
Atech, o Sistema de Gerenciamento de Combate (Combat Management System- CMS) do navio. Somado a isso, o 
Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (Integrated PlaGorm Management System - IPMS) está sendo 
elaborado pela empresa L3Harris, também em parceria com e empresa Atech. Ambas as iniciativas, no âmbito 
do PFCT, contribuem para a obtenção de novas tecnologias, além de corroborar para o desenvolvimento da Base 
Industrial de Defesa Nacional, a partir do nível de conteúdo local embarcado.
Adicionalmente, acerca do Projeto do Navio de Apoio Antártico (NApAnt), já batizado como “Navio de Apoio 
Antártico Almirante Saldanha”, após intenso período de negociação com o Consórcio constituído pelo Estaleiro 
Jurong / SEMBCORP, selecionado pela Marinha do Brasil, por ter apresentado a proposta vencedora (BAFO), foi 
realizada, em 27 de maio de 2022, a assinatura do Contrato para Obtenção, por Construção, de 1 (um) navio de 
Apoio Antártico, junto à Sociedade de Propósito Específico “POLAR-1”, que será utilizado pela Marinha do Brasil 
na execução de atividades de apoio à pesquisa e de apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), 
dentro do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Da mesma forma, em 03 de novembro de 2022, ocorreu, 
em Singapura, a 1ª Reunião de Acompanhamento Estratégico do projeto. Além disso, em 2022, foram feitas as 
primeiras transferências de pessoal para acompanhar a fiscalização da construção que ocorrerá no Estaleiro Jurong 
Aracruz (EJA), no Espírito Santo.
Ainda se referindo aos programas/projetos estratégicos da Marinha gerenciados pela EMGEPRON, considerando a 
visão de expansão e internacionalização da Empresa para adaptar-se e adequar-se a todas as mudanças vigentes no 
cenário mundial, vislumbra-se o Projeto do Navio Patrulha de 500 toneladas (NPa-500), o qual vem sendo discutido 
e desenvolvido com a Marinha do Brasil, com potencial de exportação, a partir da construção por estaleiro nacional.
Abordando outro eixo estratégico de negócios da Empresa, notadamente a Economia do Mar, o ano de 2022 
consolidou a atuação da EMGEPRON como um importante player nesse segmento. A aproximação com o Cluster 
Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ), a interlocução com a Câmara Legislativa e com o Governo do Estado 
do Rio de Janeiro, o apoio à Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) para a criação do 
Ativo
Notas
2022
2021 Passivo
Notas
2022
2021
Circulante
 8.090.936 
 9.637.062 Circulante
 332.321 
 109.749 
Caixa e Equivalentes
4
 7.820.135 
 9.417.182 Gerenciamento de Recursos MB
13
 10.803 
 8.473 
Contas a Receber
5
 37.824 
 32.612 Obrigações Tributárias
14
 33.721 
 16.066 
Estoques
6
 14.657 
 17.664 Obrigações Trabalhistas
15
 12.811 
 11.233 
Tributos a Recuperar
7
 98.271 
 17.291 Antecipações de Clientes
16
 28.374 
 27.536 
Adiantamentos
8
 114.435 
 142.737 Garantias Recebidas
17
 4.988 
 2.657 
Depósitos em Garantia
9
 5.605 
 9.568 Dividendos e JSCP
18
 155.842 
 39.089 
Outros Direitos Circulante
 9 
 8 Outras Contas a Pagar
19
 85.782 
 4.695 
Não Circulante
 3.572.821 
 1.297.637 Não Circulante
 38.609 
 32.453 
Realizável a Longo Prazo
 26.860 
 21.769 Provisão para Contigência
20
 38.609 
 32.453 
Depósitos Judiciais
10
 22.217 
 21.769 
Depósitos em Garantia
9
 4.643 
 -   Patrimônio Líquido
11.292.827 
10.792.497 
Imobilizado
11
 3.543.211 
 1.268.582 Capital Social
21
 1.359.353 
 307.162 
Intangível
12
 2.750 
 7.286 Adiantamento para Futuro Aumento de Capital
22
 9.266.360 
 10.171.689 
Reservas de Lucros
23
 667.114 
 313.646 
 
 
Resultado do Período
 -   
 -   
Total do Ativo
11.663.757 
 10.934.699 Total do Passivo e Patrimônio Líquido
11.663.757 
10.934.699 
Notas
2022
2021
Receita Bruta
 168.532 
 156.162 
(-) Deduções da receita bruta
 (17.150)
 (17.887)
Receita Líquida
24
 151.382 
 138.275 
Custo das Mercadorias Vendidas e dos Serviços Prestados
25
 (132.109)
 (119.403)
Remuneração e Encargos Sociais Próprios
 (78.471)
 (73.036)
Materiais
 (20.873)
 (17.035)
Serviços de Terceiros
 (31.304)
 (29.080)
Custos Financeiros
 (1.461)
 (252)
Resultado Bruto
 19.273 
 18.872 
  (-) Despesas Administrativas
26
 (29.315)
 (24.727)
   (-) Despesas com Pessoal
 (19.157)
 (17.606)
   (-) Despesas com Serviços Contratados
 (6.897)
 (5.201)
   (-) Despesas com Materiais
 (499)
 (362)
   (-) Despesas com Depreciações
 (2.762)
 (1.558)
Outras Receitas e Despesas
27
 (6.320)
 (801)
Resultado Antes das Despesas e Receitas Financeiras
 (16.362)
 (6.656)
Receitas Financeiras
28
 936.529 
 234.265 
(-) Despesas Financeiras
28
 (4.908)
 (897)
Resultado Antes dos Tributos Sobre o Lucro
 915.259 
 226.712 
(-) Imposto de Renda
29
 (190.499)
 (45.675)
(-) Contribuição Social
29
 (68.588)
 (16.451)
Lucro do Período
 656.172 
 164.586 
2022
2021
Resultado do Exercício
656.172
164.586
Resultado Abrangente do Período
656.172
164.586
 
Notas
Capital 
Social
AFAC
Reservas 
de Lucros
Resultado 
do Exercício
Patrimônio 
Líquido
Saldos em 31 de dezembro de 
2020
 146.180 10.249.405 
 271.415 
 -    10.667.000 
Incorporação ao Capital
 160.982 
(77.716)
(83.266)
 -   
Resultado do Exercício
 164.586 
 164.586 
Constituição de Reserva Legal
 8.230 
(8.230)
 -   
Constituição de Reserva de 
Lucros
 117.267 
(117.267)
 -   
Distribuição de Juros Sobre o 
Capital Próprio
 
 
 
(39.089)
(39.089)
Saldos em 31 de dezembro de 
2021
 307.162  10.171.689 
 313.646 
 -    10.792.497 
Incorporação ao Capital
21
 1.052.191 
(905.329)
(146.862)
 -   
Resultado do Exercício
 656.172 
 656.172 
Constituição de Reserva Legal
 32.809 
(32.809)
 -   
Constituição de Reserva de 
Lucros
 467.521 
(467.521)
 -   
Distribuição de Juros Sobre o 
Capital Próprio
18
 
 
 
(155.842)
(155.842)
Saldos em 31 de dezembro de 
2022
 1.359.353 
 9.266.360 
 667.114 
 -    11.292.827 
2022
2021
Receitas
170.047
162.155
Vendas de Produtos/Serviços e Não Operacional
168.532
156.162
Outras Receitas Operacionais
1.505
1.267
Receitas Não Operacionais
10
5
Reversão de Receitas (Despesas) de Exercícios Anteriores
-
4.721
Insumos Adquiridos de Terceiro
(59.572)
(55.329)
Materiais Consumidos
(4.277)
(3.871)
Custo das Mercadorias para Revenda
(17.094)
(13.526)
Energia, Serviços de Terceiros e Outros Operacionais
(38.201)
(37.932)
Valor Adicionado Bruto
110.475
106.826
Retenções
(9.801)
(3.567)
Depreciação e Amortização
(2.762)
(1.558)
Reversão de Receitas (Despesas) de Exercícios Anteriores
(7.033)
(2.008)
Baixa de Bens do Ativo
(6)
(1)
Valor Adicionado Produzido pela Entidade
100.674
103.259
Valor Adicionado Recebido em Transferência
936.529
234.266
Receitas Financeiras
936.529
234.266
Valor Adicionado Total a Distribuir
1.037.203
337.525
Distribuição do Valor Adicionado
Pessoal e administradores
97.629
90.634
Salários, Vantagens e Encargos
86.750
83.351
Benefícios a Empregados
10.879
7.283
Tributos
277.033
81.147
Impostos, Taxas e Contribuições
277.033
81.147
Instituições Financeiras e Fornecedores
6.369
1.149
Juros, Variações Cambiais e Monetárias
6.369
1.149
Acionistas
656.172
164.595
Dividendos e JSCP
155.842
39.089
Lucros Retidos
500.330
125.506
Valor Adicional Total Distribuído
1.037.203
337.525
2022
2021
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais
Recebimentos de Clientes
 147.008 
 122.281 
Rendimentos Financeiros
 1.070.945 
 246.159 
(-) Gastos com Pessoal
 (94.723)
 (81.683)
(-) Pagamentos de Fornecedores
 (56.566)
 (46.715)
(-) Pagamentos de Tributos
 (461.636)
 (75.648)
(-) Gastos com o Plano de Assistência Médica
 (1.327)
 (60)
Garantias Concedidas
 3.963 
 (1.580)
Garantias Recebidas
 2.331 
 5.611 
Outros Valores Recebidos (Pagos)
 (4.286)
 1.189 
Caixa Gerado nas Atividades Operacionais
 605.709 
 169.554 
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos
-
 -   
Imobilizado
 (2.163.667)
 (792.980)
Intagível
 -   
 (1.679)
Caixa Aplicado nas Atividades de Investimentos
 (2.163.667)
 (794.659)
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos
Juros Sobre Capital Próprio
 (39.089)
 (52.706)
Caixa Aplicado nas Atividades de Financiamentos
 (39.089)
 (52.706)
Caixa e Equivalente de Caixa Aplicado no Período
 (1.597.047)
 (677.811)
Caixa e Equivalente de Caixa no Início do Exercício
 9.417.182 
 10.094.993 
Caixa e Equivalente de Caixa no Final do Exercício
 7.820.135 
 9.417.182 
Caixa e Equivalente de Caixa Aplicado no Período
 (1.597.047)
 (677.811)
Cluster Tecnológico Naval daquele estado, além de parcerias firmadas por meio de acordos de cooperação com 
diversas empresas e instituições nacionais e internacionais, asseveram o esforço para a ampliação da capilaridade da 
Empresa e para o seu reconhecimento como um importante ator na indústria de defesa do país, contribuindo para a 
expansão da atuação da EMGEPRON e obtenção de maiores oportunidades de negócios.
Quanto aos aspectos afetos à responsabilidade socioambiental, dentre outros programas e iniciativas executadas 
em 2022, ressalta-se continuidade da execução do Programa de Adequação Ecológica do Complexo Naval Guandu 
do Sapê, conduzido pela Empresa. Já foram plantadas mais de 15.000 árvores nativas com o objetivo de se criar 
um bioma de Mata Atlântica e promover a melhoria climática. Além disso, o programa propicia o desenvolvimento 
de trabalhos acadêmicos por parte de estagiários universitários, assim como já possibilitou a alfabetização de 
empregados pertencentes às empresas terceirizadas que atuam na Fábrica Almirante Jurandyr da Costa Müller de 
Campos (FAJCMC), caracterizando o compromisso de formação e inclusão social.
Conjugando inovação e responsabilidade ambiental, desde 2021, a EMGEPRON ingressou no mercado de gestão 
de energia. O conhecimento que vem sendo absorvido pela EMGEPRON aponta para perspectivas positivas no 
mercado de planejamento e estruturação de projetos de geração de energias renováveis, notadamente a eólica 
offshore, no contexto da Economia do Mar.
Findo o ano e 2022 e celebradas todas as conquistas obtidas, o ano de 2023 reveste-se de boas expectativas. 
Compreender o ambiente de negócios em que a Empresa atua, considerando seu desenvolvimento, 
amadurecimento e real posicionamento no setor de Defesa, é imperioso para, verdadeiramente, obter, de forma 
palpável, os benefícios advindos das potenciais oportunidades que venham a se apresentar. Com esse pensamento, 
ingressamos em 2023 com a convicção de que, conjuntamente com a Diretoria Executiva, com a orientação do 
Conselho de Administração e com o apoio de sua dedicada e ímpar força de trabalho, a EMGEPRON continuará firme 
e proativa na execução de ações que visem à prospecção de novos negócios, solidificação de sua posição como um 
ator de referência no contexto da Economia do Mar e na Base Industrial de Defesa do país.
Por fim, cabe, nesse momento, um agradecimento a todos os colaboradores que demonstraram, em diversas 
ocasiões, tenacidade e esforço na execução dos trabalhos e intensa superação diante das adversidades que 
a Empresa se defrontou, não só ao longo de 2022, mas durante sua jornada de 40 anos de existência. De igual 
forma, gostaria de compartilhar todas as conquistas e objetivos alcançados com nossos steakholders, que sempre 
demonstraram confiança na EMGEPRON, assim como com a Marinha do Brasil, por todas as suas iniciativas de apoio.
1 – Contexto Operacional
A Empresa Gerencial de Projetos Navais - EMGEPRON é uma Empresa Pública não dependente do Tesouro 
Nacional, criada pela Lei nº 7.000, de 09 de junho de 1982, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do 
Comando da Marinha, que tem como principais competências estatutárias:
    I – Promover a indústria militar naval brasileira e atividades correlatas, abrangendo, inclusive, a pesquisa e o 
desenvolvimento;
    II – Gerenciar e apoiar projetos integrantes de programas aprovados pelo Comando da Marinha ou pelo 
Ministério da Defesa; e
    III – Promover ou executar atividades vinculadas à obtenção e manutenção do material militar naval.
Sua atuação é pautada no gerenciamento de projetos, inclusive os projetos estratégicos, e na comercialização 
de produtos e serviços disponibilizados pelo segmento naval da Base Industrial de Defesa (BID), incluindo 
embarcações militares, reparos e facilidades navais, sistemas de combate embarcados, munição naval e de 
artilharia, serviços hidrográficos e oceanográficos, apoio logístico, entre outros. A União possui a totalidade do 
capital social da Empresa, através da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), órgão do ME (Ministério 
da Economia).
Ela é uma Empresa com 40 anos de existência, possuindo a sua Missão, Visão e os seus Valores como os princípios 
fundamentais que consubstanciam as suas operações. Em 2014, foi credenciada pelo Ministério da Defesa como 
Empresa Estratégica de Defesa (EED) e, em 2019, habilitada para operar no Regime Especial Tributário para a 
Indústria de Defesa (RETID).
Para tal, na condução das suas atividades, vale-se do corolário de que “a Defesa do País é indissociável de seu 
desenvolvimento”, conforme estabelecido na Política Nacional de Defesa (PND). Da mesma forma, tais atividades 
encontram-se em consonância com o contido na Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil no período 
de 2020 a 2031 (EFD 2020-2031), instituída pelo Decreto nº 10.531/2020, o qual orienta as políticas públicas 
consideradas prioritárias para o País.
Ademais, dada a sua intensa relação comercial com a Marinha do Brasil (MB), a Empresa busca um alinhamento 
com o Plano Estratégico da Marinha 2040 (PEM 2040), contribuindo para a garantia da soberania e dos interesses 
nacionais, por meio de suas ações em prol da Construção do Núcleo do Poder Naval.
Nesse contexto, a EMGEPRON é orientada por três grandes eixos de atuação na consecução de suas atividades, 
a saber: o gerenciamento de Programas Estratégicos da MB; a atuação como plataforma de exportação da Base 
Industrial de Defesa (BID); e o desenvolvimento de negócios afetos à Economia do Mar.
Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT)
O PFCT tem o propósito de contribuir para a Construção do Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil. Em 
março de 2019, tiveram início as negociações entre a EMGEPRON e a SPE Águas Azuis envolvendo o Contrato 
Principal e o Acordo de Compensação do Programa. Neles está prevista a construção de quatro Fragatas Classe 
Tamandaré, em estaleiro nacional, com a Participação da Indústria Nacional (PIN), Transferência de Tecnologia 
(ToT), desenvolvimento da Gestão do Ciclo de Vida (GCV) e Apoio Logístico Integrado (ALI).
Em 2020, após cerca de um ano de negociações, o Contrato entre a EMGEPRON e a SPE Águas Azuis foi assinado 
e, seis meses depois, em 4 de setembro de 2020, após terem sido cumpridas as condições de eficácia previstas, o 
Contrato entrou em execução, iniciando-se oficialmente o cronograma de 118 meses de atividades, que incluem o 
projeto, a construção e o comissionamento das 4 (quatro) Fragatas Classe Tamandaré (FCT).
A partir de 2025, quando ficará pronto o primeiro navio, as FCT serão entregues à Marinha do Brasil, que ficará 
responsável pela sua operação e manutenção, em conformidade com os planos de ALI (Apoio Logístico Integrado) 
e GCV (Gestão do Ciclo de Vida) estabelecidos no Programa. Os navios serão entregues prontos, com seus 
sistemas de armas e sensores integrados e testados, com o atendimento de todas as condições de navegabilidade, 
estanqueidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança, incluindo os seus manuais, plantas, projetos, 
equipagens, ferramentas, equipamentos de teste, listas de sobressalentes e o MB LCM Solution, um sistema 
especialmente desenvolvido para gerenciar a GCV – Life Cycle Management (LCM) das FCT.
Ao término da construção de cada navio, a EMGEPRON e a União, representada pelo Comando da Marinha, 
devem celebrar, por meio de procedimento de afastamento de licitação, um Contrato de Instituição de Domínio 
Público por meio de uma Afetação de Bem Naval.
Projeto Navio de Apoio Antártico (NApAnt)
A obtenção de um navio de apoio logístico denominado Navio de Apoio Antártico (NApAnt), dotado de elevada 
capacidade logística e de operar em águas com camadas de gelo de até um ano de idade no período do verão/
outono da região antártica, possibilitará um aumento significativo das áreas que poderão ser alcançadas pelos 
Projetos de Pesquisa no Continente Antártico.
Em 1959, um total de 12 nações firmaram o Tratado Antártico, que passou a vigorar oficialmente em 1961. Entre 
os anos de 1961 e 1989, vinte e seis outros países aderiram ao Tratado, dentre os quais o Brasil. Os principais 
objetivos do Tratado residem no desenvolvimento da pesquisa pura ou pesquisa científica de ponta e na 
preservação do meio ambiente local. Por intermédio desse instrumento, ficou definida a utilização pacífica da 
Antártica e sua exploração para fins exclusivamente científicos, sendo proibida a utilização, por qualquer país, dos 
seus recursos naturais ou minerais até o ano de 2048, quando os termos do Tratado serão rediscutidos.
Com o objetivo de cumprir os compromissos assumidos com a adesão ao Tratado Antártico e, com isso, manter 
o seu direito a voto e participação nas reuniões subsequentes, o Brasil inaugurou, em 1984, a Estação Antártica 
Comandante Ferraz (EACF).
Em fevereiro de 2012, um incêndio afetou 70% de suas instalações, porém, apesar do incidente, as pesquisas 
científicas prosseguiram com os recursos disponíveis e por meio de parcerias com instituições de outros países 
para utilização de suas estações antárticas, durante o tempo de reconstrução da EACF. Em 15 de janeiro de 2020, 
a EACF foi inaugurada e suas atividades restabelecidas.
Devido a suas riquezas minerais, volume de gelo, importância na regulação do clima e sua própria localização 
geográfica, a Antártica é extremamente importante para o mundo. Não por acaso, todos os países com assento 
permanente no Conselho de Segurança da ONU são membros signatários do Tratado Antártico. No âmbito 
regional, nações vizinhas têm investido nos seus respectivos programas Antárticos. Tal interesse advém das 
riquezas existentes naquela região.
Fruto dessas riquezas estratégicas, diversos países apresentaram pleitos de reivindicação territorial no continente, 
algumas sobrepostas, com destaque para a região onde se localiza a estação brasileira, pleiteada simultaneamente 
por Argentina, Chile e Reino Unido.
Para apoio à EACF, o Brasil conta atualmente com dois navios no Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR): o 
Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (NApOc Ary Rongel - H44) e o Navio Polar Almirante Maximiano (NPo 
Alte Maximiano - H41). O NApOc Ary Rongel entrou em serviço em 1981 e, diante das restrições de idade e de 
alcance apresentadas, surge como alternativa a aquisição de um NApAnt, que poderá realizar o abastecimento 
da base brasileira em períodos mais extremos, reduzindo a dependência de abastecimento por aeronaves da FAB 
no inverno (ressalta-se que a FAB é a única Força que realiza a complexa operação de abastecimento de estação 
Antártica por paraquedas no inverno).
Com a inclusão do NApAnt ao PROANTAR, o NApOc Ary Rongel poderá ser aposentado, o que significará uma 
economia de USD 3 milhões por ano, valor gasto com sua manutenção anual.
Ressalta-se que o Programa de obtenção do Navio de Apoio Antártico (NApAnt) é gerenciado pela EMGEPRON 
nos mesmos moldes do Modelo de Negócio idealizado para o PFCT. O Programa foi iniciado em 2018, por meio 
do Lei nº 13.765/2018, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Michel Temer. Os demais 
aportes foram autorizados pela Lei nº 13.808/2019 (LOA 2019) e pela Lei n° 13.951/2019.
No dia 4 de outubro de 2021, a Marinha do Brasil anunciou o Estaleiro Jurong Aracruz/ SEMBCORP como melhor 
oferta para construir o novo Navio de Apoio Antártico (NApAnt). A construção do NApAnt, que será conduzida por 
esta Empresa, proporcionará incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à indústria naval brasileira. A substituição 
do Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” potencializa a pesquisa científica e fortalece a presença estratégica 
do País no Continente Gelado, uma fronteira de conhecimento e potenciais riquezas para futuras gerações.
No dia 27 de maio de 2022, foi assinado o contrato entre a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), a 
Polar 1 Construção Naval SPE Ltda. – Sociedade de Propósito Específico constituída pelo Estaleiro Jurong Aracruz 
Ltda. e a SembCorp Marine Specialised Shipbuilding (SMSS) PTE. LTDA. O seu propósito é a construção de uma 
embarcação com capacidade para navegar em campos de gelo. Para isso, necessita possuir casco em formato 
específico e reforçado, particularmente na sua proa, para abrir caminho e quebrar as placas de gelo, utilizando o 
próprio peso do navio e, por vezes, o turbilhonamento provocado por seus propulsores.
Projeto de Construção do Navio Patrulha de 500 toneladas (NPa 500-BR)
A estruturação do projeto de construção do NPa de 500 toneladas, a ser gerenciado pela EMGEPRON, tem o 
potencial de gerar uma série de benefícios para a Marinha do Brasil, para a Empresa, para a Base Industrial de 
Defesa e, também, para a sociedade brasileira. 
Considera-se que é questão fundamental para a garantia da Soberania Nacional que a Marinha do Brasil detenha 
meios e instalações suficientes em quantidade e modernas em capacidade para o cumprimento dos seus Objetivos 
Navais. A Lei Complementar nº 97, de 9 de julho de 1999, que dispõe sobre as normas gerais para a organização, o 
preparo e o emprego das Forças Armadas, estabelece em seu Art. 14, inciso II, que o “preparo da Forças Armadas 
é orientado pelos seguintes parâmetros básicos: (...) II – procura da autonomia nacional crescente, mediante 
contínua nacionalização de seus meios, nela incluídas pesquisa e desenvolvimento e o fortalecimento da indústria 
nacional”.
Os NPa são meios que possuem emprego amplo, como por exemplo, Patrulha Naval nas Águas Jurisdicionais 
Brasileiras (AJB), atividades de Inspeção Naval, busca e salvamento (SAR) na área de responsabilidade do Brasil e 
operações de defesa de plataformas de exploração e explotação de petróleo no mar, o que inclui a região do pré-
sal. Eles são empregados, principalmente, na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de um país, onde fazem inspeções 
de atividades de pesca, patrulhas de imigração ilegal, patrulhas antipirataria e busca e resgate para a salvaguarda 
da vida humana no mar. 
Seu tamanho e custo relativamente baixo, quando comparados aos navios escolta, fazem deles um dos tipos 
mais comuns de navio de guerra do mundo, onde quase todas as marinhas operam pelo menos alguns Navios 
Patrulha, gerando, dessa forma, oportunidades de negócio para os países que detenham capacidade de projetar 
e construir navios desse tipo. Há base científica que demonstra que, para além do potencial para geração de 
valor para a Empresa, a construção do NPa 500-BR no país gerará uma série de externalidades positivas, como 
a geração de emprego e renda, uma maior arrecadação de tributos e impactos positivos na produção nacional. 
Ademais, espera-se relevante impacto na Base Industrial de Defesa, considerando a orientação permanente de 
estabelecimento de elevado índice de conteúdo local para os navios. Vale ressaltar ainda que os investimentos 
em Defesa são geradores de valor para o Brasil, pois cada Real investido em programas de Defesa gera um 
multiplicador de 9,8 em valor de PIB.
No dia 05OUT22, foi aprovado na AGO a destinação de parte do lucro líquido ajustado no exercício de 2022 a 
quantia de R$ 37 milhões para investimento na construção do NPa 500BR. O custo estimado para a construção 
do navio está na ordem de R$ 250 milhões de reais. Em 14DEZ22, a MB (DGePM) e a EMGEPRON assinaram um 
Acordo de Cooperação Técnica (ACT), tendo como objeto o vínculo de cooperação mútua e prestação de apoio 
recíproco com vistas à construção do navio pela EMGEPRON, indo ao encontro do Programa de Desenvolvimento 
de Navios-Patrulha (PRONAPA). Por fim, atualmente, existe um Grupo de Trabalho na Empresa executando as 
ações necessárias para a consecução do empreendimento.
1.1 - Guerra da Ucrânia
A invasão da Ucrânia pela Rússia, na última semana do mês de fevereiro de 2022, causou forte reação nos preços 
dos ativos globais, causando impacto nas economias mundiais e efeitos inflacionários advindos de um choque 
de commodities.
Como a Rússia é a grande fornecedora de petróleo e gás natural para a União Europeia, sanções sobre as 
exportações da Rússia elevaram o preço do petróleo e gás natural. A elevação dos preços agrícolas, como o trigo 
e o milho, também pressionou os insumos agrícolas nos mercados, e de alguma forma causou desaceleração das 
economias mundiais e alta da inflação.
Em função do conflito, o mercado europeu é o mais prejudicado e, diante da importância dos russos na produção 
de gás e petróleo, os efeitos tendem a ser mais inflacionários. A Companhia está monitorando atentamente as 
repercussões desse conflito e seus impactos na economia mundial e brasileira, e no mercado em que atua.
2 – Base de preparação
a. Declaração de conformidade
As informações foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem as 
normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade -CFC, no que for aplicável, e os pronunciamentos, 
interpretações e orientações emitidas pelo CPC.
Não há mudanças nas operações da Empresa, itens não usuais, alteração de estimativas, mudança na composição 
da Empresa ou qualquer outro evento que requeira divulgação específica.
b. Base de mensuração
As demonstrações financeiras foram preparadas utilizando o custo histórico como base de valor, com exceção das 
aplicações financeiras, apresentadas a valor justo por meio do resultado.
c. Moeda funcional e moeda de apresentação
As demonstrações financeiras são apresentadas em Real, a moeda funcional do ambiente econômico onde a 
Empresa atua.
d. Uso de estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça 
julgamentos, estimativas e premissas que afetem a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de 
ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Os efeitos das revisões com relação a estimativas 
contábeis são reconhecidos na ocasião da própria revisão e/ou em qualquer período futuro afetado.
As principais premissas utilizadas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e na data do balanço, 
envolvendo risco de causar um ajuste relevante no valor contábil dos ativos e passivos são apresentadas a seguir:
    I) Valor justo de instrumentos financeiros; e
    II) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas.
e. Data de aprovação das demonstrações financeiras
A autorização de emissão dessas demonstrações financeiras ocorreu através de Reunião de Diretoria datada de 
09 de fevereiro de 2023.
3 – Principais políticas contábeis
As políticas detalhadas abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os períodos apresentados nessas 
demonstrações financeiras.
a. Apuração do resultado
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência.
A receita é reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados para a 
Empresa e quando possa ser mensurada de forma confiável. Sua mensuração é realizada com base no valor justo 
da contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e tributos ou encargos sobre vendas.
b. Receita e despesa financeira
A receita está representada pelos ganhos nas variações do valor de ativos financeiros mensurados a valor justo por 
meio de resultado, bem como as receitas de juros obtidas através do método de juros efetivos.
As receitas financeiras abrangem, basicamente, as receitas de descontos e de juros sobre aplicações financeiras.
As despesas financeiras abrangem, principalmente, despesas com juros, multas e variações monetárias.
c. Ativos circulante e não circulante
I – Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem os numerários em espécie, depósitos bancários disponíveis e aplicações 
financeiras de alta liquidez, cujos vencimentos, quando de sua aquisição, são iguais ou inferiores a 90 (noventa) 
dias, prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de 
mudança de valor.
As aplicações financeiras classificadas nesse grupo, por sua própria natureza, estão mensuradas a valor justo por 
meio do resultado e podem ser utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo.
II – Contas a receber
As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado incluindo os respectivos impostos e ajustadas ao 
valor presente, em conformidade com o pronunciamento contábil CPC 12, quando aplicável, além de acrescidas 
das variações monetárias, quando contratadas.
Em caso de inadimplência, esforços de cobrança são efetuados, incluindo contatos diretos com os clientes. 
Os títulos são baixados contra a provisão, à medida que a Administração considera que estes não são mais 
recuperáveis, após o emprego de todas as medidas cabíveis para recebê-los.
A provisão para perdas foi constituída em montante considerado suficiente pela Administração para suprir 
eventuais perdas na realização dos créditos.
III – Estoques em poder de terceiros
Representam os insumos adquiridos para produção por encomenda em estabelecimento de terceiros. São 
contabilizados na entrada como Estoque em Poder de Terceiros e baixados conforme o produto pronto vai sendo 
entregue pelo fornecedor.
IV – Tributos a recuperar
Representam, basicamente, tributos retidos pelos clientes, os quais serão compensados em operações 
subsequentes.
V – Depósitos para Recursos
Representam depósitos realizados pela empresa relativo a processos judiciais ou administrativos em curso.
VI – Imobilizado
Reconhecimento e mensuração
Os itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido da depreciação 
acumulada.
Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais 
(componentes principais) de imobilizado.
Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela diferença entre os recursos advindos da 
alienação e o valor contábil do imobilizado), são reconhecidos em outras receitas/despesas no resultado.
Depreciação
Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão disponíveis para uso, pelo 
método linear, baseado na vida útil econômica estimada de cada componente.
Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado 
do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença 
entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) são incluídos na demonstração do resultado no exercício 
em que o ativo for baixado.
Até o quarto trimestre de 2022, a Empresa não verificou a existência de indicadores de que determinados ativos 
imobilizados poderiam estar acima do valor recuperável, e, consequentemente, nenhuma provisão para perda de 
valor recuperável dos ativos imobilizados foi reconhecida.
VII – Demais ativos circulantes e não circulante
São apresentados ao valor líquido de realização.
d. Passivos circulante e não circulante
São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes 
encargos, variações monetárias incorridas até a data do balanço.
I – Fornecedores
São inicialmente reconhecidos pelo valor nominal e, posteriormente acrescidos, quando aplicável, dos 
correspondentes encargos e das variações incorridas até a data de encerramento das demonstrações financeiras.
II – Provisões
Uma provisão é reconhecida no balanço quando a Empresa possui uma obrigação, legal ou constituída, como 
resultado de um evento passado e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. 
As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
As provisões são revisadas e ajustadas para refletir alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição 
aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou 
decisões de tribunais.
III – Incentivos Fiscais
A empresa não possui incentivos fiscais.
IV – Imposto de renda e contribuição social
O IRPJ e a CSLL são calculados com base no lucro tributável trimestral, aplicando-se a alíquota de 15% acrescida do 
adicional de 10% para o IRPJ e 9% para a CSLL. Considera, ainda, a compensação de prejuízos fiscais e base negativa 
de contribuição social, limitada a 30% do lucro real.
EMPRESA GERENCIAL DE PROJETOS NAVAIS - EMGEPRON
CNPJ n° 27.816.487/0001-31
MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO
Balanços Patrimoniais Findos em 31/12/2022 e 31/12/2021 (Em Milhares de Reais)
Demonstrações de Resultados Findos Em 31/12/2022 e 2021 (Em Milhares de Reais)
Demonstrações de Resultados Abrangentes Findos em 31/12/2022 e 2021 (Em Milhares de Reais)
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Findos em 31/12/2022 e 2021 (Em Milhares de Reais)
Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Direto Findos em 31/12/2022 e 2021 (Em Milhares de Reais)
Demonstração do Valor Adicionado - DVA Findos em 31/12/2022 e 2021 (Em Milhares de Reais)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS FINDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2022 E 31 DE DEZEMBRO DE 2021 (EM MILHARES DE REAIS)
Continua

                            

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