DOU 13/02/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 31, segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
RP(u, k, j) = (1 + fpp). ∑ π(j, k, h). P(j, h)
h∈u
(2)
onde:
𝑢: posto tarifário;
j: consumidor-tipo;
k: agrupamento tarifário relacionado às redes-tipos dos agrupamentos (AT-2, AT-3, MT e BT);
h: horas pertencentes ao posto tarifário u;
fpp: fator de perdas de potência;
𝜋(𝑗, 𝑘, ℎ): probabilidade do consumidor-tipo j se associar a uma rede-tipo, que atende o agrupamento tarifário k, nas horas de ponta h da rede-tipo; e
P(j,h): fator de coincidência do consumidor-tipo j na hora de ponta h das redes-tipos que atendem o agrupamento tarifário k.
Curvas Típicas de Consumidores, Redes e Injeções
21. As tipologias de consumidores, de redes e de injeções utilizadas no cálculo do CMC são produtos do processo de caracterização da carga e do sistema elétrico da distribuidora, obtida por meio
de campanhas de medidas.
22. O processo de caracterização da carga e do sistema elétrico deve obedecer ao disposto nos Módulos 2 e 6 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional
– PRODIST, ou o que vier a sucedê-los.
Fator de Perdas de Potência
23. O Fator de Perdas de Potência é obtido do resultado do cálculo das perdas na distribuição, definido no Módulo 7 do PRODIST, ou o que vier a sucedê-lo.
24. O fator de perdas de potência de um agrupamento representa as perdas de potência acumuladas para a demanda média de todos os agrupamentos a montante desse, incluindo-o, sendo
obtido pela seguinte equação:
fpp(k,k0) = (1 + ∆Pk
̅̅̅̅̅). (1 + ∆Pk0
̅̅̅̅̅̅).
∑
((∏
∅kori,kdest
ks(l)
k=1
) . (∏
(1 + ∆Py,l
̅̅̅̅̅̅)
ELE(l)
y=1
))
N
i=1
∑
(∏
∅kori,kdest
ks(l)
k=1
N
i=1
)
(3)
onde:
k: agrupamento a montante;
k0: agrupamento;
l: caminho em análise;
N: número de caminhos em análise;
ELE: quantidade de elementos no caminho série associado l;
ks: quantidade de elementos de transformação série associado ao caminho l;
kori: origem da transformação;
kdest: destino da transformação;
Økori.kdest: probabilidade associada ao caminho 𝑙;
∆𝑃𝑘
̅̅̅̅̅: perda de potência para a demanda média para a rede no nível 𝑘;
∆𝑃𝑘0
̅̅̅̅̅̅: perda de potência para a demanda média para a rede no nível k0; e
∆𝑃𝑦,𝑙
̅̅̅̅̅̅: perda de potência para a demanda média do elemento 𝑦 e pertencente ao caminho 𝑙.
3.5. ESTRUTURA VERTICAL
25. A Estrutura Vertical (EV) define a relatividade da receita teórica entre os agrupamentos, considerando o mercado de referência e os custos comerciais, diferenciados por grupos tarifários (A e
B), sendo definida pela seguinte equação:
EVF(k) = EVM(k).m(k)
(4)
EVM(k) = RT%(k).(100% − VPBTC
% ) + PC%(k). VPBTC
% [%]
(5)
PC%(k) =
p. NUCk
∑
p. NUCk
A2
k=B
. 100% [%]
(6)
onde:
RT%(k): percentual da receita teórica por agrupamento;
EVM(k): Estrutura Vertical modificada considerando os custos comerciais;
EVF(k): Estrutura Vertical final considerando o mercado faturado;
VPB%TC: percentual regulatório dos custos de atividades comerciais no valor da Parcela B;
PC%(k): percentual de ponderação das atividades comerciais com base no número de consumidores;
p: fator ponderador igual a 1 para o grupo B (agrupamento BT) e 10 para o grupo A(agrupamentos AT-2, AT-3 e MT);
NUCk: número de unidades consumidoras do agrupamento k; e
m(k): parâmetro de ajuste ao mercado de referência por agrupamento tarifário.
26. A receita teórica corresponde àquela obtida pela multiplicação dos custos marginais de capacidade pelo mercado de cada consumidor-tipo, por agrupamento e posto tarifário.
3.6. TARIFAS DE REFERÊNCIA - TUSD FIO B
27. As Tarifas de Referência TUSD FIO B são calculadas por agrupamento e posto tarifário de acordo com as seguintes equações:
TR_FIOBFP
k =
VPBSGER ∙ EVF(k)
MFP(k) + RPFPFIOB
k
∙ MP(k)
(7)
TR_FIOBP
k = RPFBFIO B
k
. TUSDFIOBFP
k
(8)
onde:
𝑇𝑅_𝐹𝐼𝑂𝐵𝐹𝑃
𝑘 : tarifa de referência TUSD FIO B fora de ponta do agrupamento 𝑘 em R$/kW;
𝑇𝑅_𝐹𝐼𝑂𝐵𝑃
𝑘: tarifa de referência TUSD FIO B de ponta do agrupamento 𝑘 em R$/kW;
MFP(k): mercado de referência fora de ponta do agrupamento 𝑘 em kW;
MP(k): mercado de referência de ponta do agrupamento 𝑘 em kW;
𝑅𝑃𝐹𝑃𝐹𝐼𝑂𝐵
𝑘
: relação entre os postos ponta e fora de ponta das tarifas de referência TUSD FIO B do agrupamento 𝑘; e
VPBSGER: Parcela B deduzida a receita relacionada às centrais geradoras.
28. O mercado de referência de demanda para os agrupamentos AT e MT é o mercado faturado do grupo A, sendo este ajustado com base no perfil típico quando não existir a segregação nos
postos tarifários ponta e fora ponta. O mercado de referência de demanda para o agrupamento BT é baseado nas tipologias ajustadas ao mercado faturado do grupo B. O mercado do subgrupo
AS é considerado como pertencente ao agrupamento BT.
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