DOU 05/06/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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102
Nº 106, segunda-feira, 5 de junho de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
f |MUF básica
Ts
Ti
≤0,85
10
5
0,90
10,5
5,5
1,0
11,5
7
1,1
13,5
9
1,2
16
11
1,3
25
17
1,4
35
35
1,5
35
35
Tabela VI.7 Perdas de propagação excedidas em10% (Ts) e 90% do tempo (Ti)
CAPÍTULO VII
ANTENAS
VII.1 INTRODUÇÃO
Este capítulo apresenta as antenas que mais se usam em radiodifusão, no Brasil, nas faixas de ondas tropicais e
ondas curtas. As emissoras que, para satisfazerem suas necessidades de cobertura, considerarem mais conveniente
outras antenas, poderão usá-las, resguardando o disposto no item VII.2.4. O Anexo 5 do Anexo XXXVI contém
referências que poderão ser úteis a este respeito.
Nas faixas de ondas tropicais são, normalmente, utilizadas as antenas tipo TRO e a quatro dipolos em quadrado. As
antenas tipo H e HR são usadas, em geral, nas bandas de ondas curtas.
VII.2 ANTENAS TIPO TRO
VII.2.1 Definição – As antenas tipo TRO são conjuntos de dipolos de meia onda, todos paralelos entre si e contidos
num mesmo plano paralelo à terra.
VII.2.2 Nomenclatura – Uma antena tipo TRO com n linhas de dipolos de meia onda e m dipolos em cada linha e
com o plano que os contém situado a uma altura h sobre o solo (Fig. VII.1), será chamada
onde λ é o comprimento de onda.
Em geral, o espaçamento entre os dipolos também é de meia onda; caso seja diferente, deverá ser especificado.
Quando a antena não estiver situada no centro da área, pode-se girar o seu diagrama, de modo a adequá-lo melhor
à área de serviço desejada. Neste caso, a defasagem entre os dipolos deverá ser indicada. Recomenda-se que este
giro não exceda 15°, devido ao aparecimento de grandes lóbulos laterais, que poderão causar interferências fora da
área de serviço.
VII.2.3 Ganho das antenas tipo TRO – A fração de campo elétrico, e(Φ,∆), das antenas tipo TRO em relação ao seu
campo máximo, Emáx, supondo uma terra perfeitamente condutora e alimentação dos dipolos em fase, é dada por
onde
Φ = ângulo azimutal, medido no plano horizontal, a partir da direção perpendicular aos dipolos
∆ = ângulo de elevação, medido a partir do plano horizontal
k1 = fator de normalização para que o valor máximo de e(Φ,∆) seja 1. A Tabela VII.1a mostra, para alguns casos, o
valor de k1
cos θY = cos∆ sen θ (ver Fig. VII.2)
k = 2π/λ;
kb = separação, em graus elétricos, entre os centros de fase de dois dipolos consecutivos de uma mesma linha. Em
geral, kb = π (ver Fig. VII.1)
kc = separação, em graus elétricos, entre duas linhas consecutivas de dipolos. Em geral, kc = π (ver Fig. VII.1)
ft = fator de terra
= sen (kh sen ∆)
kh = altura, sobre a terra, do plano que contém os dipolos, em graus elétricos (ver Fig. VII.1)
m, n, h = (ver item VII.2.2)
O campo máximo, Emáx, em mV/m, irradiado pela antena a 1km, para uma potência de 1 kW, é dado por:
A tabela VII.1 mostra, para várias antenas de interesse, o valor de Emáx, os ângulos Φmáx e ∆máx, para os quais ocorre
Emáx, e a largura de feixe, ∆Φ.
O ganho, G(Φ,∆), da antena, em relação à isotrópica, numa direção caracterizada por Φ e ∆ é, em dB:
Quando uma emissora desejar considerar uma terra com condutividade finita, poderá usar os coeficientes de
reflexão de Fresnel para ondas planas. Entretanto, para fins de cálculos de proteção e interferência, a terra deverá
ser considerada como perfeitamente condutora.
As Fig. VII.3 e VII.4 mostram diagramas de irradiação vertical de antenas tipo TRO.
VII.2.4 Restrição ao uso de antenas nas faixas de 3 MHz e 5MHz
A máxima intensidade de campo irradiada por uma antena alimentada com 1 kW, nas faixas de 3 MHz e 5 MHz, em
ângulos de elevação iguais ou inferiores a 30°, deverá ser de 260 mV/m.
Podem ser excetuadas da restrição acima, emissoras instaladas nas seguintes Unidades da Federação: Acre,
Amazonas e Roraima.
VII.2.5 Plano de Terra
As antenas tipo TRO deverão ser dotadas de um plano de terra constituído por fios de cobre nº 10 AWG, paralelos
entre si e aos dipolos constituintes da antena, com espaçamento máximo de 0.1λ. O plano de terra deverá
estender-se além das extremidades da antena de um comprimento mínimo ℓ, calculado como segue:
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