DOU 22/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 182, sexta-feira, 22 de setembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
II)Plataforma Fixa - construção instalada de forma permanente no mar ou em
águas interiores, destinada às atividades relacionadas à prospecção e extração de
petróleo e gás. Não é considerada uma embarcação.
y)Entidade Certificadora - são empresas ou entidades reconhecidas pela
Autoridade Marítima Brasileira para atuarem em nome do governo brasileiro na
realização de vistorias e emissão de certificados previstos nos regulamentos nacionais,
conforme descrito nos acordos de delegação de competência firmados.
z)Sociedade
Classificadora -
são
empresas
ou entidades
autorizadas
a
classificar embarcações de acordo com regras próprias e, quando reconhecidas pela
Autoridade Marítima Brasileira, poderão atuar em nome do governo brasileiro na
realização de vistorias e emissão de certificados e documentos previstos nas convenções
internacionais, códigos e resoluções adotados pelo país, assim como nos regulamentos
nacionais, conforme descrito nos acordos de delegação de competência firmados.
3.2. APLICAÇÃO DE CONVENÇÕES E CÓDIGOS INTERNACIONAIS
3.2.1. As embarcações "SOLAS" deverão cumprir integralmente os requisitos
da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS-1974) e
suas emendas em vigor, da Convenção Internacional de Linhas de Carga (LL 66) e suas
emendas em vigor, da Convenção Internacional para Medidas de Tonelagem de Navios
(1969) e suas emendas em vigor, mesmo que não efetuem viagens internacionais;
3.2.2. Todas as embarcações que operam no meio ambiente marinho deverão
cumprir integralmente os requisitos da Convenção Internacional para a Prevenção da
Poluição por Navios (MARPOL-73/78) e suas emendas em vigor, conforme aplicável.
Os navios que não sejam de produtos químicos ou navios transportadores de
gás liquefeito certificados para transportar Substâncias Liquídas Nocivas a granel
identificadas no Capítulo 17 do Código Internacional de Produtos Químicos a Granel, que
estejam enquadrados na Regra 11, parágrafo segundo, Capítulo 4 do Anexo II da MARPOL
73/78, deverão atender ao contido na Resolução A.673(16) da IMO ou na Resolução
A.1122(30) da IMO, conforme aplicável.
3.2.3. As embarcações destinadas ao transporte de cargas perigosas deverão
cumprir os requisitos estabelecidos pelas normas internacionais, considerando-se a
aplicação de acordo com a data de construção e o tipo de mercadoria a ser transportada,
mesmo que não efetuem viagens internacionais, de acordo com a seguinte tabela:
. Tipo de Carga Perigosa
Norma Internacional
. 1. Embaladas
- International Maritime Dangerous Goods Code (IMDG
Code)
. 2.Cargas Sólidas a Granel
- Código Marítimo Internacional para Cargas Sólidas a
Granel (IMSBC Code)
. 3. Produtos Químicos
- Código para Construção e Equipamentos de Navios que
Transportem Produtos Químicos Perigosos a Granel (BCH
Code)
.
- Código Internacional para Construção e Equipamentos de
Navios que Transportem Produtos Químicos Perigosos a
Granel (IBC Code)
. 4. Gases Liquefeitos a
Granel
- Código Internacional para Construção e Equipamentos de
Navios que Transportem Gases Liquefeitos a Granel (IGC
Code)
.
- Código para Construção e Equipamentos de Navios que
Transportam Gases Liquefeitos a Granel (Gás Carrier Code)
.
- Código para Navios Existentes que Transportem Gases
Liquefeitos a Granel (Existing Ships Code)
3.2.4. Navios de Propósitos Especiais (Special Purpose Ships) conforme
definido no Código de Segurança para Navios de Propósitos Especiais (Code of Safety for
Special Purpose Ships) poderão ser certificados para sua operação em águas jurisdicionais
brasileiras em conformidade com o referido Código e de acordo com a aplicação
constante no item 1.2 do Código.
3.2.5. 
Recomendações
para 
embarcações
dotadas 
de
Sistemas 
de
Posicionamento Dinâmico
a)As embarcações e plataformas dotadas de sistemas de posicionamento
dinâmico construídas após 1o de julho de 1994, mas antes de 9 de junho de 2017,
deverão atender os requisitos estabelecidos na Circular MSC/Circ. 645 da IMO e deverão
atender o parágrafo 4 da Circular MSC.1/Circ. 1580 da IMO.
b)As embarcações e plataformas dotadas de sistemas de posicionamento
dinâmico construídas a partir de 9 de junho de 2017 deverão atender os requisitos
estabelecidos na Circular MSC.1/Circ. 1580 da IMO.
3.2.6. Critérios complementares da Autoridade Marítima - Sempre que, nas
Convenções e Códigos Internacionais em vigor no País, ou nas Resoluções e Circulares da
Organização Marítima Internacional (IMO) adotadas pelo Brasil, forem previstos critérios
específicos a serem estabelecidos pela Autoridade Marítima Brasileira (Administração),
ainda não definidos nas Normas da Autoridade Marítima, devem ser seguidos os
seguintes procedimentos:
a)As Organizações Reconhecidas - OR deverão consultar a DPC, sobre o critério
a ser aplicado. A consulta deverá ser feita com a devida antecedência, de modo a evitar
atrasos ou prejuízos aos interessados;
b)Após as devidas considerações, a DPC estabelecerá o critério/requisito a ser
adotado e, quando julgado necessário, a sua aplicação e/ou entrada em vigor; e
c)A DPC poderá, sempre que julgar conveniente, adotar ou autorizar a
utilização de critérios contidos nas Regras de Classificação das Sociedades Classificadoras
reconhecidas, em substituição ao estabelecido no inciso 2) acima, mediante consulta, caso
a caso.
3.2.7. Embarcações movidas a gases ou outros combustíveis com baixo ponto
de fulgor deverão cumprir com os requisitos do International Code of Safety for Ships
Using Gases or Other Low-Flashpoint Fuels - IGF Code da IMO.
3.2.8. Convenção do Trabalho Marítimo - MLC-2006, como emendada. A
Convenção MLC-2006 é aplicável às embarcações de bandeira brasileira de uso comercial
(exceto embarcações de pesca), classificados para a navegação de mar aberto, com
arqueação bruta maior que 200.
3.3. OBRIGATORIEDADE DE CLASSIFICAÇÃO
3.3.1. Todas as embarcações nacionais que transportem a granel substâncias
líquidas nocivas, produtos químicos perigosos ou gases liquefeitos, em conformidade com
o Anexo II da Convenção MARPOL, os Códigos IBC/BCH ou IGC/GC, para as quais foram
solicitadas Licença de Construção, Alteração (com alteração estrutural de vulto, a ser
julgada pela Diretoria de Portos e Costas - DPC), Reclassificação ou Documento de
Regularização (atual LCEC) após 09/06/1998, devem, obrigatoriamente, ser mantidas em
classe por uma Sociedade Classificadora reconhecida para atuar em nome do Governo
Brasileiro na navegação de mar aberto.
3.3.2. Todas as embarcações nacionais com AB maior ou igual a 500, incluindo
as Plataformas Móveis empregadas nas atividades relacionadas à prospecção e extração
de petróleo e gás, para as quais tenham sido solicitadas, após 09/06/1998, Licença de
Construção (incluindo LCEC), Licença de Alteração (com alteração estrutural de vulto, a
ser julgada pela DPC), Licença de Reclassificação ou Documento de Regularização (atual
LCEC), devem, obrigatoriamente, ser mantidas em classe por uma Sociedade Classificadora
reconhecida para atuar em nome do Governo Brasileiro na navegação de mar aberto.
3.4.
OBRIGATORIEDADE DA
LICENÇA DE
CONSTRUÇÃO, ALTERAÇÃO
E
R EC L A S S I F I C AÇ ÃO
3.4.1. As Embarcações Certificadas classe 1 (EC1), classificadas ou não, as
embarcações Certificadas classe 2 (EC2) de passageiros com AB maior do que 20 e menor
ou igual a 50 (ver os artigos 3.5, 3.14, 3.20 e 3.22 desta norma) e as embarcações de
apoio a mergulho (de qualquer arqueação bruta), classificadas ou não, somente poderão
ser construídas, no país ou no exterior, para a bandeira brasileira, se obtiverem a
respectiva Licença de Construção. As embarcações adaptadas para emprego no apoio a
mergulho deverão obter Licença de Alteração ou Licença de Reclassificação, conforme o
caso, para sua utilização nesta atividade.
3.4.2. Do mesmo modo, só poderão sofrer alterações ou serem reclassificadas
mediante 
a 
obtenção 
prévia 
das 
Licenças 
de 
Alteração 
ou 
Reclassificação,
respectivamente. As demais Embarcações Certificadas classe 2 (EC2) estão dispensadas da
obtenção de Licenças de Construção, Alteração, Reclassificação e LCEC.
3.5. REGULARIZAÇÃO DE EMBARCAÇÕES JÁ CONSTRUÍDAS
3.5.1.
embarcações
com
AB
menor ou
igual
a
200,
exceto
aquelas
enquadradas no inciso 3.5.2 deste artigo.
Para embarcações nacionais com arqueação bruta (AB) menor ou igual a 200,
cuja construção ou alteração já tenha sido concluída, seja no país ou no exterior, sem
que tenham sido obtidas as respectivas Licenças de Construção ou Alteração será
permitida sua regularização por meio da obtenção de uma Licença de Construção para
Embarcação já Construída (LCEC), se tais licenças forem previstas nestas normas para o
tipo de embarcação em questão. Tais licenças deverão ser solicitadas a uma Sociedade
Classificadora, Entidade Certificadora ou ao GVI via CP, DL ou AG, conforme o caso,
seguindo procedimento idêntico ao previsto para obtenção das respectivas licenças,
conforme definido nas seções II e III deste capítulo.
a)A Licença a ser emitida (modelo constante no Anexo 3-A), deverá especificar
a data do término da construção da embarcação e uma observação ressaltando o fato de
se tratar de uma construção já concluída.
b)Caberá ao armador/proprietário efetuar
as modificações porventura
consideradas necessárias durante a análise do projeto, mesmo quando tais alterações
acarretarem desmonte de parcelas da embarcação ou docagem.
c)A Licença de Construção emitida para uma embarcação nessas condições
será designada "Licença de Construção para Embarcação já Construída - (LCEC)" e deverá
ser apresentada ao TM para efeito de obtenção do registro da embarcação (Provisão de
Registro de Propriedade Marítima - PRPM).
d)Para embarcação com AB maior que 200 não será emitida LCEC após 31/12/2013.
3.5.2. Casos Especiais
a)Embarcações de Passageiros com AB maior do que 20 e menor ou igual a
50 - as embarcações de passageiros que, por força da versão anterior desta norma
(NORMAM-201/DPC/2005 - Portaria no 44 de 27/03/2012) estavam dispensadas da
obtenção de Licença de Construção, Alteração e Reclassificação, terão um prazo até a
primeira vistoria de renovação do CSN a ser realizada após 01/07/2013 para solicitar a
respectiva LCEC e apresentar a documentação requerida no artigo 3.14, inciso 3.14.2.
As CP, DL, AG, Entidade Certificadora ou Sociedade Classificadora não poderão
realizar qualquer tipo de vistoria relacionada ao CSN nas embarcações que não tenham
apresentado a documentação requerida no artigo 3.12.
Para a embarcação que tenha apresentado a documentação no prazo devido,
será emitido, após a vistoria de renovação, um novo CSN com validade de 6 meses, fins
permitir a continuidade da operação da embarcação enquanto se conclui o processo de
emissão da LCEC.
Caso o prazo de 6 meses não seja suficiente para a emissão da LCEC, o
responsável pela embarcação poderá requerer à DPC uma prorrogação do CSN por um
prazo máximo de 6 meses. Tal requerimento deverá ser devidamente justificado
observando-se as seguintes situações:
-quando o processo para emissão da LCEC estiver sendo analisado pelas CP, DL
ou AG, o requerimento solicitando a prorrogação do CSN deverá ser encaminhado à DPC
via CP, DL ou AG.
-quando o processo para emissão da LCEC estiver sendo analisado por
Entidade Certificadora
ou Sociedade Classificadora,
o requerimento
deverá ser
encaminhado à DPC, contendo em anexo os comentários e/ou justificativas elaboradas
pelo armador, proprietário ou seu preposto, formalmente designado.
Após a emissão da LCEC o CSN poderá ser renovado pelo prazo restante para
completar cinco anos, contados a partir da data da realização da vistoria de renovação,
desde que a embarcação não necessite sofrer alterações nas suas características,
capacidade de passageiros e/ou carga e dotação de equipamentos, em função do
atendimento aos requisitos desta norma. Neste caso, o CSN só poderá ser renovado pelo
prazo restante, após a realização de nova vistoria para verificação do cumprimento desses
requisitos.
b)Embarcações de carga com AB maior do que 50 e menor ou igual a 100 -
as embarcações de carga que, por força da versão anterior desta norma (NORMAM-
201/DPC/2005 - Portaria no 44 de 27/03/2012) estavam dispensadas da obtenção de
Licença de Construção, Alteração e Reclassificação, terão um prazo até a primeira vistoria
de renovação do CSN a ser realizada após 01/07/2013 para solicitar a respectiva LCEC e
apresentar a documentação requerida no artigo 3.12.
Recomenda-se que tal LCEC seja solicitada antes da primeira vistoria de
renovação do Certificado de Segurança da Navegação (CSN), de modo a facilitar a análise
da documentação por parte do GVI das CP ou DL, Entidade Certificadora ou Sociedade
Classificadora, responsável pela emissão da LCEC.
As CP, DL, AG, Entidade Certificadora ou Sociedade Classificadora não poderão
realizar qualquer tipo de vistoria relacionada ao CSN nas embarcações que não tenham
apresentado a documentação, até a data devida para a realização da primeira vistoria de
renovação, após 01/07/2013.
Para a embarcação que tenha apresentado a documentação no prazo devido,
será emitido, após a vistoria de renovação, um novo CSN com validade de seis meses,
fins permitir a continuidade da operação da embarcação enquanto se conclui o processo
de emissão da LCEC.
Caso o prazo de seis meses não seja suficiente para a emissão da LCEC, o
responsável pela embarcação poderá requerer à DPC uma prorrogação do CSN por um
prazo máximo de seis meses. Tal requerimento deverá ser devidamente justificado
observando-se as seguintes situações:
-quando o processo para emissão da LCEC estiver sendo analisado pelas CP, DL
ou AG, o requerimento solicitando a prorrogação do CSN deverá ser encaminhado à DPC
via CP, DL ou AG.
-quando o processo para emissão da LCEC estiver sendo analisado por
Entidades Certificadoras
ou Sociedade Classificadora,
o requerimento
deverá ser
encaminhado para DPC, contendo em anexo os comentários e/ou justificativas elaboradas
pelo armador, proprietário ou seu preposto, formalmente designado.
Após a emissão da LCEC o CSN poderá ser renovado pelo prazo restante para
completar cinco anos, contados a partir da data da realização da vistoria de renovação,
desde que a embarcação não necessite sofrer alterações nas suas características,
capacidade de carga e dotação de equipamentos, em função do atendimento aos
requisitos desta norma. Neste caso, o CSN só poderá ser renovado pelo prazo restante,
após a realização de nova vistoria para verificação do cumprimento desses requisitos.
3.6. LICENÇA PROVISÓRIA
3.6.1. Para Iniciar Construção ou Alteração
a)Durante a tramitação do processo para o licenciamento da construção ou
alteração de Embarcação Certificada Classe 1 (EC1) o interessado, se assim o desejar,
poderá solicitar à uma Entidade Certificadora ou ao GVI, via CP, DL ou AG, uma Licença
Provisória para Iniciar a Construção ou Alteração.
A documentação necessária é a seguinte:
I)Requerimento do interessado;
II)Cópia do protocolo da solicitação para emissão da Licença de Construção
(LC) ou Licença de Construção para Embarcações já Construídas (LCEC) ou Licença de
Alteração (LA) (cópia simples);
III)Declaração do interessado que se
compromete a efetuar qualquer
modificação porventura considerada necessária durante a avaliação do projeto, mesmo
quando tal alteração acarrete em desmonte de parcelas já construídas ou alteradas da
embarcação, sem qualquer despesa ou ônus para a União; e
IV)Guia de Recolhimento da União (GRU) com o devido comprovante de
pagamento (cópia simples), exceto para órgãos públicos.
No caso de Embarcação Classificada, tal licença deverá ser requerida à
Sociedade Classificadora que irá acompanhar os serviços.
b)O interessado deverá apresentar declaração de que se compromete a
efetuar qualquer modificação porventura considerada necessária durante a avaliação do
projeto, mesmo quando tal alteração acarrete desmonte de parcelas já construídas ou
alteradas da embarcação, sem qualquer despesa ou ônus para a União, Entidade
Certificadora ou Sociedade Classificadora que emitir a respectiva Licença Provisória.
c)O modelo dessa licença é apresentado no Anexo 3-B. O prazo inicial de
validade da licença provisória será de 180 dias, prorrogáveis por mais 2 períodos de 180
dias cada, conforme o andamento do processo. Prorrogações por prazos superiores
deverão ser autorizadas pela DPC.

                            

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