DOU 22/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 182, sexta-feira, 22 de setembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
f)Pesos Sólidos
No caso de utilização de pesos sólidos, estes devem ser medidos e
numerados. As transferências devem ser efetuadas, se possível, sem alteração da
posição longitudinal dos pesos, de modo a não se alterar o compasso (trim).
g)Transferência de Lastro Líquido
A prova de inclinação só deve ser realizada utilizando lastro líquido como
peso a ser transferido, quando a utilização de pesos sólidos for considerada absoluta
e tecnicamente impraticável. Quando o uso do lastro líquido como peso a ser
transferido não puder ser descartado, devem ser tomados os seguintes cuidados:
I)a transferência deve se dar entre tanques diretamente simétricos;
II)a densidade do líquido transferido deve ser medida;
III)a tubulação usada para a transferência deve estar cheia antes do início
da prova e rigoroso controle sobre a manobra de válvulas deve ser executado; e
IV)os níveis de líquido nos tanques utilizados para a transferência de líquido,
nos diversos movimentos, devem ser tais que seja possível determinar perfeitamente
a sua superfície livre.
h)Documento de Procedimento de Ensaio
Um documento de procedimento de ensaio, contendo todos os passos a
serem utilizados durante a prova de inclinação, assim como todas as informações úteis
aos interessados no acompanhamento da mesma, devem ser preparadas. Não é
necessário que tal documento seja submetido à análise prévia da DPC.
7.33. INSTRUMENTOS E MATERIAIS PARA A PROVA DE INCLINAÇÃO
a)Requisitos para os Pêndulos
I)os pêndulos (e/ou tubos "U") devem ser, no mínimo, em número de dois
e afastados um do outro o
máximo possível, no sentido longitudinal da
embarcação;
II)o comprimento do fio do pêndulo deve ser o maior possível, de modo a
proporcionar, durante a inclinação da embarcação, o maior desvio possível;
III)o peso do pêndulo deve ser suficiente para manter o fio retesado e deve
ter, aproximadamente, o formato apresentado no detalhe B da Figura 7-14. A massa
mínima do pêndulo deve ser 5 Kg;
IV)o fio do pêndulo deve ser de aço flexível e de diâmetro suficiente para
suportar a massa do pêndulo sem sofrer elongação, assegurando, assim, que o pêndulo
não toque o fundo da cuba de óleo;
V)o suporte do fio do pêndulo, no ponto da suspensão, deve ser tal que
possa garantir a livre oscilação do pêndulo sem escorregamento, conforme sugerido no
Detalhe A da Figura 7-14.
VI)para amortecer as oscilações do pêndulo deve ser utilizada uma cuba
com óleo. As dimensões da cuba devem ser tais que, no maior ângulo de inclinação
e levando-se em conta a oscilação, o pêndulo não venha a tocar na borda da cuba,
além de permanecer imerso; e
VII)para medir os desvios do pêndulo pode ser utilizada uma régua (graduada ou
não), solidária a cavaletes impedidos de se deslocarem, conforme sugerido na Figura 7-14.
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b)Requisitos para o Tubo "U"
I)os tubos "U" (e/ou pêndulos) devem ser, no mínimo, em número de dois e
afastados um do outro o máximo possível, no sentido longitudinal da embarcação;
II)A distância entre as partes verticais do tubo "U" deve ser a maior possível e tal
que, durante a inclinação da embarcação, proporcione também o maior desnível possível;
III)os tubos "U" devem ser rigidamente fixados à embarcação, a fim de
evitar movimentos dos mesmos;
IV)o sistema deve ser constituído de um tubo transparente para permitir as
observações dos desníveis devido às inclinações da embarcação e recomenda-se usar tubos
de diâmetro maior nas extremidades, conforme representado nas Figuras 7-15 e 7-16;
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V)cálculos preliminares devem ser feitos para evitar que transborde líquido de
qualquer extremidade, quando das inclinações;
VI)cuidados devem ser tomados para evitar a permanência das bolhas de ar
dentro do tubo com líquido; e
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VII)uma régua (graduada ou não) deve ser fixada em cada parte vertical do tubo
"U" para medir/marcar os desníveis, conforme indicado nas Figuras 7-15 e 7-16.
c)Outros
Além dos instrumentos medidores da inclinação, devem estar disponíveis a bordo,
por ocasião da prova, os seguintes instrumentos com características adequadas:
I)bote ou outro meio de locomoção adequado para permitir leitura das marcas de calado;
II)densímetro;
III)balde com corda, para obtenção de amostras d'água;
IV)trena;
V)trenas de sondagens de tanques, com marcação legível;
VI)chaves para abrir as tampas dos tubos de sondagem;
VII)lanternas;
VIII)meios de comunicação entre a direção da prova, locais das medições e de
amarração da embarcação; e
IX)chaves de todos os compartimentos da embarcação.
7.34. SEQUÊNCIA DE EXECUÇÃO DA PROVA
a)Proceder e anotar a leitura de calados nas marcas, se necessário, com auxílio de
um tubo-amortecedor, conforme indicado na Figura 7-17. Caso a embarcação não possua
marcas de calado fixadas nos costados, deve ser efetuada uma medição das bordas livres, em
ambos os bordos, nas regiões de proa e popa e, a critério do engenheiro responsável pela
prova, na região de meio navio. Anotar os valores na Tabela 2 do Relatório da Prova de
Inclinação, cujo modelo é apresentado no Anexo 7-D.
b)Verificar se a profundidade do local é suficiente para que a embarcação oscile
livremente, sem interferência com o fundo.
c)Medir e anotar a densidade da água. Esta deve ser a média aritmética de três amostras
retiradas com balde nos locais próximos às marcas de calados. Anotar na Tabela 2 do Relatório.
d)Proceder à sondagem ou ulagem de todos os tanques existentes a bordo,
observando na sondagem se a sonda atingiu o batente. Anotar na Tabela 3 do Relatório.
e)Fazer um levantamento de todo e qualquer peso presente a bordo que não faça
parte do peso leve, bem como o levantamento dos pesos que fazem parte do peso leve e
porventura não se encontrem a bordo ou esteja fora de suas posições durante a prova. Anotar
nas Tabelas 4 e 5 do Relatório, respectivamente.
f)Verificar e anotar na Tabela 1 do Relatório as condições de vento e mar.
g)Verificar o sistema de amarração. Anotar na Tabela 1 do Relatório.
h)Verificar a localização e o funcionamento dos pêndulos e/ou tubo "U", medindo
e anotando seus comprimentos e/ou distâncias entre as partes verticais nas Tabelas 6, 7 e 8 do
Relatório, conforme o caso.
i)Verificar a influência do vento nos fios dos pêndulos, caso esteja ventando e os
mesmos estejam expostos.
j)Verificar a posição dos pesos ou tanques utilizados para a inclinação, segundo o
esquema preparado para tal, e anotar suas posições na Tabela 9 ou na Tabela 11 do Relatório.
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