DOU 25/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 183, segunda-feira, 25 de setembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
esse motivo, a aquisição de dados de LH Categoria "A" deve utilizar posicionadores
GNSS de alta precisão, capazes de
prover informação de tempo a uma frequência inferior ou igual a 1 ms.
A ausência de sincronismo poderá causar um efeito indesejado conhecido
como time delay/latency time, que nada mais é do que o atraso de tempo entre a
aquisição da posição relativa de uma dada feição, e o cálculo final da sua posição. Tal
efeito resultará em um deslocamento no sentido longitudinal da linha que ensonificou
a dada feição e, portanto, corresponderá a um erro na determinação da posição da
profundidade medida, conforme pode ser observado na Figura 3.
1_MD_25_288
A utilização de sistemas de sincronismos capazes de prover sinais de
sincronismo conhecido como PPS, do inglês pulse per second, e de protocolos de
tempo UTC, eliminam essencialmente esse tipo de efeito.
O método de posicionamento empregado para determinar a posição da
embarcação de sondagem e as técnicas de calibração de pitch e yaw offsets,
provenientes do processo de patch test, estão intimamente correlacionadas. Portanto,
a aquisição de dados de LH Categoria "A"deve ser conduzida com o emprego de
posicionadores GNSS de alta precisão capazes de realizar posicionamento, seja por Real
Time Kinematic (RTK), Precise Point Positioning (PPP) ou DGNSS.
Igualmente ao efeito de time delay/ latency time, o pitch e yaw offsets
resultarão em deslocamento de dada feição no sentido longitudinal da linha que a
ensonificou
e, portanto
acarretará
a
um erro
na
determinação
da posição
da
profundidade medida.
Logo, como pode ser observado, desde que sejam tomadas todas as
precauções necessárias no que tange ao emprego de posicionadores GNSS de alta
precisão; e que todos os procedimentos de calibração resultantes do processo de patch
test sejam tomados, as principais fontes de erros que possam causar o deslocamento
das feições marinhas serão eliminadas ou minimizadas.
Portanto, da mesma forma que foi exposto no tópico que trata sobre a
incerteza vertical total, somente é possível o cálculo da incerteza horizontal total após
a eliminação de todas as fontes de erros citadas anteriormente. Isto feito, após o
processamento dos dados, levando-se em consideração que nenhum dos efeitos
apresentados acima persiste nos dados editados, o limite máximo esperado para a
determinação de uma feição deverá estar dentro dos limites estabelecidos na linha
relativa
á incerteza
posicional,
da
Tabela 1,
da
Publicação
Especial S-44
-
"Especificações
da
Organização
Hidrográfica
Internacional
para
Levantamentos
Hidrográficos".
A Figura 4 ilustra que, quando eliminados ou minimizados, haverá o perfeito
casamento horizontal entre feições idênticas.
1_MD_25_289
3.4.4. Varredura, Sobreposição e Cobertura
Varredura é simplesmente a composição de um conjunto de feixes que se
forma a cada emissão e que tem suas extremidades delimitadas pelos feixes mais
externos de um ecobatímetro multifeixe, Figura 5.
1_MD_25_290
A um conjunto de varreduras, ao longo de uma dada linha de sondagem
multifeixe, dá-se o nome de corredor de varredura, Figura 6.
1_MD_25_291
A qualidade de cada profundidade, dentro de uma única varredura, degrada
sua expectativa de incerteza com o afastamento do nadir do transdutor. Dessa forma,
o comprimento total da varredura corresponde à máxima abertura angular de um dado
modelo de ecobatímetro multifeixe. No entanto, somente parte dessa varredura é
capaz de detectar profundidades com incertezas dentro dos limites de incerteza
estabelecidos na Publicação Especial S-44 - "Especificações da Organização Hidrográfica
Internacional para Levantamentos Hidrográficos", Figura 7.
1_MD_25_292
A sobreposição entre corredores de varreduras visa trazer informações
cruciais da área em estudo, bem como a dirimir dúvidas sobre detalhes do fundo
marinho, principalmente em locais onde a folga abaixo da quilha é um dos fatores
predominantes.
Para os ecobatímetros multifeixe, a sobreposição entre linhas adjacentes
permite que sejam visualizados possíveis erros aleatórios que interferem negativamente
na qualidade de um LH. Outrossim, permite que se possam realizar julgamentos a
cerca de profundidades anômalas frutos, talvez, de turbulências ao longo da coluna de
água, ou de qualquer outro evento aleatório durante a realização da sondagem.
Quando o fundo marinho é caracterizado a partir de um único corredor de
varredura, diz-se que aquele fundo possui uma cobertura de 100%.
1_MD_25_293
A cobertura é função do comprimento total da varredura e da distância entre
linhas, conforme equação abaixo.
1_MD_25_294
Após um exame detalhado da Figura 9, percebe-se que contrariamente ao
exemplo da Figura 8, existe uma ligeira sobreposição entre corredores de varredura, cujo
comprimento é dado pela equação abaixo.
Sobreposição (m) = (comprimento da varredura - distância entre linhas)
1_MD_25_295
No caso da Figura 9, as linhas estão dispostas de modo a que o feixe
central de uma linha coincida com a extremidade da varredura adjacente. Nessa
hipótese tem-se uma cobertura do fundo de 200%.
Para o fim a que se destinam estas Normas, no que diz respeito aos
levantamentos classificados como Categoria "A", para que seja atingida Ordem Especial
ou Ordem 1a é obrigatório que haja 200% de cobertura do fundo marinho com o
emprego de ecobatímetros multifeixe, a fim de que:
a) se
verifique a
qualidade dos
dados batimétricos,
com base
na
redundância de profundidades; e
b) que seja possível a detecção de feições iguais ou maiores a 1 m3 , o caso
de LH com expectativa de atingir Ordem Especial; e iguais ou maiores a 2 m3 , para
LH de Ordem 1a.
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