DOU 08/12/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 233, sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
V)cálculos preliminares devem ser feitos para evitar que transborde líquido de
qualquer extremidade, quando das inclinações;
VI)cuidados devem ser tomados para evitar a permanência das bolhas de ar
dentro do tubo com líquido; e
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VII)uma régua (graduada ou não) deve ser fixada em cada parte vertical do tubo
"U" para medir/marcar os desníveis, conforme indicado nas Figuras 7-15 e 7-16.
c)Outros
Além dos instrumentos medidores da inclinação, devem estar disponíveis a bordo,
por ocasião da prova, os seguintes instrumentos com características adequadas:
I)bote ou outro meio de locomoção adequado para permitir leitura das marcas de
calado;
II)densímetro;
III)balde com corda, para obtenção de amostras d'água;
IV)trena;
V)trenas de sondagens de tanques, com marcação legível;
VI)chaves para abrir as tampas dos tubos de sondagem;
VII)lanternas;
VIII)meios de comunicação entre a direção da prova, locais das medições e de
amarração da embarcação; e
IX)chaves de todos os compartimentos da embarcação.
7.34. SEQUÊNCIA DE EXECUÇÃO DA PROVA
a)Proceder e anotar a leitura de calados nas marcas, se necessário, com auxílio de
um tubo-amortecedor, conforme indicado na Figura 7-17. Caso a embarcação não possua
marcas de calado fixadas nos costados, deve ser efetuada uma medição das bordas livres, em
ambos os bordos, nas regiões de proa e popa e, a critério do engenheiro responsável pela
prova, na região de meio navio. Anotar os valores na Tabela 2 do Relatório da Prova de
Inclinação, cujo modelo é apresentado no Anexo 7-D.
b)Verificar se a profundidade do local é suficiente para que a embarcação oscile
livremente, sem interferência com o fundo.
c)Medir e anotar a densidade da água. Esta deve ser a média aritmética de três
amostras retiradas com balde nos locais próximos às marcas de calados. Anotar na Tabela 2 do
Relatório.
d)Proceder à sondagem ou ulagem de todos os tanques existentes a bordo,
observando na sondagem se a sonda atingiu o batente. Anotar na Tabela 3 do Relatório.
e)Fazer um levantamento de todo e qualquer peso presente a bordo que não faça
parte do peso leve, bem como o levantamento dos pesos que fazem parte do peso leve e
porventura não se encontrem a bordo ou esteja fora de suas posições durante a prova. Anotar
nas Tabelas 4 e 5 do Relatório, respectivamente.
f)Verificar e anotar na Tabela 1 do Relatório as condições de vento e mar.
g)Verificar o sistema de amarração. Anotar na Tabela 1 do Relatório.
h)Verificar a localização e o funcionamento dos pêndulos e/ou tubo "U", medindo
e anotando seus comprimentos e/ou distâncias entre as partes verticais nas Tabelas 6, 7 e 8 do
Relatório, conforme o caso.
i)Verificar a influência do vento nos fios dos pêndulos, caso esteja ventando e os
mesmos estejam expostos.
j)Verificar a posição dos pesos ou tanques utilizados para a inclinação, segundo o
esquema preparado para tal, e anotar suas posições na Tabela 9 ou na Tabela 11 do Relatório.
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7.35. MOVIMENTAÇÃO DOS PESOS INCLINANTES
a)Oito movimentos devem ser efetuados, conforme indicado nas Tabelas 9
e 11 do Relatório. O número de movimentos pode ser diminuído, a critério da DPC,
em função das características da embarcação.
b)Após cada movimento de peso deve ser medido o desvio do pêndulo ou
o desnível do Tubo "U". Caso as leituras variem com o tempo, deve ser usada a média
aritmética de, pelo menos, 10 (dez) oscilações consecutivas.
c)Durante a prova deve ser plotado o Gráfico "Tangente do Ângulo de
Inclinação x Momento Inclinante", a fim de se verificar e corrigir possíveis distorções
das medidas obtidas, e que deve ser anexado ao Relatório da Prova de Inclinação.
d)No caso de transferência de líquidos, a cada movimento deve ser anotada
a altura de sondagem ou ulagem dos tanques envolvidos na movimentação de líquidos,
conforme indicado na Tabela 12 do Relatório.
7.36. APRESENTAÇÃO E CÁLCULO DA PROVA DE INCLINAÇÃO
a)Cálculos Hidrostáticos
I)O cálculo dos calados nas perpendiculares e na Seção de Meio Navio, a
partir dos calados lidos nas marcas de calado, deve ser feito de acordo com o
estabelecido no Anexo 7-E.
II)A determinação das características hidrostáticas da embarcação durante a
prova deve ser feita utilizando-se as Curvas de Bonjean e a linha de flutuação na condição
de prova. A deflexão do casco durante a prova deve ser levada em conta considerando-se
que os calados em cada baliza (H) obedecem a uma equação do tipo:
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1_MD_07_034A
b)Cálculo da Altura Metacêntrica na Condição de Prova
O cálculo da altura metacêntrica da condição de prova deve ser feito por meio
da média das alturas metacêntricas obtidas em cada movimento.
c)Cálculo da Correção devido ao Efeito de Superfície Livre
I)Para o cálculo da correção devido ao efeito da superfície livre dos líquidos,
deve ser considerada a superfície livre no nível em que o líquido se encontra dentro do
tanque. Devem ser considerados todos os tanques que contenham líquidos e não estejam
totalmente cheios.
II)Não devem ser levados em conta, no cálculo da correção devido ao efeito da
superfície livre, os tanques que contenham quantidades residuais de líquidos,
normalmente não aspirados durante a operação da embarcação.
III)No caso da prova ser realizada através da movimentação de líquidos e a
variação da superfície livre entre os diversos movimentos nos tanques onde o líquido é
movimentado não ser desprezível, a posição vertical do centro de gravidade deve ser
corrigida devido à variação da superfície livre de líquido movimentado, conforme indicado
nas Tabelas 16 e 17 do Relatório.
d)Cálculo da Posição Vertical do Centro de Gravidade
I)A posição vertical do centro de gravidade na condição de prova deve ser
calculada por meio da seguinte fórmula:
KG = KM - GMo - GGo (29), onde:
KG = posição vertical do centro de gravidade, em m;
KM = posição vertical do metacentro transversal, em m;
GMo = altura metacêntrica inicial determinada na prova, em m; e
GGo = correção devido ao efeito de superfície livre, em m.
II)No caso da prova ser realizada através da movimentação de líquidos, a
posição vertical do centro de gravidade deve ser corrigida devido à variação da altura do
centro de
gravidade do
líquido movimentado,
como indicado
na Tabela
16 do
Relatório.
III)No caso da prova ser realizada através da movimentação de líquidos e
ocorra variação da superfície livre entre os diversos movimentos nos tanques onde o
líquido é movimentado, a posição vertical do centro de gravidade deve ser corrigida

                            

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