DOU 02/10/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 191, quarta-feira, 2 de outubro de 2024
ISSN 1677-7042
Seção 1
413. Quanto à variação da receita líquida de vendas de laminados a frio no mercado interno, foram verificados aumentos sucessivos de P1 para P2 (0,3%) e de P2 para P3 (49,4%),
seguidos de retrações em P4 (24,8%) e P5 (18,6%). Ao se considerar os extremos do período de revisão (P1 a P5), a receita líquida obtida com as vendas de laminados a frio no mercado
interno diminuiu 8,3%. A redução da receita líquida no período de análise de indícios de continuação ou retomada de dano pode ser atribuída à concomitante diminuição do volume de
vendas no mercado interno (-2,1%) e do preço recebido por essas vendas (-6,4%).
414. Sobre a variação da receita líquida no mercado externo houve certa estabilidade na comparação entre P1 e P5, observando-se um decréscimo de 0,3%. Essa pequena
variação ou até mesmo estabilidade pode ser atribuída ao incremento do preço das vendas destinadas ao mercado externo, que alcançou aumento de 14,7% de P1 a P5, uma vez que o
volume dessas vendas ao mercado externo ao longo do mesmo período sofreu redução de 13,0%.
415. Assim, considerando a relevância proporcional das vendas no mercado interno em relação às vendas totais, a receita líquida total teve redução de [CONFIDENCIAL] % de
P1 para P5.
416. Os preços médios de venda se referem exclusivamente às vendas de fabricação própria e foram obtidos pela razão entre as receitas líquidas e as quantidades vendidas no
mercado interno e externo, conforme o caso.
417. O preço médio de venda de laminados a frio no mercado interno apresentou sucessivos aumentos até o período P4, trajetória que apresentou reversão no período P5, em
que se observou queda de 26,9%, levando a uma redução de 6,4% ao se considerar os extremos P1 a P5.
7.1.2.2. Dos resultados e das margens
418. A tabela a seguir apresenta a demonstração de resultados e as margens de lucro associadas, para o período de análise, obtidas com a venda do produto similar no mercado interno.
Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno e Margens de Rentabilidade
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
.
.P1
.P2
.P3
.P4
.P5
P1 - P5
Demonstrativo de Resultado (em número-índice)
.A. Receita Líquida - Mercado Interno
.100,0
.100,3
.149,8
.112,7
.91,7
.B. Custo do Produto Vendido - CPV
.100,0
.88,4
.115,8
.96,5
.96,5
.C. Resultado Bruto {A-B}
.100,0
.165,1
.336,4
.201,2
.65,0
.D. Despesas Operacionais
.100,0
.117,6
.74,6
.67,2
.59,4
.D1. Despesas Gerais e Administrativas
.100,0
.102,3
.100,6
.79,5
.103,0
.D2. Despesas com Vendas
.100,0
.94,4
.72,2
.68,2
.69,1
.D3. Resultado Financeiro (RF)
.100,0
.109,2
.53,2
.55,9
.54,2
.D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD)
.100,0
.16.248,9
.14.374,1
.7.585,2
.(8.595,2)
.E. Resultado Operacional {C-D}
.100,0
.209,8
.582,4
.327,2
.70,3
.F. Resultado Operacional (exceto RF)
{C-D1-D2-D4}
.100,0
.170,1
.373,5
.220,1
.64,0
.G. Resultado Operacional (exceto RF e OD)
{C-D1-D2}
.100,0
.176,5
.379,0
.223,0
.60,5
Margens de Rentabilidade (em número-índice de %)
.H. Margem Bruta {C/A}
.100,0
.164,9
.224,7
.178,6
.70,8
-
.I. Margem Operacional {E/A}
.100,0
.210,1
.391,1
.292,4
.77,2
-
.J. Margem Operacional (exceto RF)
{ F/ A }
.100,0
.170,2
.249,6
.195,4
.70,2
-
.K. Margem Operacional (exceto RF e OD)
{G/A}
.100,0
.176,3
.253,4
.198,5
.66,4
-
419. A respeito da demonstração de resultados e das margens de lucro associadas, obtidas com a venda de laminados a frio de fabricação própria no mercado interno,
registre-se que o CPV apresentou redução quando considerado todo o período de revisão, observando-se incremento apenas de P2 para P3 (31,0%). Com isso, considerando-se todo
o período de revisão, houve uma queda de 3,5% no Custo do Produto Vendido (CPV).
420. Considerando-se os extremos da série (P1 a P5), o resultado bruto com a venda de laminados a frio apresentou declínio de 35,0% e a margem bruta da indústria
doméstica apresentou retração de [CONFIDENCIAL] p.p. Importante mencionar que a indústria doméstica apresentou seus piores resultado bruto e margem bruta no período
P5.
421. O resultado operacional da indústria doméstica se reduziu em 29,7% ao se considerar todo o período de revisão. A margem operacional apresentou comportamento
semelhante ao resultado operacional: considerando-se todo o período de análise e, assim, em P5 piorou [CONFIDENCIAL p.p. em relação a P1.
422. No tocante ao resultado operacional excluindo-se os resultados financeiros foi observada queda de 36,0% entre P1 e P5, enquanto a margem operacional exceto
o resultado financeiro apresentou redução de [CONFIDENCIAL] p.p. ao se considerar os extremos da série.
423. Com relação ao resultado operacional excluindo-se as receitas e despesas financeiras e outras receitas e despesas operacionais, foi observada queda de 39,5% entre
P1 e P5, enquanto a margem associada apresentou decréscimo de [CONFIDENCIAL] p.p. ao se considerar os extremos da série.
Demonstrativo de Resultado no Mercado Interno por Unidade (número-índice)
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
.
.P1
.P2
.P3
.P4
.P5
P1 - P5
.A. Receita Líquida - Mercado Interno
.100,0
.107,3
.117,7
.128,1
.93,6
.B. Custo do Produto Vendido - CPV
.100,0
.94,6
.91,0
.109,7
.98,6
.C. Resultado Bruto
{A-B}
.100,0
.176,6
.264,3
.228,8
.66,4
.D. Despesas Operacionais
.100,0
.125,8
.58,6
.76,3
.60,6
.D1. Despesas Gerais e Administrativas
.100,0
.109,5
.79,0
.90,3
.105,2
.D2. Despesas com Vendas
.100,0
.101,0
.56,7
.77,5
.70,6
.D3. Resultado Financeiro (RF)
.100,0
.116,9
.41,8
.63,6
.55,3
.D4. Outras Despesas (Receitas) Operacionais (OD)
.100,0
.17.383,7
.11.291,1
.8.623,1
.(8.777,6)
.E. Resultado Operacional {C-D}
.100,0
.224,4
.457,5
.372,0
.71,8
.F. Resultado Operacional (exceto RF)
{C-D1-D2-D4}
.100,0
.181,9
.293,4
.250,2
.65,3
.G. Resultado Operacional (exceto RF e OD)
{C-D1-D2}
.100,0
.188,8
.297,7
.253,6
.61,8
424. Com relação à receita líquida unitária, foram observadas variações positivas em todos os períodos, com exceção de P4 para P5, e, apesar disso, observou-se retração
entre os extremos da série em 6,4%.
425. Ao se analisar o CPV unitário, observou-se aumento apenas no período P4 (20,6%). Nos demais períodos, foram registradas quedas nesse indicador. Ao longo de
todo o período de revisão, verificou-se variação negativa de 1,4% de P1 para P5.
426. Já no que tange ao resultado bruto unitário das vendas de laminados a frio, verificou-se retração nos períodos P4 (13,4%) e P5 (71,0%), após seguidos aumentos
em P2 (76,6%) e P3 (49,6%). Como fruto desse cenário, o indicador apresentou retração de 33,6% entre P1 e P5. No período P5, a indústria doméstica experimentou o menor
resultado bruto da série.
427. No tocante ao resultado operacional unitário, foi registrado comportamento semelhante àquele experimentado pelo resultado bruto, isto é, incrementos nos períodos
P2 (124,4%) e P3 (103,9%), aos quais se seguiram quedas em P4 (18,7%) e P5 (80,7%). Essas variações, ao se considerar os extremos da série, levaram à queda de 28,2% do resultado
operacional unitário.
428. No mesmo sentido, comportaram-se o resultado operacional unitário exclusive o resultado financeiro e o resultado operacional unitário exclusive o resultado
financeiro e outras despesas/receitas operacionais. Assim, o resultado operacional unitário exclusive o resultado financeiro diminui de P1 para P5 na ordem de 34,7% e o resultado
operacional unitário exclusive o resultado financeiro e outras despesas/receitas operacionais, a seu turno, em 38,2%.
429. Vale também o comentário de que resultado operacional unitário, bem como o resultado operacional unitário exclusive o resultado financeiro e o resultado
operacional unitário exclusive o resultado financeiro e outras despesas/receitas operacionais, a exemplo do resultado bruto, estiveram em seus piores níveis no período P5 da série
analisada.
7.1.2.3. Do fluxo de caixa, do retorno sobre investimentos e da capacidade de captar recursos
430. Com relação aos próximos indicadores a serem analisados, cumpre salientar que se referem às atividades totais da indústria doméstica e não somente às operações
relacionadas a laminados a frio.
Do Fluxo de Caixa, Retorno sobre Investimentos e Capacidade de Captar Recursos
[CONFIDENCIAL] / [RESTRITO]
.
.P1
.P2
.P3
.P4
.P5
P1 - P5
Fluxo de Caixa
.A. Fluxo de Caixa
.100,00
.123,27
.(20,85)
.31,41
.(123,97)
Retorno sobre Investimento
.B. Lucro Líquido
.100,0
.1.035,2
.2.770,3
.1.483,6
.420,7
.C. Ativo Total
.100,0
.118,6
.134,7
.146,5
.144,5
.D. Retorno sobre Investimento Total (ROI)
.100,0
.985,9
.3.116,7
.1.699,0
.466,2
Capacidade de Captar Recursos
.E. Índice de Liquidez Geral (ILG)
.100,0
.124,0
.124,0
.125,3
.104,0
-
.F. Índice de Liquidez Corrente (ILC)
.100,0
.122,7
.117,7
.128,8
.134,3
-
Obs.: ROI = Lucro Líquido / Ativo Total; ILC = Ativo Circulante / Passivo Circulante;
ILG = (Ativo Circulante + Ativo Realizável Longo Prazo)/(Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)
431. Verificou-se diminuição no fluxo de caixa referente às atividades totais da indústria doméstica de 224,0% ao longo do período de análise de indícios de dano, que
foi marcado por movimento variado nesse período, com quedas em P3 (-116,9%) e P5 (-494,7%) e crescimentos em P2 (23,3%) e P4 (250,6%).
432. Quanto ao retorno sobre investimento, verificou-se crescimento ao considerar-se os extremos da série, de P1 a P5, de [CONFIDENCIAL] p.p. Esse indicador demonstrou
crescimento em P2 a P3, respectivamente, [CONFIDENCIAL] p.p. e [CONFIDENCIAL] p.p. Já em P4 e P5 foi observada redução de [CONFIDENCIAL] p.p. e [CONFIDENCIAL] p.p., respectivamente.
433. Ao se analisar a capacidade de captar recursos, verificou-se melhora no índice de liquidez geral, com a aumento de 4,0%. Houve elevação também no índice de
liquidez corrente, com aumento consolidado de 34,3% ao longo de todo o período.

                            

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