DOU 30/04/2025 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 81, quarta-feira, 30 de abril de 2025
ISSN 1677-7069
Seção 3
HOSPITAL E MATERNIDADE THEREZINHA DE JESUS
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HOSPITAL E MATERNIDADE THEREZINHA DE JESUS
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2024 E 2023
RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO
A Organização Social de Saúde Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) é uma 
organização sem fins lucrativos, cujo trabalho há 99 anos é de gestão e execução de atividades 
e serviços de saúde em unidades públicas, com metas e tipo de assistência voltada para o 
atendimento exclusivo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A Gestão é estabelecida 
por meio de contratos/convênios com os entes públicos de saúde, e o objetivo da OSS HMTJ 
é trabalhar em colaboração com o poder público para ampliar a oferta de atendimento 
humanizado e de qualidade, desenvolvido com técnicas de gestão inovadoras.  Nosso foco está 
no aprimoramento contínuo das práticas em gestão de saúde com implementação de padrões 
de qualidade em todas as unidades. Nossa missão é transformar a saúde e o bem-estar das 
comunidades que servimos através de excelência em gestão hospitalar, inovação em atenção 
primária, secundária e terciária, educação de qualidade em saúde, pesquisa clínica de ponta, 
com o compromisso melhorar a assistência em saúde e otimizar recursos. Nossos valores são os 
pilares da nossa cultura e diariamente são colocados em prática em nosso trabalho, como agir 
com integridade, honestidade moral e intelectual e respeito à legislação vigente sob todos os 
aspectos, bem como a humanização da assistência, trabalhando com integridade e dignidade de 
forma universal, alinhando as ações com os objetivos de desenvolvimento da instituição, fazendo 
uso correto e responsável da aplicação dos recursos à Saúde e prestando contas desses ato aos 
órgãos responsáveis e à sociedade. O HMTJ ratifica sua missão como instituição desenvolvedora 
de pesquisas e ensinos voltada para melhoria nas práticas assistenciais, estando, desde 2011, 
certificada como Hospital de Ensino, visando à melhoria na formação dos profissionais de saúde 
e a prestação da assistência qualificada. Em 2024, com uma gestão comprometida com a ética, a 
transparência e o envolvimento de seus colaboradores, o HMTJ expandiu seu modelo de gestão, 
principalmente para o Estado de Goiás, reduzindo os custos dos serviços de saúde pública e 
elevando a qualidade em uma série de hospitais em parcerias municipais e estaduais, sendo 
referência somente neste ano para uma população referenciada de 6.753.489 habitantes. Neste 
ano o HMTJ teve sob sua gestão 1.056 leitos, produzindo 2.690.833 procedimentos, 159.994 
consultas especializadas, 449.103 atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento, 48.077 
exames de SADT externos, além de 440.324 atendimentos em Saúde Indígena. Toda essa gama 
de atividades, consolida cada vez mais, o HMTJ como uma instituição filantrópica de grande 
porte que busca a sustentabilidade social, econômica e ambiental, além da resolutividade 
e qualidade no atendimento que se presta. Somos uma das maiores entidades filantrópicas 
de saúde do Brasil, e estamos qualificados para atuar em 10 estados, com aproximadamente 
7.777 colaboradores e com a vocação de contribuir para a melhoria dos serviços assistenciais 
prestados à população. Nosso compromisso com a excelência na gestão das unidades médico-
hospitalares administradas gerou inúmeras certificações de qualidade conquistadas, como 
aplicação e aprimoramento do programa 5S (Top Quality Senes, Sustentabilidade, Top Quality 
Ouro, Top Quality Master Plus e Top Excelência) e aplicação da metodologia Lean em seus 
processos. Colocando a prova a cultura da Instituição, voltada para as boas práticas, o Hospital 
Maternidade Therezinha de Jesus, em sua matriz, passou por auditoria para manutenção do 
selo ONA 3, sendo novamente reconhecido com o certificado de Acreditado com Excelência 
pela ONA - Organização Nacional de Acreditação reforçando as diretrizes e valores da entidade 
em prol da segurança dos pacientes e a gestão do recurso público. A OSS busca implantar e 
integrar os processos da qualidade em todas as unidades geridas, permitindo que a boa prática 
se estenda às Unidades, e, como resultado a acreditação dessas unidades, como pode ser visto 
por meio da acreditação da ONA nível 2 da UPA Geraldo dos Reis Ribeiro em Timóteo/MG, 
ONA nível 1 do Hospital Municipal de Timóteo e ONA nível 1 da UPA Antônio Jose dos Santos 
em Nova Serrana/MG. As UPAs foram reconhecidas como as duas únicas UPA’s em Minas 
Gerais que possuem esse título de acreditação, resultado de esforços contínuos, compromisso 
e dedicação de toda equipe. A OSS HMTJ agradece aos parceiros prestadores de serviços e 
fornecedores de insumos pelo apoio, determinação, pontualidade e eficácia, cujo objetivo final 
é o atendimento ao paciente com acolhimento humanizado e qualidade na assistência médica! 
Por fim, destacamos nossos sinceros agradecimentos aos nossos colaboradores pelo apoio, sem 
deixar que todos os fatos negativos os esmoreçam em sua luta pela saúde de nossos pacientes, 
com atendimento extremamente técnico, ético e, principalmente, humanizado, sabedores que 
recebemos as pessoas em nossas unidades em um dos momentos mais frágeis de suas vidas. 
Portanto, e de novo, nosso muito obrigado!
RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Aos Diretores do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. Juiz de Fora - MG. Opinião. 
Examinamos as demonstrações contábeis do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus 
(“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2024, e as 
respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio social e dos fluxos de 
caixa para o exercício findo naquela data, bem como as correspondentes notas explicativas, 
incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações 
contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os seus aspectos relevantes, 
a posição patrimonial e financeira do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus., em 31 de 
dezembro de 2024, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício 
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às 
entidades sem fins lucrativos (ITG 2002 (R1)). Base para opinião. Nossa auditoria foi conduzida 
de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, aplicáveis às entidades sem 
fins lucrativos (ITG 2002 (R1)). Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, 
estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidade do auditor pela auditoria das 
demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação à Sociedade, de acordo com os 
princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas 
profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais 
responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria 
obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Ênfases: 1 - Subvenções 
vencidas. Chamamos atenção para a nota explicativa 3.1.2 (Subvenções a receber), que 
demonstra que a entidade acumulou um montante líquido a receber (vencido) de R$147.395.841 
composto pelo saldo bruto de R$500.764.736 a receber em valores vencidos; da provisão para 
créditos de liquidação duvidosa no valor total de -R$352.869.395. A Diretoria da Entidade 
entende que este montante será realizável e dessa forma, não fará qualquer complemento e/
ou reversão da provisão para crédito de liquidação duvidosa já existente. Nossa opinião não 
contém ressalva relacionada a esse assunto. 2 - Perda da gestão das Upas e Hospitais do Estado 
do Rio de Janeiro em 2018. Chamamos atenção para a nota explicativa 3.1.2 (Subvenções a 
receber) enfatizando que em 2 de abril de 2018, através de comunicação em Diário Oficial, o 
Governo do Estado do Rio de Janeiro rescindiu - unilateralmente – todos os contratos de gestão 
firmados durante o exercício 2017 com o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Na época, 
a rescisão ocorreu devido à bloqueios nas contas da OSS HMTJ, cujo dinheiro tinha finalidade de 
quitar salários, e devido ao bloqueio judicial (referente dívidas advindas do atraso no repasse 
das subvenções), a contratante se viu impossibilitada de quitar os mesmos e rescindiu os 
contratos. O Hospital possuía os seguintes contratos em vigor, em base total: UPA Tijuca 
R$10.800.000; UPA Botafogo R$10.800.000; UPA Jacarepaguá R$10.800.000; UPA Copacabana 
R$10.800.000 (todos com vencimento em dezembro de 2018) além do Hospital da Mãe 
R$15.885.992 (vencimento em junho de 2018). Perfazendo um montante de R$59.085.392 em 
31 de dezembro de 2024, que se encontra atualmente registrado como subvenções a receber e 
sua contrapartida como subvenções a apropriar (passivo não circulante). A Diretoria da Entidade 
aguarda desfecho judicial para pacificação do tema. Nossa opinião não contém ressalva 
relacionada a esse assunto. 3 - Perda da gestão do Hospital Municipal Albert Schweitzer em 
2016. Chamamos atenção para a nota explicativa 3.1.2 (Subvenções a receber) enfatizando que 
apesar do termo aditivo de gestão número 3 (três) realizado entre o Hospital e Maternidade 
Therezinha de Jesus e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro (PMRJ) datado em 08 de julho de 
2016, pelo qual, estabelecia-se a plena gestão do Hospital Albert Schweitzer até dezembro de 
2016, o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, foi intimado à deixá-lo, em função da 
medida judicial realizada por outra Organização Social de Saúde. A decisão foi tomada – em 
época - pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) que decidiu suspender o processo de 
escolha pela prefeitura da Organização Social (OS). Contabilmente, a Diretoria do HMTJ aguarda 
desfecho judicial e está mantendo o saldo de subvenções a vencer e a apropriar no montante 
de R$30.715.682 atualizado para 31 de dezembro de 2024, existente desde o exercício findo em 
31 de dezembro de 2016. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. 
Outras informações. As demonstrações contábeis do Hospital e Maternidade Therezinha de 
Jesus para o exercício findo em 31 de dezembro de 2023 foram por nós examinadas, pelo qual, 
emitimos relatório em 26 de março de 2024 com opinião sem modificação e ênfases similares 
às apresentadas acima. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e 
o relatório dos auditores. A administração da Entidade é responsável por essas outras 
informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as 
demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos 
qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das 
demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao 
fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as 
demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, 
aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos 
que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse 
fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidade da administração e da 
governança pelas demonstrações contábeis. A Administração é responsável pela elaboração e 
adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis 
adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades sem fins lucrativos (ITG 2002 (R1)), e pelos controles 
internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações 
financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na 
elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da 
capacidade de a Sociedade continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos 
relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das 
demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a Sociedade ou 
cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento 
das operações. Os responsáveis pela governança da Sociedade são aqueles com responsabilidade 
pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidade 
dos auditores independentes pela auditoria das demonstrações contábeis. Nossos objetivos 
são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, 
estejam livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e 
emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de 
segurança, mas, não, uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas 
brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes 
existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes 
quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva 
razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações 
contábeis. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e 
internacionais de auditoria, aplicáveis às entidades sem fins lucrativos (ITG 2002 (R1)), 
exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. 
Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações 
contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos 
procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de 
auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de 
distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude 
pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou 
representações falsas intencionais. • Obtivemos entendimento dos controles internos 
relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas 
circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles 
internos da Sociedade. • Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a 
razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. • 
Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade 
operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe uma incerteza significativa 
em relação a eventos ou circunstâncias que possam causar dúvida significativa em relação à 
capacidade de continuidade operacional da Entidade. Se concluirmos que existe incerteza 
significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas 
divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as 
divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de 
auditoria obtidas até a data de nosso relatório. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e 
o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações, e se as demonstrações 
contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível 
com o objetivo de apresentação adequada.
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2024.
Mário Vieira Lopes
Contador - CRC-RJ-060.611/O-0
José Carlos de Almeida Martins
Contador - CRC-RJ-036.737-0
Ineditoriais

                            

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