DOU 30/10/2025 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 207, quinta-feira, 30 de outubro de 2025
ISSN 1677-7042
Seção 1
 
Figura 1 – Metodologia para Determinação da Corrente de Curta Duração  
(TA = Temperatura Ambiente; V = Velocidade do Vento; RS = Radiação Solar) 
4.5. 
Utilizando-se este modelo, foi determinado o aumento de temperatura associado à redução das distâncias de segurança verticais em 0,59 m, obtendo-se um valor de 16,4 °C superior
ao considerado para o projeto da LT. Este valor definiu o valor da corrente a considerar na Operação em Regime de Curta Duração (emergência). 
4.6. 
A partir desta Corrente, determinou-se um fator multiplicativo (fator de sobrecorrente), apresentado de forma generalizada e determinado pela relação entre os dois valores de corrente:
o de Curta Duração e o de Longa Duração, obtidos para diversos tipos de cabos condutores e diversas temperaturas de projeto. 
4.7. 
Considerando a necessidade da metodologia abranger todas as LT do sistema elétrico brasileiro e a inexistência de determinações para o estabelecimento das distâncias de segurança
para LT de classes de tensão superiores a 230 kV na ABNT NBR 5422:1985, foi efetuada uma análise adicional baseada nos seguintes pontos principais: 
a) 
A ABNT NBR 5422:1985, em seus itens 3.5 - caracterizador do regime de operação em emergência - e 5.2.2.1 - que determina a verificação da ocorrência de temperaturas superiores à
de projeto, estabelece a existência de correntes de emergência independentemente da classe de tensão da LT; 
b) 
O National Electrical Safety Code - NESC, em sua edição 2002, extensamente utilizado no projeto de Linhas de Transmissão em nível mundial, permite o uso de distâncias reduzidas de
segurança, conforme as tabelas 232-3 e 232-4 do documento NESC; 
c) 
Com base nestas tabelas e dados típicos relativos às classes de tensão superiores a 230 kV, determinaram-se as distâncias de segurança, aplicando-se o modelo apresentado na Figura
1; 
4.8. 
Os valores de redução de distâncias de segurança obtidos através desta metodologia resultaram, para as classes de tensão superiores a 230 kV, em valores superiores ao de 0,59 m
proposto, o que torna conservativo o seu uso. 
4.9. 
Considerando, finalmente, que além das distâncias de segurança, nenhum outro fator envolvido no cálculo é função da classe de tensão da LT, pode-se concluir que os fatores
multiplicativos (fatores de sobrecorrente) determinados para a operação das LT em regime de Operação de Curta Duração (Emergência) para as LT de classe de tensão até 230 kV, pode ser 
estendido para todas as classes de tensão de forma conservativa. 
5. 
Conclusão 
5.1. 
Com base nos resultados obtidos, são estabelecidas as seguintes determinações para a operação em Regime de Curta Duração (Emergência): 
a) 
Os limites de carregamento das LT de qualquer classe de tensão entre 69 e 750 kV, para operação em regimes de curta duração, serão dados pelos limites de carregamento obtidos
através da metodologia descrita no Anexo II dessa seção em regime normal de operação, multiplicados pelo fator multiplicativo (fator de sobrecorrente), conforme a Temperatura de Projeto
(Temperatura do Condutor) utilizada para o projeto da LT, de acordo com a tabela a seguir: 
Tabela 5 – Fator de correção para condição de emergência 
 
Temperatura de Projeto (Graus Celsius) 
 
50 
55 
60 
64 
65 
70 
75 
80 
90 
Fator 
1,42 
1,33 
1,26 
1,24 
1,23 
1,19 
1,17 
1,15 
1,12 
b) 
Estes fatores independem da bitola dos condutores utilizados ou do seu tipo (AAC, ACSR ou ACAR); 
c) 
Os valores de fatores multiplicativos acima definidos devem ser considerados como valores mínimos, independentemente de qualquer outra condição de projeto ou operação. 
 
ANEXO IV – CRITÉRIOS BÁSICOS PARA O CÁLCULO DO FATOR DE CARREGAMENTO 
1. 
Geral 
1.1. 
Este Anexo apresenta os critérios básicos para o cálculo do Fator de Carregamento “S” necessário ao estabelecimento de adicional financeiro devido a sobrecargas que ocasionem
perda adicional de vida útil e aumento do risco de falha em transformadores. 
2. 
Fator de Carregamento “S” 
2.1. 
Este fator é suportado pelo modelo simplificado de reação química baseado na teoria desenvolvida por Arrhenius, conforme disposto na Norma Técnica ABNT NBR 5416:1997. O fator
“S” resulta da média ponderada do produto dos fatores “Vs” (perda de vida útil do transformador) e “Vf” (aumento do risco de falha) pelos intervalos de tempo em que o ciclo de carga de interesse
foi estratificado, dentro do mês da ocorrência de sobrecarga.  
 
Isto é: 
� =
∑
��� ⋅ ��� ⋅ ���
�
���
∑
���
�
���
=
∑
�� ⋅ ���
�
���
∑
���
�
���
[��] 
Eq.1 
onde: 
S: fator de carregamento;  
Vsi: fator multiplicador associado à perda de vida útil, em cada um dos intervalos de tempo Δti no qual o período do ciclo de carga foi estratificado;  
Vfi: fator multiplicador associado ao risco adicional de falha, em cada um dos intervalos de tempo Δti no qual o período do ciclo de carga foi estratificado; 
Δti: intervalo de tempo, de 15 minutos, no qual o período do ciclo de carga foi estratificado; e 
n: número de intervalos de tempo Δti, no período de um mês em que houve ocorrência de c 
arregamento do transformador acima da sua potência nominal. 
2.1 
Fator Multiplicador “Vs” 
2.1.1. 
O fator multiplicador “Vs” é determinado, em um intervalo do ciclo de carga, pela relação entre a perda de vida útil da isolação do transformador na condição de carga atual e a perda
de vida útil normal para uma expectativa de vida de 40 anos. As perdas de vida são calculadas conforme a “teoria de Arrhenius”. Este fator, com característica exponencial, é dependente da 
temperatura absoluta (Kelvin) do ponto mais quente do enrolamento e das constantes A e B associadas à expectativa de vida da isolação de celulose. 
Isto é: 
Longa  Duração
(Regime Normal)
TA – V – RS
Corrente Longa Duração
Temperatura
de Projeto
Distâncias de 
Segurança
Longa Duração
Corrente de Curta 
Duração
Temperatura
de Curta Duração
Distâncias de 
Segurança
(Regime de Emergência)
Redução de Distância 
Admitida em Norma
Mantendo TA – V – RS
Longa  Duração
(Regime Normal)
TA – V – RS
Corrente Longa Duração
Temperatura
de Projeto
Distâncias de 
Segurança
Longa Duração
Corrente de Curta 
Duração
Temperatura
de Curta Duração
Distâncias de 
Segurança
(Regime de Emergência)
Redução de Distância 
Admitida em Norma
Mantendo TA – V – RS

                            

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