DOU 30/12/2025 - Diário Oficial da União - Brasil

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142
Nº 248, terça-feira, 30 de dezembro de 2025
ISSN 1677-7042
Seção 1
Cabe ressaltar que é aplicado um filtro de categoria para restringir o universo
de movimentações captadas do eSocial a àquele comparável ao antigo CAGED. Desta
forma são consideradas apenas as seguintes categorias:
101 - Geral, inclusive o empregado público da administração direta ou indireta
contratado pela CLT;
102 - Trabalhador rural por pequeno prazo da Lei 11.718/2008;
103 - Aprendiz;
105 - Contrato a termo firmado nos termos da Lei 9.601/1998;
106 - Trabalhador temporário - Contrato nos termos da Lei 6.019/1974;
107 - Contrato de trabalho Verde e Amarelo - sem acordo para antecipação
mensal da multa rescisória do FGTS (no período em que esteve vigente);
108 - Contrato de trabalho Verde e Amarelo - com acordo para antecipação
mensal da multa rescisória do FGTS (no período em que esteve vigente); e
111 - Contrato de trabalho intermitente.
Já no que diz respeito aos declarantes, considera-se o conjunto completo das
informações prestadas pelos estabelecimentos contribuintes da Receita Federal do Brasil
que atuam como empregadores. Nesse caso é importante esclarecer a existência de
mudança normativa da Receita Federal concomitante ao processo de implementação do
eSocial. Em 2018, foram publicadas as Instruções Normativas RFB nº 1.828 e RFB nº 1.845,
que estabeleceram a obrigatoriedade, a partir de 2019, da substituição do Cadastro
Específico do INSS (CEI) pelo Cadastro de Atividade Econômica de Pessoa Física (CAEPF) e
pelo Cadastro Nacional de Obras (CNO) respectivamente.
Dessa forma, enquanto a base do CAGED distinguia apenas entre empregadores
com CNPJ e com CEI, a base do Novo CAGED traz as informações distintas entre CNPJ, CNO
e CAEPF, sendo possível também verificar um aumento da cobertura das informações
declaradas por empregadores sem CNPJ.
O processo de criação do Novo CAGED inicia-se com a seleção do conjunto de
campos mencionados de quatro diferentes eventos do eSocial, aplicando-se o filtro para
que sejam selecionadas informações apenas das oito categorias de trabalhadores listadas
acima. Estas informações são então lidas e transformadas em uma base de dados de
"movimentações" de admissões ou desligamentos, organizadas em linhas e colunas
dispostas 
de 
acordo
com 
o 
layout 
da
base 
de 
dados 
do
novo 
Caged
(ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/Layout Não-identificado Novo Caged
Movimentação.xlsx).
A consolidação dessas informações é feita de forma mensal, obedecendo
calendário
que
combina
a
competência de
ocorrência
do
evento
(admissão
ou
desligamento) com a data de envio das informações ao eSocial.
3 - Cronologia do cumprimento das obrigações pelas empresas à divulgação dos
dados:
Considerando o conjunto de informações necessárias para o registro completo
de uma movimentação no sistema do Novo CAGED, o Ministério do Trabalho e Emprego
passou a adotar a seguinte cronologia para o reconhecimento das informações:
1 - São contabilizadas para a construção do índice de emprego de um
determinado mês as informações sobre desligamentos e admissões encaminhadas pelas
empresas contratantes por meio do evento S-2200 do eSocial (no caso de admissão) ou S-
2299 (no caso de desligamento) até o décimo quinto dia do mês subsequente a ocorrência
do evento.
2 - São incluídas as informações pessoais do trabalhador (evento S-2205) e as
informações do contrato de trabalho (evento S-2206). Estas são reorganizadas de forma a
compor a base de dados de movimentações do Novo CAGED, organizada em linhas
compostas por movimentações de admissão ou desligamento agregadas a informações
pessoais e contratuais.
3 - A essas movimentações são acrescidas as declarações oriundas do Sistema
ACI (antigo sistema do CAGED) e as imputações de informações provenientes do
Empregador Web (sistema de comunicação de desligamentos para o Seguro
Desemprego).
4 - Destaca-se que vencidos os prazos estabelecidos na Portaria nº 671, de
2021, as empresas declarantes seguem, por prazo indeterminado, podendo encaminhar ao
eSocial eventos relacionados a qualquer mês de referência, estando sujeitas a multas pelo
descumprimento das obrigações trabalhistas no prazo devido. Estes eventos podem ser de
três características: registros de admissões e desligamentos feitos depois do prazo legal;
retificação de informações que haviam sido enviadas dentro do prazo legal; ou ainda
exclusão de informações enviadas dentro do prazo legal.
5 - Conforme Nota Técnica MTE nº 82/2011, os registros de movimentações
(admissão ou desligamento) enviados fora do prazo legal são considerados para as
estatísticas até o período de 12 meses após o vencimento do prazo legal. Essas
declarações são consideradas fora do prazo e incluídas nos índices do CAGED desde
2011.
6 - A informação de exclusão de movimentações previamente enviadas pelas
empresas não existia antes da implementação do eSocial. Com o aumento desse tipo de
ocorrência no eSocial, optou-se por implementar a sua contabilidade nas estatísticas a
partir da competência de divulgação de novembro de 2021, realizando-se uma atualização
completa da série do Novo CAGED. A partir dessa data, passou-se a divulgar mensalmente
um arquivo de exclusões no qual são informados os vínculos excluídos com as informações
referentes a data da ocorrência da exclusão. Nesse primeiro momento, não foi definida
uma data limite para a contabilidade de exclusões, o que tem ocasionado atualização da
base inteira do Novo CAGED (desde janeiro de 2020) a cada nova competência
incorporada. A definição de uma data limite para consideração das exclusões deverá ser
realizada após a constatação de que este processo esteja consolidado com uma redução
da quantidade de exclusões acima de 12 meses no eSocial.
7 - Por volta do dia 25 do mês subsequente às movimentações, conclui-se o
processamento e o processo da geração da base de dados, considerando as informações
declaradas dentro do prazo da competência de referência e aquelas referentes às
competências anteriores. Essa base de dados consolidada é utilizada como insumo para a
preparação do material de divulgação do Novo CAGED, que é normalmente apresentado
pelo Ministro do Trabalho e Emprego em coletiva de imprensa e disponibilizado em
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho nos
últimos
dias do mês.
4 - Metodologia de consolidação e imputação das informações de outras
fontes
Cabe uma explicação adicional sobre a evolução da metodologia adotada na
etapa 3 do cronograma descrito acima. A necessidade de adoção de um sistema híbrido de
informações e as mudanças implementadas ao longo do tempo foram explicadas em notas
técnicas
disponíveis,
respectivamente, 
nos
endereços
eletrônicos
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/notas-
tecnicas/1796-nota-tecnica-sobre-o-novo-caged 
e
https://www.gov.br/trabalho-e-
emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/novo-caged/novo-caged-
2023/outubro/nota_tecnica_novo_caged_11-2021.pdf. 
Estes 
procedimentos 
de
consolidação e imputação são norteados pela necessidade de garantir a contabilização de
informações não captadas pelo sistema do eSocial ao passo em que se evita a
contabilização duplicada de registros que possam estar em mais de um sistema com
pequenas diferenças nas informações declaradas.
No que se refere à consolidação de dados do CAGED, o sistema híbrido foi
implementado para contemplar a continuidade de captação de informações de empresas
que ainda não haviam entrado no calendário de substituição da obrigação do CAGED ou
que atrasaram seu processo de entrada no eSocial mas seguiram fazendo as declarações
no
sistema do
CAGED. Em
um
primeiro momento,
adotou-se um
procedimento
conservador de consolidação, no qual a consolidação foi feita a nível de empresa,
determinando-se que, uma vez que a empresa declare admissões e demissões no eSocial,
a fonte CAGED só foi consultada nas competências em que a empresa declare no eSocial
apenas admissões, mas nenhuma demissão. Posteriormente esse procedimento foi
aperfeiçoado com a aplicação de uma técnica que permitiu o cruzamento entre todas as
informações declaradas nos dois sistemas (CAGED e eSocial) com segurança suficiente para
evitar sobreposições.
Para diferenciação das movimentações, as chaves utilizadas foram CNPJ RAIZ
(Identificador
da Empresa),
CPF (Identificador
do
Trabalhador), Competência da
Movimentação e Tipo da Movimentação (Admissão ou Desligamento) para movimentações
de estabelecimentos que possuem empregador com inscrição no Cadastro Nacional de
Pessoa Jurídica - CNPJ. Já para movimentações realizadas por estabelecimentos do tipo
CNO e CAEPF foi utilizada a chave Identificador do Estabelecimento, CPF (Identificador do
Trabalhador), Competência da Movimentação e Tipo da Movimentação (Admissão ou
Desligamento).
Cabe destacar que a manutenção do sistema de declaração via CAGED teve
como fundamento o calendário de cumprimento de desobrigações do eSocial (por meio da
Portaria Conjunta MTP/RFB nº 2, de 19 de abril de 2022), que dispôs que o último grupo
de declarantes (grupo 4 do eSocial) teve até a data de 22/08/2022 para fazer a migração
dos eventos periódicos para o eSocial. A partir desta data o sistema de declaração via
CAGED foi sendo gradualmente desativado, respeitando-se a existência da possibilidade de
declarações fora do prazo que possam impactar nesse período, motivo pelo qual a
estatística ainda considerará possíveis declarações realizadas até agosto de 2023. O
sistema do CAGED foi desativado, para o envio de declarações no prazo, efetivamente em
fevereiro de 2023.
Outra fonte de informações que passou a ser incorporada no Novo CAGED
como forma de ampliar a cobertura de desligamentos captada foi o Empregador Web, que
consiste no sistema de uso obrigatório para o preenchimento de Requerimento de Seguro-
Desemprego/Comunicação de Dispensa de trabalhadores demitidos involuntariamente de
pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada. A imputação de dados do Empregador
Web também é definida no nível de empresa, as demissões no empregador web são
consultadas sempre que as empresas tenham declarado admissão e não tenham declarado
demissão em nenhum dos sistemas anteriores. Como ainda não está prevista a
descontinuidade do Empregador Web e substituição pelo eSocial, os dados seguem sendo
imputados, ainda que também para esta fonte a quantidade de imputações esteja se
reduzindo uma vez que a maioria das empresas completa sua transição para o eSocial
(estima-se uma parte significativa desse número de demissões constantes no Empregador
Web se refira a desligamentos que no eSocial tem um prazo maior para serem notificados
e, portanto, não tenham chegado a entrar para as estatísticas).
5 - O cálculo do estoque recuperado do CAGED
Vale destacar que historicamente o
CAGED teve como sua principal
característica a possibilidade tempestiva de uma análise conjuntural da realidade do
emprego formal,
com informações desagregadas
sobre trabalhadores
admitidos e
desligados, publicizadas em um curto período de tempo.
Ocorre que a RAIS, outro registro administrativo, criado para outras finalidades
no ano de 1975, vem cumprindo para os analistas do mercado de trabalho um papel
complementar ao do CAGED. Trata-se de uma base de dados cuja versão estatística tem
divulgação anual com cerca de 9 a 11 meses de defasagem, mas que se caracteriza pela
riqueza de informações a respeito do conjunto de trabalhadores assalariados,
considerando-se a declaração das remunerações mensais, afastamentos, entre outras
informações de interesse para as políticas públicas e para o conhecimento da realidade do
mercado de trabalho formal.
Neste formato, torna-se nítido que a RAIS traz informações de estoque de
trabalhadores, enquanto o CAGED traz informações de movimentação com periodicidade
mensal. Para que se tornasse possível avaliar a variação relativa das movimentações
mensais em relação ao estoque inicial foi implementado no ano de 2003 o cálculo do
estoque de referência do CAGED. Desde esse período vem se debatendo e explanando o
motivo das diferenças entre o estoque encontrado na RAIS e o estoque recuperado no
CAGED, 
conforme 
a 
Nota 
Técnica 
MTE 
nº 
59/03 
(disponível 
em
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/notas-
tecnicas/1343-17-06-2003-nota-tecnica-mte-059-03-o-calculo-do-estoque-a-partir-da-rais-e-
do-caged-reconstituicao-de-estoques) e a Nota Técnica nº MTE 63/04 (disponível em
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/notas-
tecnicas/1357-15-03-2004-nota-tecnica-mte-063-04-caged-atualizacao-da-base-de-
referencia-de-estoques-para-calculo-do-indice-de-emprego-de-2004).
Os procedimentos adotados para esse cálculo de estoque referencial podem ser
assim resumidos:
Atualização anual da Base de Referência de estoques do Índice de Emprego do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), baseada nos estoques dos
estabelecimentos que declararam à RAIS ano-base t-2, acrescidos dos saldos das admissões
menos os desligamentos - inclusive transferências de entrada/saída - e dos acertos (atrasos
e retificações) declarados ao CAGED durante o ano t-1.
Limpeza do estoque de estabelecimentos considerados mortos: aqueles que
não declararam RAIS em t-2 nem CAGED em t-1 ou ainda cujo CNPJ se encontre baixado
na Receita Federal.
O valor encontrado após esses procedimentos compõe o estoque de referência
do ano t. As planilhas do PDET mostram sempre o estoque de referência do ano corrente
atualizados com os saldos das competências posteriores e anteriores à data de referência.
Esse estoque além de ser diferente da RAIS, pode ainda ser diferente de estatísticas
construídas utilizando o estoque de referência de anos anteriores ao corrente.
6 - Perspectivas de nova metodologia para cálculo de estoque - estudos a
serem realizados
Conforme relatado, o processo de
cálculo de estoque recuperado foi
historicamente pensado como uma combinação de, além de checagem na Receita Fe d e r a l
do Brasil, duas fontes de dados distintas, oriundas de declarações realizadas em momentos
diferentes pelo mesmo estabelecimento. Por outro lado, está se concluindo no ano de
2023, por meio das quais as duas obrigações distintas da RAIS e do CAGED passarão a ser
prestadas unicamente por intermédio do sistema eSocial.
Para o caso da RAIS essa transição foi disciplinada pelo art. 145 da Portaria MTP
nº 671, de 8 de novembro de 2021 (atual art. 19 da presente Portaria) sendo o ano de
2022 o último em que ainda há grupo de estabelecimentos que declararam os dados da
RAIS, por meio do aplicativo próprio do Gerador de Declarações. Trata-se apenas dos
declarantes do Grupo 4 do eSocial, composto por órgãos públicos e organizações
internacionais. Concluída esta etapa, o Ministério do Trabalho e Emprego passou a ter a
sua disposição, até o dia 15 do mês subsequente, grande parte das informações que
constituem a RAIS, inclusive a informação de remuneração.
Desta forma, a evolução do cálculo de estoque atualizado do emprego formal
deve partir desta capacidade de aferição mensal do quantitativo de vínculos, não sendo
mais necessária a composição de séries atualizadas com fontes de informação distintas.
Trata-se de mudança paradigmática nas estatísticas de mercado de trabalho, construídas a
partir de registros administrativos, garantindo-se uma integração das duas séries históricas
até então existentes.
Para viabilizar este novo processo de construção do estoque, é necessário um
trabalho cuidadoso de apuração da caracterização de quais vínculos identificados a partir
do eSocial encontram-se realmente ativos. Além do processo de verificação de CNPJ na
Receita Federal, estuda-se também a realização de outras análises como a demonstração
de atividade, mediante registro do pagamento das remunerações mensais, e consulta a
bases que registrem óbito de CPF.
O lançamento desta nova base de dados integrada pressupõe também a revisão
do conjunto dos procedimentos adotados no período de transição descritos neste
Anexo.
(*) Republicada por ter saído, no DOU de 18-12-2025, seção 1, págs. 178-187, com
incorreção no original.

                            

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